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País vizinho do Brasil começa a lucrar bilhões com petróleo após guerra no Irã, vê economia crescer em ritmo fora do comum e entra em um dilema silencioso que poucos países conseguem resolver sem crise

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 16/04/2026 às 17:43
Atualizado em 16/04/2026 às 17:45
Plataforma de petróleo offshore com bandeira da Guiana em destaque e navio FPSO operando em alto-mar
Bandeira da Guiana ao lado de plataforma offshore e FPSO ilustra o avanço da produção de petróleo que impulsiona a economia do país vizinho do Brasil
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Alta do petróleo impulsiona crescimento acelerado, enquanto riscos econômicos e sociais começam a surgir no cenário interno

A guerra no Oriente Médio, com impactos diretos sobre o estreito de Ormuz, passou a redesenhar o mapa energético global.

Nesse contexto, um país vizinho do Brasil surgiu como um dos principais beneficiados fora da região do conflito.

Ao mesmo tempo, o país vive um boom econômico sem precedentes, impulsionado pela disparada do petróleo.

Desde 2019, quando iniciou a exploração offshore, a economia foi multiplicada por cinco, tornando-se a que mais cresce no mundo.

Agora, com o barril próximo de US$ 100 em 2026, acima da média de US$ 69 registrada em 2025, os ganhos foram ampliados pela instabilidade global.

Crescimento acelerado impulsiona receitas recordes

Com a escalada dos preços do petróleo, a arrecadação aumentou de forma significativa.

Desde o início do conflito envolvendo o Irã, em 2026, a receita semanal saltou de cerca de US$ 370 milhões para mais de US$ 620 milhões.

Além disso, o principal polo produtivo está concentrado no bloco Stabroek, operado por consórcio liderado pela ExxonMobil.

A produção deve alcançar 940 mil barris por dia ainda em 2026, com expansão acelerada.

Caso os preços se mantenham elevados, os campos petrolíferos podem gerar até US$ 33 bilhões no ano, cerca de 75% acima das projeções anteriores.

Enquanto isso, a Europa, pressionada pela crise energética, paga prêmios mais altos pelo petróleo, ampliando os ganhos do país.

Expansão de projetos acelera produção

Paralelamente, as grandes petroleiras avançam com novos investimentos.

Atualmente, quatro projetos já operam, cada um apoiado por plataformas FPSO avaliadas em cerca de US$ 2 bilhões.

Além disso, um quinto projeto deve entrar em operação antes do previsto, enquanto outros seguem em construção.

Entre eles, há iniciativas voltadas também ao gás natural.

À medida que os custos iniciais forem amortizados, até o fim de 2026, a participação do governo deve subir de 14,5% para mais de 50%.

Dependência do petróleo preocupa especialistas

Apesar da bonança, a dependência do petróleo cresce de forma acelerada.

Atualmente, o setor representa cerca de 50% do orçamento público e 75% do PIB.

Esse nível supera, inclusive, o de países tradicionalmente dependentes, como a Líbia.

Diante disso, especialistas alertam para a chamada “maldição dos recursos naturais”.

Enquanto o petróleo gera riqueza, outros setores sofrem com o aumento dos custos de energia.

Embora o governo tenha zerado impostos sobre combustíveis, operadores privados já repassam aumentos.

Inflação e impactos sociais se intensificam

Além disso, os efeitos já são sentidos pela população.

Desde 2021, os preços de alimentos e moradia subiram cerca de 75%, pressionando o custo de vida.

Ao mesmo tempo, o setor petrolífero atrai mão de obra qualificada, reduzindo profissionais em outras áreas.

Paralelamente, surgem sinais de pressão institucional, com riscos de desperdício e tensões com a imprensa.

Projetos de infraestrutura também enfrentam atrasos e aumento de custos.

Um exemplo é o projeto de gás natural, que já custa seis vezes mais que o previsto e segue atrasado.

Governo tenta equilibrar crescimento e estabilidade

Mesmo diante dos desafios, o governo busca manter o equilíbrio econômico.

Para isso, investimentos em infraestrutura foram iniciados, incluindo uma rodovia até o Brasil e uma ponte sobre o rio Demerara.

Segundo organismos internacionais, indicadores como inflação central e déficit fiscal permanecem relativamente sob controle.

Ainda assim, economistas recomendam cautela na gestão dos recursos.

Entre as medidas sugeridas, destaca-se o fortalecimento do fundo soberano para evitar gastos excessivos.

Desafio da riqueza rápida coloca país à prova

Por fim, o país se tornou um exemplo claro de como choques geopolíticos criam vencedores inesperados.

Ao mesmo tempo, evidencia os desafios clássicos de economias dependentes de recursos naturais.

Diante disso, o principal desafio será evitar a expansão descontrolada dos gastos públicos.

Assim, o país precisará garantir que a riqueza do petróleo não comprometa o desenvolvimento de outros setores.

Diante desse cenário, esse país vizinho do Brasil conseguirá transformar sua riqueza em crescimento sustentável ou cairá na armadilha da dependência do petróleo?

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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