1. Início
  2. / Construção
  3. / O Canadá investe cerca de 10 bilhões de dólares em megagasoduto de 670 km para cruzar montanhas e romper a dependência energética dos Estados Unidos: projeto leva o gás do interior ao Pacífico e redefine o papel do país no mercado global de energia
Tempo de leitura 13 min de leitura Comentários 6 comentários

O Canadá investe cerca de 10 bilhões de dólares em megagasoduto de 670 km para cruzar montanhas e romper a dependência energética dos Estados Unidos: projeto leva o gás do interior ao Pacífico e redefine o papel do país no mercado global de energia

Publicado em 09/01/2026 às 11:31
O megagasoduto do Canadá leva gás natural até o Pacífico via LNG Canada, reduz a dependência energética e redefine o mercado global de energia.
O megagasoduto do Canadá leva gás natural até o Pacífico via LNG Canada, reduz a dependência energética e redefine o mercado global de energia.
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
20 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo

O Canadá está redesenhando seu mapa energético com um megagasoduto de aproximadamente 670 km, pensado para atravessar florestas densas, vencer cadeias de montanhas e abrir uma saída direta até o Oceano Pacífico. A operação, estimada em cerca de 10 bilhões de dólares, mira um objetivo declarado: reduzir a dependência energética dos Estados Unidos e reposicionar o país no mercado global.

Na prática, o megagasoduto virou uma obra de ritmo contínuo, com frentes de trabalho 24 horas por dia, helicópteros em operação recorrente, travessias de centenas de cursos d’água e canteiros isolados no meio da mata. Ao mesmo tempo, o projeto acumulou controvérsias ligadas a conflitos em território indígena, impactos ambientais e questionamentos sobre a real distribuição dos ganhos.

A dependência energética que empurrou o Canadá para o Pacífico

O Canadá tem gás de sobra, mas, por décadas, teve poucas rotas para transformar esse recurso em vantagem econômica. Estimativas geológicas internacionais apontam aproximadamente 2,4 trilhões de metros cúbicos em reservas comprovadas de gás natural. O problema é geográfico: as maiores áreas produtoras ficam no interior de Alberta e no nordeste da Colúmbia Britânica, separadas do litoral por cadeias montanhosas extensas.

Sem um corredor direto até o mar, o país operou por muito tempo com uma alternativa dominante: vender gás aos Estados Unidos por gasodutos.

Em 2024, o Canadá exportou gás natural em nível recorde, com média superior a 250 milhões de metros cúbicos por dia. Só que volume não significou ganho proporcional.

Com avanços na extração doméstica, os Estados Unidos passaram a ter excesso de oferta, pressionando preços e derrubando receitas canadenses em quase 30% na comparação com anos anteriores. O Canadá exportou mais, mas ganhou menos.

Foi nesse ponto que o megagasoduto ganhou força estratégica: criar uma rota de exportação marítima para acessar mercados com preços potencialmente mais altos, especialmente na Ásia, e enfraquecer a dependência energética de um único comprador.

O megagasoduto de 670 km que “divide” a história energética do país

O megagasoduto foi concebido para ligar a região de Dawson Creek, no nordeste da Colúmbia Britânica, até Kitimat, na costa do Pacífico. A extensão citada no próprio planejamento aparece como aproximadamente 669 km, arredondada para 670 km, em terreno que não se comporta como uma simples faixa contínua.

O projeto começou a ser desenhado ainda em 2012, quando a então TransCanada, depois TC Energy, foi selecionada para projetar, construir e operar o corredor.

A construção oficial começou em 2019, após anos de preparação, licenciamento e ajustes. O traçado precisou cortar florestas, cruzar rios e avançar por áreas montanhosas sucessivas.

O megagasoduto tem diâmetro de 41,22 polegadas, grande o suficiente para um adulto ficar em pé em seu interior, e foi projetado para transportar aproximadamente 2,1 bilhões de pés cúbicos de gás por dia, o equivalente a cerca de 59 milhões de metros cúbicos por dia.

Esse volume é o que sustenta a lógica do projeto: tirar o gás do interior e empurrá-lo, em escala industrial, até a porta do Pacífico.

Por que o custo saltou para cerca de 10 bilhões de dólares

O orçamento é um dos pontos centrais da história. A projeção de custo foi revisada para cima e, por volta de 2023, passou de 6,4 bilhões para aproximadamente 10 bilhões de dólares. Esse salto ajuda a explicar por que o megagasoduto ficou conhecido como um dos projetos de energia com maior estouro de orçamento na história recente do Canadá.

Um fator recorrente nas descrições técnicas é a combinação de dificuldade geográfica e exigência operacional. A obra não foi apenas “colocar tubos”.

