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Paraná testa tecnologia israelense capaz de localizar drones e seus operadores; sistema pode assumir controle de aeronaves não autorizadas em determinadas condições e conduzi-las a um pouso seguro no solo

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 18/10/2026 às 21:30 Atualizado em 18/10/2026 às 22:17
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Paraná testa sistema israelense que detecta drones, localiza operadores e pode assumir controle de aeronaves não autorizadas para pouso seguro.Foto: PMPR
Paraná testa sistema israelense que detecta drones, localiza operadores e pode assumir controle de aeronaves não autorizadas para pouso seguro.Foto: PMPR
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Sistema Sentrycs está sendo avaliado por forças de segurança do Paraná em São José dos Pinhais. A tecnologia usa radiofrequência para detectar drones, identificar dados de voo e, em determinadas situações, assumir o controle de aeronaves não autorizadas sem precisar destruí-las.

O Governo do Paraná iniciou testes com uma tecnologia israelense destinada a identificar, monitorar e, em determinadas condições, neutralizar drones considerados não autorizados ou potencialmente perigosos. A avaliação começou em 15 de outubro na Academia Policial Militar do Guatupê, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

O equipamento testado é o Sentrycs, apresentado pela empresa M1. Segundo o governo estadual, o sistema utiliza radiofrequência para detectar aeronaves remotamente pilotadas e identificar informações como localização, altitude, velocidade e posição do operador.

Em determinadas condições, a tecnologia também consegue assumir o controle de um drone não autorizado e direcioná-lo para um pouso seguro, sem necessidade de destruí-lo.

Sistema identifica também a posição do operador

Paraná testa tecnologia israelense para identificar e neutralizar drones que representem riscos
Foto: PMPR
Paraná testa tecnologia israelense para identificar e neutralizar drones que representem riscos
Foto: PMPR

A capacidade de localizar o piloto é um dos pontos destacados durante os testes.

Ao detectar as comunicações por radiofrequência utilizadas por determinados drones, o sistema pode obter informações sobre a aeronave e também identificar a posição de quem a está controlando.

Esse recurso pode ser útil em situações nas quais a presença do drone representa risco para uma área protegida, uma operação policial ou um evento com grande concentração de pessoas.

A fonte não detalha todos os modelos de drones compatíveis com a tecnologia nem as condições técnicas exatas necessárias para a intervenção.

Por isso, a capacidade deve ser entendida dentro das limitações apresentadas pelo próprio sistema.

Tecnologia pode assumir o controle em determinadas condições

Paraná testa tecnologia israelense para identificar e neutralizar drones que representem riscos
Foto: PMPR
Paraná testa tecnologia israelense para identificar e neutralizar drones que representem riscos
Foto: PMPR

O Sentrycs não atua apenas como ferramenta de detecção.

Segundo o Governo do Paraná, em determinadas situações o equipamento consegue assumir o controle de um drone não autorizado.

A aeronave pode então ser conduzida para um ponto de pouso seguro.

Essa abordagem se diferencia de métodos que tentam inutilizar ou destruir fisicamente o equipamento.

O objetivo é interromper o voo potencialmente irregular reduzindo o risco adicional causado pela queda descontrolada de um drone.

Testes ainda não significam adoção definitiva

Paraná testa sistema israelense que detecta drones, localiza operadores e pode assumir controle de aeronaves não autorizadas para pouso seguro.Foto: PMPR
Paraná testa sistema israelense que detecta drones, localiza operadores e pode assumir controle de aeronaves não autorizadas para pouso seguro.Foto: PMPR

O equipamento está em fase de avaliação.

A realização dos testes não significa que o Paraná já tenha adotado definitivamente o Sentrycs nem que a tecnologia passará imediatamente a integrar todas as operações de segurança.

A proposta atual é conhecer as funcionalidades e verificar possibilidades de aplicação.

Entre os cenários considerados estão proteção de instalações estratégicas, monitoramento de áreas sensíveis e segurança de grandes eventos.

Demonstração ocorre na Academia do Guatupê

Paraná testa tecnologia israelense para identificar e neutralizar drones que representem riscos
Foto: PMPR
Paraná testa tecnologia israelense para identificar e neutralizar drones que representem riscos
Foto: PMPR

A avaliação está sendo realizada na Academia Policial Militar do Guatupê.

O local reúne estrutura utilizada para formação e treinamento das forças estaduais.

Um técnico especialista participa dos testes para operar o equipamento e demonstrar seus recursos aos representantes das instituições envolvidas.

A atividade permite que as equipes observem na prática como o sistema detecta e acompanha drones.

Polícia Militar e Civil participam da avaliação

Os testes envolvem diferentes órgãos da estrutura de segurança pública estadual.

Participam representantes da Secretaria de Estado da Segurança Pública, da Polícia Militar, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Científica.

Pela Polícia Militar, também participam integrantes do Comando de Aviação, o Comav, e do Batalhão de Operações Especiais, o Bope.

A presença de diferentes instituições permite avaliar possíveis usos do sistema em operações com características variadas.

Áreas estratégicas estão entre os possíveis usos

A proteção de instalações estratégicas é uma das aplicações estudadas.

Drones podem ser utilizados para registrar imagens, transportar pequenos objetos ou acessar áreas onde a presença física de uma pessoa seria mais facilmente percebida.

Em locais sensíveis, o simples ingresso não autorizado de uma aeronave pode criar problemas de segurança.

