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RJ
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O condomínio fantasma que afunda há mais de 40 anos no Rio de Janeiro tem prédios de dez andares parcialmente soterrados, já abrigou milhares de pessoas sem infraestrutura e hoje é associado a risco estrutural e área de desova

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Escrito por Flavia Marinho Publicado em 28/04/2026 às 17:10 Atualizado em 28/04/2026 às 17:48
O condomínio fantasma que afunda há mais de 40 anos no Rio de Janeiro tem prédios de dez andares parcialmente soterrados
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O condomínio fantasma em Jacarepaguá revela um problema urbano que envolve solo instável, abandono prolongado, prédios soterrados e crescente preocupação com a segurança estrutural e uso criminoso da área

O condomínio fantasma em Jacarepaguá se tornou um dos casos mais curiosos e preocupantes do Rio de Janeiro. A área reúne prédios inacabados que enfrentam afundamento há mais de 40 anos, resultado de problemas graves no solo onde foram construídos.

Com o passar do tempo, o local deixou de ser apenas um projeto abandonado e passou a representar riscos reais. Hoje, o espaço é associado a perigo estrutural e uso irregular, o que aumenta a atenção sobre a região da Zona Oeste.

Projeto prometia milhares de apartamentos e acabou abandonado

A construção começou em 1977, dentro de um plano ambicioso que previa a entrega de 16 mil apartamentos em uma área que ainda não era densamente ocupada. A iniciativa fazia parte de um grande empreendimento imobiliário da época.

Mesmo com parte das estruturas já erguidas, o projeto não foi concluído. O conjunto ficou com 15 blocos de dez andares inacabados, sem condições de uso e sem qualquer infraestrutura básica, como água, energia ou esgoto.

Solo instável causa afundamento e danos nas estruturas

O terreno escolhido para a obra apresentou um problema central que comprometeu todo o projeto. A área foi construída sobre solo de turfa, que é naturalmente instável e sofre rebaixamento com o tempo.

As primeiras rachaduras surgiram ainda nos anos 1980. Desde então, o processo de deterioração avançou, levando ao afundamento parcial dos prédios, com partes inferiores já soterradas e apenas os andares superiores ainda visíveis.

Condomínio fantasma em Jacarepaguá chegou a abrigar milhares de pessoas

Mesmo em condições precárias, o local teve ocupação na década de 1990 por cerca de seis mil pessoas. A maioria dos moradores vinha da comunidade de Rio das Pedras, próxima ao conjunto.

Essas famílias viveram sem acesso a serviços básicos até que houve um processo de negociação com o governo estadual. Após esse período, os moradores tiveram transferência para áreas vizinhas, que deram origem a novos núcleos urbanos na região.

Condomínio fantasma em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.

Área abandonada passou a ter uso como ponto de desova

Com o abandono e o difícil acesso, o espaço passou a ter utilidade de forma irregular. A apuração foi publicada por O Globo, jornal brasileiro de grande circulação nacional, que destacou o uso da área por grupos criminosos.

O Globo, jornal brasileiro de grande circulação nacional, também registrou a localização de três corpos no local em 2023, reforçando o cenário de insegurança. A vegetação alta e o isolamento ajudam a manter o local fora do controle urbano.

Falta de regularização impede qualquer solução imediata

O terreno permanece como propriedade privada e não possui licença válida para uso. Até o momento, não existe um projeto oficial para demolição ou reaproveitamento da área.

A condição do solo impede qualquer tentativa simples de construção. O problema atinge não só o condomínio, mas também áreas próximas, que apresentam sinais semelhantes de instabilidade.

Imagens do condomínio fantasma viralizam e levantam debate urbano

O visual dos prédios inclinados e parcialmente soterrados transformou o local em destaque nas redes sociais. O condomínio fantasma em Jacarepaguá passou a ser visto como um cenário incomum dentro de uma grande cidade.

Além do impacto visual, o caso levanta discussões sobre planejamento urbano, ocupação irregular e riscos estruturais. A situação mostra como decisões do passado podem gerar consequências por décadas.

O condomínio fantasma em Jacarepaguá segue sem solução definitiva, com riscos que aumentam com o tempo e um histórico que mistura abandono, ocupação e insegurança.

Você acredita que esse tipo de construção deveria ser demolido ou ainda existe alguma solução para recuperar áreas como essa? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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