Antes da instalação, equipes precisaram perfurar, estabilizar taludes, construir drenagens e reforçar encostas. Em muitos trechos, a janela segura de trabalho é curta e as mudanças climáticas no mesmo dia podem ser severas, com variações de temperatura acima de 20°C e alternância entre sol e neve.

Além disso, o financiamento também foi estruturante. A TC Energy vendeu 65% do capital do projeto e levantou empréstimos e garantias, o que reforça a leitura de que a “independência energética” perseguida pelo megagasoduto foi construída, em grande parte, com dívidas e parcerias financeiras.

Construção extrema nas montanhas: o desafio que define o megagasoduto

No mapa, o megagasoduto parece uma linha. No terreno, ele atravessa a Cordilheira Ocidental, com trechos de inclinação acima de 45 graus, comparáveis a subir uma escadaria continuamente inclinada por altura equivalente a um prédio alto.

Há setores com penhascos rochosos, outros com encostas macias e planaltos lamacentos, onde máquinas pesadas podem afundar e se mover centímetro por centímetro.

Após chuvas fortes, o solo pode se deslocar entre 5 e 15 cm por dia, elevando o risco de deslizamentos. Com precipitação acima de 40 a 50 mm em poucas horas, a instabilidade aumenta de forma relevante em comparação com condições secas.

O megagasoduto também precisou lidar com áreas em que o verão piora o terreno: o degelo amolece o solo, tornando-o incapaz de sustentar peso.

Em alguns períodos, canteiros ficaram fechados por semanas à espera de janelas curtas de tempo favorável. Em áreas inacessíveis, a obra recorreu a guindastes de cabo, sistemas de guincho e transporte aéreo, com segmentos de tubos pesando dezenas de toneladas suspensos no ar.

Essa combinação de risco e precisão é repetida por quem descreve a execução: um desalinhamento de dezenas de centímetros em um içamento pode comprometer a operação e colocar equipe em risco. É o tipo de cenário em que o megagasoduto avança, mas sempre sob a lógica de “errar custa caro”.

Sete centenas de travessias de água e logística em território isolado

Ao longo da rota, o megagasoduto teve que atravessar mais de 700 riachos e rios, de pequenos cursos d’água a rios maiores, frios e de correnteza rápida. Cada travessia exigiu uma solução específica.

Em trechos com fluxo controlável, foram construídas pontes temporárias de aço e madeira para suportar equipamentos pesados por um período curto.

Onde o terreno permitia, equipes esperaram o inverno, quando rios congelam e criam superfícies sólidas com espessura de dezenas de centímetros.

Para rios maiores, com corrente contínua, a alternativa foi instalar o duto abaixo do leito do rio, com perfuração, escavação e instalação em condições de água quase congelada, próximas de 0°C.

A infraestrutura de acesso também virou um capítulo próprio. Em áreas sem estradas e sem eletricidade, equipes abriram centenas de quilômetros de vias temporárias, utilizáveis apenas por algumas temporadas. Quando essas rotas se tornavam intransitáveis, helicópteros assumiam o transporte de tubos, máquinas e pessoal.

É desse quadro que vem uma das métricas mais citadas: só a rota teria gerado mais de 25.700 empregos, com operação 24 horas por dia. Esse número aparece como um dos argumentos para defender o impacto econômico imediato do megagasoduto.

O conflito com os Wet’suwet’en e a pressão sobre direitos e consentimento

O megagasoduto não atravessa uma “terra vazia”. O traçado passa por aproximadamente 22.000 quilômetros quadrados de território Wet’suwet’en não cedido, onde a autoridade tradicional é atribuída a chefes hereditários, e não aos conselhos eleitos reconhecidos pelo governo canadense.

Aqui nasce o núcleo do conflito. Enquanto alguns conselhos firmaram acordos econômicos, líderes tradicionais afirmaram que nunca concederam permissão para o megagasoduto atravessar o território.

As tensões cresceram também por razões ambientais: a rota cruza mais de 206 cursos d’água ecologicamente sensíveis, muitos deles áreas de desova para o salmão, elemento com importância cultural e econômica para comunidades locais.

Há ainda a ligação com a origem do gás. O megagasoduto foi desenhado para transportar gás extraído via fraturamento hidráulico, método criticado por riscos à água e à saúde pública.

Lideranças Wet’suwet’en declararam que o projeto violou seu sistema jurídico tradicional e o princípio de consentimento livre, prévio e informado associado à Declaração das Nações Unidas sobre Direitos dos Povos Indígenas, adotada pelo Canadá em níveis federal e provinciais. Um comitê da ONU chegou a pedir suspensão imediata da construção até haver consentimento genuíno.

A resposta, segundo a própria cronologia descrita, foi a aplicação da lei. Entre 2019 e 2021, a polícia montada do Canadá gastou quase 20 milhões de dólares canadenses com segurança no território.

