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O esqueleto de D’Artagnan, o lendário mosqueteiro que inspirou Alexandre Dumas, pode ter sido encontrado sob o piso de uma igreja na Holanda depois que operários acharam ossos humanos e uma moeda francesa durante um reparo

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 26/03/2026 às 20:29
Atualizado em 27/03/2026 às 23:49
O esqueleto de D'Artagnan, o mosqueteiro real, pode ter sido achado sob o piso de uma igreja na Holanda. Ossos e moeda francesa passam por análise de DNA.
O esqueleto de D’Artagnan, o mosqueteiro real, pode ter sido achado sob o piso de uma igreja na Holanda. Ossos e moeda francesa passam por análise de DNA.
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Arqueólogos investigam se o esqueleto de D’Artagnan foi encontrado sob o piso da Igreja de São Pedro e São Paulo em Maastricht, na Holanda, após operários descobrirem ossos humanos, uma moeda francesa e estruturas dentárias preservadas que agora passam por análises de DNA para comparação com descendentes do mosqueteiro

O esqueleto de D’Artagnan, o capitão dos mosqueteiros do rei Luís XIV que se tornou mundialmente famoso ao inspirar o personagem central do romance Os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas, pode ter sido encontrado sob o piso de uma igreja na cidade de Maastricht, na Holanda. A descoberta aconteceu por acidente quando operários que faziam reparos no piso da Igreja de São Pedro e São Paulo identificaram um buraco sob azulejos danificados e encontraram ossos humanos na cavidade.

Conforme a CNN, junto aos ossos, foram encontrados uma moeda francesa e estruturas dentárias preservadas, objetos que reforçam a hipótese de que o esqueleto de D’Artagnan finalmente foi localizado após séculos de incerteza sobre seu local de sepultamento. A igreja já havia sido apontada historicamente como possível túmulo do mosqueteiro, que morreu em combate na região no século XVII. Os restos mortais agora passam por análises de DNA nos Países Baixos e no exterior, com foco na extração de material genético de uma mandíbula encontrada no local.

Como operários de manutenção encontraram os ossos sob o piso da igreja

O esqueleto de D'Artagnan, o mosqueteiro real, pode ter sido achado sob o piso de uma igreja na Holanda. Ossos e moeda francesa passam por análise de DNA.

A descoberta que pode levar ao esqueleto de D’Artagnan não partiu de uma escavação arqueológica planejada. Partiu de um reparo de rotina. Operários trabalhavam na manutenção do piso da Igreja de São Pedro e São Paulo em Maastricht quando identificaram danos em alguns azulejos.

Ao removerem as peças danificadas, encontraram uma cavidade sob a estrutura e, dentro dela, ossos humanos. Os trabalhos foram interrompidos imediatamente e arqueólogos foram chamados ao local.

O diácono Jos Valke relatou que a equipe parou assim que os ossos apareceram. Segundo ele, nunca havia sido feita uma escavação naquele ponto da igreja por respeito ao espaço religioso.

“Sempre se disse que era terra sagrada e deveria ser deixada em paz”, explicou Valke. A decisão de nunca escavar o local é justamente o que preservou os restos mortais por séculos, tornando possível que o esqueleto de D’Artagnan tenha permanecido intacto desde o século XVII.

Quem foi D’Artagnan na vida real e por que ele morreu na Holanda

O esqueleto de D'Artagnan, o mosqueteiro real, pode ter sido achado sob o piso de uma igreja na Holanda. Ossos e moeda francesa passam por análise de DNA.

Charles de Batz de Castelmore d’Artagnan foi um militar francês que serviu como capitão dos mosqueteiros do rei Luís XIV, o Rei Sol. Nascido na Gasconha, no sudoeste da França, ele comandava a guarda pessoal do monarca e participou de campanhas militares decisivas na Europa do século XVII.

Sua fama histórica se deve tanto à carreira militar quanto ao fato de ter inspirado o personagem central do romance Os Três Mosqueteiros, publicado por Alexandre Dumas em 1844.

D’Artagnan morreu em combate durante o cerco de Maastricht em 1673, quando as tropas francesas tentavam tomar a cidade dos holandeses. Relatos históricos indicam que ele foi atingido por um tiro de mosquete na garganta durante o assalto às muralhas.

