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O DONO do Brasil: fazendeiro que saiu de lavanderias, criou ‘império’ e hoje comanda empresa avaliada em R$ 42 bilhões após triplicar valor em menos de 1 ano e receber aporte bilionário dos EUA.

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 26/03/2026 às 17:01
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Global Eggs atinge US$ 8 bilhões após aporte dos EUA e expansão global, consolidando Ricardo Faria como destaque do agronegócio.
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Expansão internacional acelerada, aporte bilionário e estratégia agressiva de aquisições colocam empresa brasileira no topo global do mercado de ovos, com valuation de US$ 8 bilhões e presença em múltiplos continentes.

A Global Eggs, grupo controlado pelo empresário Ricardo Faria, foi avaliada em US$ 8 bilhões após fechar um acordo para receber até US$ 1 bilhão da gestora americana Warburg Pincus.

O negócio, anunciado em 2 de março de 2026, consolidou a companhia como uma das maiores plataformas globais de ovos e reforçou a expansão internacional construída a partir da brasileira Granja Faria.

Valuation global e aporte bilionário

O novo patamar foi alcançado menos de um ano depois de outra operação decisiva para o grupo: a compra da americana Hillandale Farms por US$ 1,1 bilhão, anunciada em março de 2025.

Entre uma transação e outra, a empresa ampliou presença nos Estados Unidos, na Europa e na América do Sul, fortalecendo uma estratégia baseada em aquisições e escala produtiva.

Global Eggs atinge US$ 8 bilhões após aporte dos EUA e expansão global, consolidando Ricardo Faria como destaque do agronegócio.
Global Eggs atinge US$ 8 bilhões após aporte dos EUA e expansão global, consolidando Ricardo Faria como destaque do agronegócio.

A trajetória chama atenção porque começou fora do agronegócio.

Antes de se tornar um dos nomes mais conhecidos da avicultura, Ricardo Faria construiu patrimônio no setor de lavanderias industriais e vendeu esse negócio à francesa Elis, em operação de R$ 1,3 bilhão concluída em 2017.

Depois disso, concentrou a aposta na produção de ovos.

Crescimento da global eggs e escala produtiva

O valuation de US$ 8 bilhões não decorre apenas do aporte recém-anunciado.

Ele reflete a transformação de uma empresa criada em 2006, no Brasil, em uma holding multinacional fundada em 2018 e estruturada para consolidar ativos em diferentes mercados, com marcas regionais e atuação em ovos de mesa, ovos especiais e outras categorias do segmento.

Hoje, a Global Eggs informa operar com mais de 45 milhões de aves distribuídas por suas operações nos Estados Unidos, na América do Sul e na Europa.

A companhia também projeta produzir mais de 15 bilhões de ovos em 2026, um volume que ajuda a explicar por que o mercado passou a enxergar o grupo como uma plataforma global.

A própria Warburg Pincus descreveu a empresa como a maior produtora e distribuidora multinacional de ovos de mesa do mundo.

No comunicado do investimento, Ricardo Faria afirmou que, em menos de uma década, a Global Eggs escalou a operação até alcançar a liderança multinacional no segmento e que o novo capital deve acelerar o próximo ciclo de crescimento.

Da granja faria à multinacional

Global Eggs atinge US$ 8 bilhões após aporte dos EUA e expansão global, consolidando Ricardo Faria como destaque do agronegócio.
Global Eggs atinge US$ 8 bilhões após aporte dos EUA e expansão global, consolidando Ricardo Faria como destaque do agronegócio.

A Granja Faria, fundada em 2006 em Nova Mutum, no Mato Grosso, foi a base da expansão.

Com o passar dos anos, a operação brasileira ganhou musculatura e passou a combinar crescimento orgânico com compras de empresas.

Esse movimento foi replicado fora do país por meio da holding Global Eggs.

Esse desenho permitiu ao grupo avançar em mercados considerados estratégicos.

Em 2025, a aquisição da Hillandale Farms abriu espaço para uma presença muito mais robusta nos Estados Unidos.

Enquanto isso, a estrutura europeia foi reforçada a partir de ativos já controlados pela holding.

Além do alcance geográfico, a expansão mudou o porte financeiro do negócio.

Reportagens publicadas após o aporte indicam que, se estivesse listada na B3, a Global Eggs já apareceria à frente de BRF e Marfrig em valor de mercado. Também equivaleria a cerca de 43% da JBS.

Mercado global de ovos em transformação

O crescimento da Global Eggs ocorre num momento em que o ovo deixou de ser tratado apenas como proteína básica de baixo valor agregado.

Em diferentes mercados, o produto passou a ocupar um espaço mais relevante por reunir preço competitivo, demanda ampla e capacidade de adaptação a diferentes linhas de produção.

Nesse ambiente, empresas com escala industrial, marcas consolidadas e presença em várias regiões passaram a atrair mais atenção de fundos e investidores.

A leitura por trás do negócio com a Warburg Pincus é justamente essa.

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A companhia conseguiu se posicionar num setor ainda fragmentado, com espaço para consolidação e expansão internacional.

A operação também tem peso simbólico para o agronegócio brasileiro.

Em vez de aparecer apenas como fornecedor de matéria-prima, o país passa a exibir um grupo privado capaz de organizar marcas, ativos e distribuição em vários continentes.

Estratégia de expansão e consolidação global

Ricardo Faria ficou conhecido no setor pela disposição em crescer por aquisições. Mas o avanço da empresa não se limita a compras em sequência.

O grupo foi estruturado para integrar operações, manter marcas regionais relevantes e aproveitar ganhos de escala em produção, distribuição e portfólio.

Essa combinação ajudou a elevar a percepção de valor do negócio. Ainda em 2025, reportagens já registravam que a empresa caminhava para produzir cerca de 13 bilhões de ovos por ano.

Poucos meses depois, com a entrada da Hillandale no portfólio e o novo investimento, a projeção foi elevada para mais de 15 bilhões em 2026.

Esse encadeamento ajuda a explicar por que a companhia virou um dos casos mais comentados do agro recente.

Em um espaço de tempo relativamente curto, o empresário que saiu do setor de lavanderias transformou uma operação nacional em uma multinacional de alimentos com presença em mercados centrais.

Ao mesmo tempo, o episódio mostra como o segmento de ovos mudou de status dentro da indústria de proteínas.

O que antes era visto como uma atividade tradicional passou a concentrar capital internacional, aquisições bilionárias e ambição global.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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