O preço do petróleo Brent atingiu US$ 115,93 o barril e o WTI americano superou US$ 103 nesta segunda-feira, impulsionados pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio, e o reflexo já chegou ao bolso do brasileiro com o diesel nos postos subindo 2,62% em uma semana para R$ 7,45 o litro segundo a ANP
O preço do petróleo voltou a disparar. O barril de Brent, principal referência global, atingiu US$ 115,93 nesta segunda-feira, alta de quase 3%. O WTI, referência americana, subiu 3,5% e superou US$ 103 o barril. A escalada do petróleo é consequência direta da guerra no Oriente Médio, que começou em 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e se espalhou por toda a região sem previsão de fim.
Segundo o g1, o impacto do petróleo caro já chegou ao bolso dos brasileiros. Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostram que o preço médio do litro de diesel nos postos subiu 2,62% em uma semana e é vendido a R$ 7,45. A alta do petróleo pressiona diretamente o diesel, que é o combustível que move caminhões, tratores, colheitadeiras e geradores no Brasil, e qualquer aumento no barril se traduz em encarecimento do frete, dos alimentos e de praticamente tudo que depende de transporte rodoviário.
Por que o petróleo disparou para US$ 115 o barril
O preço do petróleo está sendo impulsionado por uma combinação de fatores ligados à guerra no Oriente Médio. A região concentra alguns dos maiores produtores de petróleo do mundo, incluindo Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos.
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As próximas horas serão de tensão crescente em torno do viés a ser adotado pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom/BC) com relação à taxa básica de juros (Selic), ao cabo da reunião dessa quarta-feira (17). Embora o mercado se apresente ‘dividido’ quanto à decisão do colegiado, a tendência mais forte das últimas semanas é de que a taxa se mantenha inalterada no patamar atual de 14,50% ao ano. Já uma ala minoritária ainda ‘aposta’ em uma queda 0,25 ponto percentual (p.p).
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Ataques a reservas de energia na região e o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde transita boa parte do petróleo mundial, criaram um cenário de incerteza que fez os preços dispararem.
Esta não é a primeira vez que o petróleo ultrapassa US$ 115 no contexto dessa guerra. Na quinta-feira anterior, os contratos futuros do Brent já haviam atingido US$ 114,45 após ataques a infraestrutura energética.
O mercado de petróleo reage a cada nova escalada militar com aumentos de preço, e enquanto a guerra continuar sem previsão de fim, a tendência é que o barril permaneça acima de US$ 100, patamar que já pressiona economias em todo o mundo.
O que os Estados Unidos estão fazendo e por que isso agrava a crise do petróleo
Os Estados Unidos enviaram milhares de fuzileiros navais ao Oriente Médio. O primeiro contingente chegou na sexta-feira a bordo de um navio de assalto anfíbio, tipo de embarcação projetada para transportar tropas, veículos e aeronaves até a costa e lançar invasões a partir do mar.
O Washington Post informou que o Pentágono se prepara para operações terrestres no Irã, incluindo ações de forças especiais e tropas convencionais, embora o presidente Donald Trump ainda não tenha autorizado o plano.
A possibilidade de uma incursão terrestre americana no Irã é o que mais preocupa o mercado de petróleo. O Irã é um dos maiores produtores da região, e qualquer ataque direto ao seu território pode desestabilizar ainda mais a oferta global.
O Irã declarou estar pronto para reagir e acusou Washington de preparar uma ofensiva terrestre enquanto fala em negociações ao mesmo tempo. Cada declaração militar empurra o preço do petróleo para cima e o bolso do consumidor brasileiro para baixo.
Como o petróleo a US$ 115 já está encarecendo o diesel e a vida no Brasil
O reflexo do petróleo caro no Brasil é sentido primeiro no diesel. Dados da ANP mostram que o preço médio do litro nos postos subiu 2,62% em uma única semana, chegando a R$ 7,45.
O diesel é o combustível que move a economia brasileira: caminhões que transportam alimentos, insumos agrícolas e mercadorias rodam a diesel, e cada centavo a mais no litro se multiplica ao longo de toda a cadeia.
A Agência Nacional do Petróleo afirmou que o abastecimento de diesel no país está garantido até o final de abril, o que indica preocupação com o que pode acontecer a partir de maio se a guerra continuar e o petróleo permanecer nesse patamar.
Se o barril de petróleo se mantiver acima de US$ 100 por semanas consecutivas, a pressão sobre os preços de alimentos, transporte e energia elétrica no Brasil tende a se intensificar, atingindo especialmente as famílias de menor renda.
As negociações que tentam evitar uma escalada ainda maior
Enquanto o petróleo sobe e os combates continuam, o Paquistão tenta atuar como mediador entre Washington e Teerã. O primeiro-ministro paquistanês conversou com o presidente iraniano, e o chanceler do país se reuniu com representantes da Turquia e do Egito.
A Turquia também trabalha em uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz, medida considerada essencial para aliviar a pressão sobre o preço do petróleo e reduzir as tensões que afetam o transporte marítimo global.
Os Estados Unidos apresentaram um plano de cessar-fogo com 15 pontos, que incluía a reabertura do Estreito de Ormuz e limites ao programa nuclear iraniano. O Irã rejeitou a proposta e apresentou suas próprias condições.
Enquanto as negociações avançam lentamente, os combates seguem intensos: neste domingo, uma fábrica de insumos agrícolas no sul de Israel foi atingida por um míssil iraniano.
Cada novo ataque reforça a incerteza que mantém o petróleo em patamares históricos e o diesel brasileiro cada vez mais caro.
Uma guerra longe do Brasil que já chegou ao tanque do seu carro
O petróleo a US$ 115 o barril não é apenas uma notícia do mercado financeiro. É o diesel a R$ 7,45 no posto, é o frete mais caro, é o alimento mais caro na gôndola do supermercado.
Enquanto a guerra no Oriente Médio não tiver fim e o Estreito de Ormuz permanecer fechado, o petróleo continuará pressionando os preços no Brasil e no mundo.
A possibilidade de uma incursão terrestre americana no Irã pode agravar o cenário ainda mais. O petróleo é o termômetro dessa crise, e ele está fervendo.
Você já sentiu o impacto do petróleo caro no seu dia a dia? O diesel a R$ 7,45 está afetando o preço dos alimentos na sua cidade? Acha que a guerra vai piorar antes de melhorar? Deixe nos comentários e compartilhe este artigo com quem precisa entender por que tudo está ficando mais caro.

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