O local exato de seu sepultamento nunca foi confirmado com certeza, mas a Igreja de São Pedro e São Paulo em Maastricht sempre figurou entre as hipóteses mais aceitas pelos historiadores. A possível descoberta do esqueleto de D’Artagnan nesse exato local reforça décadas de pesquisa histórica.

As evidências que ligam os ossos ao mosqueteiro de Luís XIV

Além dos ossos humanos, os arqueólogos encontraram no local uma moeda francesa e estruturas dentárias em bom estado de preservação.

A moeda é considerada um indício relevante porque confirma a origem francesa do indivíduo sepultado em uma igreja holandesa, o que seria incomum para um cidadão local.

As estruturas dentárias serão analisadas para determinar a idade aproximada do indivíduo no momento da morte e o período em que viveu.

O principal foco da investigação é a extração de material genético de uma mandíbula encontrada junto aos restos mortais. O DNA será comparado ao de possíveis descendentes do militar francês para confirmar se o esqueleto de D’Artagnan é realmente dele.

O arqueólogo Wim Dijkman, responsável pela investigação, afirmou que o caso se tornou uma operação de grande escala. “Queremos ter absoluta certeza, ou o máximo de certeza possível, se se trata ou não do famoso mosqueteiro que foi morto aqui perto de Maastricht”, declarou.

As análises de DNA que podem confirmar a identidade do esqueleto de D’Artagnan

Os restos mortais estão sendo analisados por equipes nos Países Baixos e em laboratórios no exterior. A mandíbula é a peça central da investigação porque ossos da região do crânio tendem a preservar melhor o material genético ao longo dos séculos.

Se o DNA for extraído com sucesso, ele será comparado ao material genético de famílias que descendem da linhagem de D’Artagnan na região da Gasconha, na França.

Os resultados dos exames ainda não têm prazo definido para divulgação. A equipe de pesquisa indicou que pretende alcançar o maior grau possível de precisão científica antes de qualquer confirmação oficial.

Caso a identidade seja confirmada, a descoberta do esqueleto de D’Artagnan representará um marco histórico e arqueológico, encerrando mais de 350 anos de incerteza sobre o destino final do homem que se tornou um dos personagens mais célebres da literatura mundial.

O que muda se a ciência confirmar que os ossos são do mosqueteiro real

A confirmação do esqueleto de D’Artagnan teria repercussões que vão além da arqueologia. A Igreja de São Pedro e São Paulo em Maastricht provavelmente se tornaria um ponto de peregrinação para fãs do romance de Alexandre Dumas e para entusiastas de história militar francesa.

A cidade holandesa ganharia um atrativo turístico e cultural de dimensão internacional, ligando para sempre Maastricht ao mito dos mosqueteiros.

Para a França, a descoberta fecharia um capítulo aberto desde 1673. D’Artagnan é uma figura de orgulho nacional, e a localização definitiva de seus restos mortais permitiria homenagens formais e possivelmente o repatriamento dos ossos, caso o governo francês e as autoridades holandesas cheguem a um acordo.

A história do mosqueteiro real, que já transcende a ficção de Dumas, ganharia mais um episódio extraordinário.

Quando a ficção encontra a arqueologia sob o piso de uma igreja

A possível descoberta do esqueleto de D’Artagnan sob uma igreja em Maastricht é o tipo de história que parece saída de um romance de aventura.

Operários fazendo um reparo de rotina encontram ossos humanos e uma moeda francesa que podem pertencer ao homem que inspirou um dos personagens mais famosos da literatura.

Agora, a ciência tem a palavra: análises de DNA dirão se esse é mesmo o mosqueteiro que serviu Luís XIV e morreu em combate há mais de 350 anos.

Você já leu Os Três Mosqueteiros ou assistiu alguma adaptação? Acha que a ciência vai confirmar que esse é mesmo o esqueleto de D’Artagnan, ou os ossos podem pertencer a outra pessoa? Deixe nos comentários e compartilhe este artigo com quem ama história e arqueologia.

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Bruno Teles

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