Uma tecnologia capaz de identificar rapidamente o equipamento e seu operador pode facilitar a resposta das equipes responsáveis pelo local.

Grandes eventos também entram no radar

Outra utilização analisada envolve eventos com grande concentração de pessoas.

Nesses ambientes, drones não autorizados podem representar riscos tanto pela própria aproximação quanto por eventual perda de controle.

O sistema poderia ser utilizado para detectar uma aeronave antes que ela se aproxime de áreas restritas.

A possibilidade de conduzir o drone para pouso também aparece como alternativa à neutralização destrutiva.

Operações policiais com aeronaves exigem atenção especial

O Governo do Paraná destaca ainda situações em que helicópteros ou outras aeronaves tripuladas das forças de segurança estejam em operação.

Nesses casos, a presença de drones próximos pode representar risco de colisão.

Quando há atuação de aeronaves tripuladas das forças estaduais, a área é considerada sensível e a aproximação de drones é proibida.

Essa restrição torna a capacidade de detecção particularmente relevante para unidades como o Comav.

Regras para voo de drones ficaram mais rigorosas

A avaliação da tecnologia ocorre em um momento de mudanças nas regras para utilização de drones.

Segundo o governo estadual, novas exigências do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, o Decea, determinam a solicitação prévia de autorização no Sarpas, sistema de Solicitação de Acesso de Aeronaves Remotamente Pilotadas.

A exigência alcança inclusive drones recreativos com peso inferior a 250 gramas.

Peso considera também acessórios instalados

O Comando de Aviação da Polícia Militar ressalta que o peso utilizado para fins regulatórios não considera apenas a aeronave em sua configuração básica.

Acessórios acoplados também entram no cálculo.

Quando o conjunto ultrapassa 250 gramas, torna-se obrigatório ainda o cadastro no Sistema de Aeronaves não Tripuladas da Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac.

Essas exigências fazem parte do conjunto de regras que o operador precisa observar antes de realizar um voo.

Interferência em operações pode levar à apreensão

O descumprimento das normas pode trazer consequências.

Segundo as informações divulgadas pelo Paraná, operadores que interferirem em operações de emergência podem ser abordados pelas forças de segurança.

Também podem ocorrer multas, apreensão do equipamento e enquadramento em infrações administrativas ou crimes previstos na legislação aeronáutica.

A consequência concreta depende da situação e da infração praticada.

Paraná quer testar antes de decidir possíveis usos

O secretário estadual da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, afirmou que a avaliação de novas tecnologias faz parte da estratégia de modernização das forças estaduais.

Segundo ele, sistemas desse tipo podem contribuir para proteção de áreas estratégicas, grandes eventos e operações policiais.

O objetivo declarado nesta etapa é conhecer e avaliar a ferramenta.

A fala reforça que o Estado ainda está em processo de análise e não anunciou uma implantação em larga escala.

Radiofrequência é a base do funcionamento apresentado

A tecnologia utilizada pelo Sentrycs trabalha com sinais de radiofrequência.

Essas comunicações são usadas por muitos drones para trocar dados com o controle remoto.

Ao identificar determinados sinais, o sistema pode detectar a presença da aeronave e obter informações relacionadas ao voo.

A fonte não descreve em detalhes o método técnico utilizado para assumir o controle de um equipamento.

Também não informa como a tecnologia se comporta diante de drones que utilizam sistemas de comunicação incompatíveis com sua arquitetura.

Neutralizar não significa necessariamente destruir

O uso da palavra “neutralizar” pode sugerir a destruição do drone, mas não é isso que o governo descreve como principal diferencial do equipamento.

O sistema pode, em determinadas condições, assumir o controle da aeronave e conduzi-la ao solo.

Essa abordagem busca evitar uma queda aleatória.

Em ambientes urbanos ou eventos, impedir que o drone caia de maneira descontrolada pode reduzir riscos adicionais para pessoas e estruturas.

Segurança de drones ganha importância com expansão do uso

O avanço dos drones aumentou o número de aplicações civis e profissionais.

Aeronaves remotamente pilotadas são utilizadas em filmagens, inspeções, mapeamento, agricultura, segurança e diversos outros setores.

A mesma facilidade de acesso amplia o desafio de diferenciar rapidamente um voo autorizado de outro que entrou em uma área restrita.

É nesse contexto que sistemas de detecção passaram a receber atenção das forças de segurança.

Tecnologia ainda precisa demonstrar desempenho nos testes

A capacidade anunciada é relevante, mas o objetivo dos testes é justamente verificar como o equipamento funciona em condições de interesse das forças estaduais.

Aspectos como alcance, precisão da localização, velocidade de resposta e compatibilidade com diferentes aeronaves podem influenciar o resultado prático.

O material divulgado pelo governo não apresenta métricas desses testes.

Assim, ainda não é possível concluir qual será o desempenho operacional do sistema no Paraná.

Próximos passos dependem da avaliação das forças estaduais

A atividade reúne equipes especializadas para analisar as possibilidades de uso da tecnologia.

Depois dos testes, caberá ao Estado avaliar se o sistema atende às necessidades consideradas prioritárias.

Não foi informado prazo para eventual compra, contratação ou implantação definitiva.

Por enquanto, o dado confirmado é que o Paraná iniciou a avaliação de uma tecnologia israelense capaz de detectar drones e identificar seus operadores e que, em determinadas condições, pode assumir o controle de aeronaves não autorizadas e levá-las a um pouso seguro.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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