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O Nubank chegou a 131 milhões de clientes e teve lucro recorde de US$ 2,87 bilhões em 2025

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 30/06/2026 às 20:21 Atualizado em 30/06/2026 às 20:23
Nubank chegou a 131 milhões de clientes e teve lucro recorde de US$ 2,87 bilhões em 2025, virando um dos maiores bancos digitais do mundo. Veja os números.
Nubank chegou a 131 milhões de clientes e teve lucro recorde de US$ 2,87 bilhões em 2025, virando um dos maiores bancos digitais do mundo. Veja os números.
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O banco digital que nasceu no Brasil virou um dos maiores do mundo e fechou o ano com o maior lucro da sua história, puxado pela expansão na América Latina

O Nubank deixou de ser apenas a fintech do cartão roxo para se tornar um dos maiores bancos digitais do planeta. A empresa fechou 2025 com 131 milhões de clientes e um lucro líquido recorde de US$ 2,87 bilhões, números que colocam a companhia brasileira em um patamar que pouquíssimas instituições financeiras do mundo alcançam.

O resultado do Nubank impressiona pela velocidade. Foram 17 milhões de novos clientes só em 2025, e um lucro que cresceu mais de 45% em um ano. Tudo isso vindo de um banco sem agências físicas, que começou questionando a forma como o brasileiro se relacionava com tarifas e burocracia bancária.

131 milhões de clientes em três países

O número que melhor traduz o tamanho da empresa é a base de usuários. Segundo o Jornal de Brasília, o banco encerrou 2025 com 131 milhões de clientes, somando Brasil, México e Colômbia, após adicionar 17 milhões de contas em um único ano.

Esse ritmo de crescimento é raro no setor financeiro. Bancos tradicionais levam décadas para conquistar uma fração desse público. Chegar a 131 milhões de clientes sem ter uma única agência física é uma proeza que redefine o que é um banco, e mostra como o atendimento pelo celular virou o novo balcão das finanças.

O Nubank e o lucro recorde de US$ 2,87 bilhões

O crescimento veio acompanhado de rentabilidade. Conforme o Jornal de Brasília, o Nubank registrou em 2025 um lucro líquido de US$ 2,87 bilhões, alta de 45,6% sobre o ano anterior, o maior resultado da história da instituição.

Esse dado desmonta uma crítica antiga de que fintechs cresciam clientes, mas não davam lucro. O banco provou que dá para ter escala e lucrar ao mesmo tempo. Crescer base de usuários e lucro juntos é o que separa uma promessa de tecnologia de um negócio realmente sólido, e é exatamente isso que o resultado de 2025 entregou.

US$ 894,8 milhões só no último trimestre

Sem agências físicas, o aplicativo atende mais de cem milhões de pessoas pelo celular.
Sem agências físicas, o aplicativo atende mais de cem milhões de pessoas pelo celular.

O fôlego ficou claro também na reta final do ano. De acordo com o portal InvestTalk, do Banco do Brasil, só no quarto trimestre de 2025 o Nubank teve um lucro líquido recorde de US$ 894,8 milhões, uma alta anual de 50%.

Lucrar quase um bilhão de dólares em três meses é coisa de banco gigante. O dado mostra que a empresa não está apenas crescendo, mas acelerando. Quando o último trimestre bate recorde sobre recorde, o sinal é de que o motor do negócio segue ganhando força, e não desacelerando, como muitos previam para o setor de fintechs.

De fintech a um dos maiores bancos digitais do mundo

A trajetória até aqui foi rápida. O Nubank começou desafiando a burocracia bancária com um cartão de crédito sem anuidade e um aplicativo simples. Em maio de 2024, tornou-se a primeira plataforma de banco digital fora da Ásia a ultrapassar a marca de 100 milhões de clientes, somando suas operações no Brasil, no México e na Colômbia.

Esse pioneirismo fora do eixo asiático é simbólico. Mostra que uma empresa de tecnologia financeira da América Latina pode competir de igual para igual com gigantes globais. Sair de uma ideia incômoda para os bancos tradicionais e virar referência mundial é o tipo de salto que poucas empresas brasileiras deram, e o Nubank deu em pouco mais de uma década.

A receita que cresceu 45% em um ano

O tamanho do negócio aparece também no faturamento. Ainda segundo o Jornal de Brasília, a receita do banco subiu 45% em 2025, chegando a US$ 16,3 bilhões, enquanto a carteira de crédito total se expandiu 40%, alcançando US$ 32,7 bilhões.

Esses números mostram um banco que não vive só de cartão, mas que avança em empréstimos, pagamentos e investimentos. A carteira de crédito crescente é o que sustenta o lucro no longo prazo. Diversificar produtos financeiros é o caminho que transforma um aplicativo popular em um banco completo, e os dados indicam que essa transição está acontecendo de fato.

A conquista do México

A expansão para México e Colômbia é a aposta do banco para repetir fora do Brasil o sucesso conquistado em casa.
A expansão para México e Colômbia é a aposta do banco para repetir fora do Brasil o sucesso conquistado em casa.

O próximo grande capítulo está fora do Brasil. Em abril de 2025, a operação mexicana do banco recebeu aprovação das autoridades financeiras do país para se converter em banco múltiplo, o que amplia a oferta de crédito, pagamentos e produtos de poupança no México.

Esse avanço é decisivo, porque o México é um mercado enorme e ainda pouco bancarizado, terreno fértil para o modelo do Nubank. Repetir fora de casa o sucesso conquistado no Brasil é a prova de fogo da empresa, e a licença bancária mexicana é o passaporte para essa nova fase de crescimento na América Latina.

Por que o ROE de 30% impressiona

Para quem entende de banco, há um número que chama mais atenção que o lucro. O Jornal de Brasília aponta que o retorno sobre o patrimônio, o chamado ROE, subiu de 28% em 2024 para 30% em 2025, uma métrica de rentabilidade altíssima para o setor financeiro.

Um ROE de 30% significa que o banco gera muito lucro para cada real investido pelos acionistas, marca que supera a de muitos bancos tradicionais consolidados. Ter eficiência de gigante sendo ainda uma empresa jovem é o que mais impressiona analistas, e ajuda a explicar por que o valor da companhia disparou na bolsa americana.

A ambição de virar plataforma global

O Nubank não esconde que quer mais. O fundador e presidente, David Vélez, afirmou que a companhia segue focada em vencer na América Latina enquanto constrói a infraestrutura para evoluir, com o tempo, para uma plataforma global de serviços financeiros digitais. A meta deixou de ser regional.

A pergunta que fica é se o banco nascido no Brasil vai mesmo conseguir repetir lá fora o que fez por aqui e se tornar uma potência financeira mundial. Você imaginava que um banco sem agência, criado no Brasil, teria mais clientes que a população inteira de muitos países?

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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