Operações em janeiro de 2019 e fevereiro de 2020 envolveram policiais armados, cães e helicópteros. O conflito local cresceu para protestos nacionais, com bloqueios ferroviários e interrupções em rodovias entre 2019 e 2022.

Em 2021, a tensão aumentou com a aprovação de mudança de rota que permitiu a destruição de um sítio arqueológico protegido, a cerca de 200 metros de um acampamento de protesto.

Mesmo com atrasos e concessões, o projeto seguiu. Entre os elementos citados para destravar avanço, aparecem compensações e contratos, incluindo 1,8 bilhão de dólares em contratos concedidos a negócios locais e indígenas.

Por que o megagasoduto só faz sentido com a liquefação em Kitimat

Um ponto costuma ser negligenciado fora do setor: gás dentro de um cano ainda é apenas gás. Para exportar para atravessar oceanos, é necessário liquefazer, reduzir volume e viabilizar transporte por navios. É aqui que entra a LNG Canada em Kitimat, descrita como o maior canteiro de obras de energia da história canadense.

A planta de liquefação e exportação na costa do Pacífico tem custo aproximado de 28,8 bilhões de dólares. Quando se soma megagasoduto e infraestrutura associada, o custo total para levar o gás do interior até o oceano alcança aproximadamente 40 bilhões de dólares. O complexo ocupa área de cerca de quatro quilômetros quadrados, com tanques de armazenamento, módulos de aço, estrutura portuária e força de trabalho em operação contínua.

A Fase 1 foi desenhada com dois trens de liquefação. O gás chega pela ligação costeira, passa por remoção de impurezas e é resfriado a menos 161°C, passando do estado gasoso para o líquido. Liquefeito, o volume reduz cerca de 600 vezes, permitindo armazenamento e bombeamento para navios de GNL.

A capacidade de projeto da Fase 1 é de 14 milhões de toneladas métricas de GNL por ano, equivalente a cerca de 19 a 20 bilhões de metros cúbicos anuais, ou quase 1,7 bilhão de metros cúbicos por mês. O alvo prioritário descrito são mercados asiáticos como Japão, Coreia do Sul e China.

Até 2024, o sistema integrado, megagasoduto e planta de liquefação, entrou em operação, marcando para a mídia canadense a fronteira entre um “antes e depois” na indústria energética do país.

O timing arriscado: o Canadá chega ao oceano quando o oceano “já está lotado”

O megagasoduto e a LNG Canada chegaram ao momento operacional em um cenário delicado. Em 2024, os preços globais do gás natural caíram para o menor nível em quase quatro anos, diante de excesso de oferta prolongado.

Os Estados Unidos, que por décadas foram o grande cliente do Canadá, já não dependiam da mesma forma do gás canadense, com a explosão do xisto e a construção de múltiplos terminais de GNL em uma década.

Ao mesmo tempo, concorrentes avançavam. O Catar expandia o North Field com custos baixos e contratos de longo prazo, enquanto a Austrália já tinha presença consolidada na Ásia há 10 a 15 anos, com base de clientes estável.

O Canadá, portanto, entrou forte no mercado marítimo justamente quando o mercado começou a esfriar.

Há ainda o fator de horizonte climático. Projetos de GNL são planejados para operar por 30 a 40 anos, enquanto metas climáticas globais apontam para reduções drásticas no uso de combustíveis fósseis antes de 2050.

Se a demanda por GNL cair mais rápido do que o esperado, estruturas avaliadas em dezenas de bilhões podem virar ativos fisicamente existentes, mas economicamente frágeis.

De quem é o projeto: joint venture multinacional e fluxos de valor para fora

Embora o megagasoduto seja descrito como uma virada canadense, a estrutura societária da LNG Canada é multinacional. A Shell aparece com 40% e atua como operadora.

A Petronas tem 25%, a PetroChina 15%, e Mitsubishi e Korea Gas Corporation 5% cada. Nenhuma empresa canadense detém controle acionário.

O governo da Colúmbia Britânica descreveu o conjunto como o maior investimento privado de sua história.

Mas há um detalhe relevante nos gastos: na Fase 1, apenas cerca de 2,5 a 4,1 bilhões de dólares foram gastos diretamente dentro da província, enquanto 7 a 11,1 bilhões de dólares fluíram para fora na produção de módulos, equipamentos e sistemas centrais. Módulos de aço foram fabricados na Ásia e enviados por via marítima para Kitimat.

A leitura crítica que emerge desse desenho é direta: a Colúmbia Britânica carrega riscos ambientais e sociais, enquanto parte considerável do valor industrial de maior densidade econômica pode se concentrar fora.

O marco de 2025: primeiro carregamento comercial e a rota do Pacífico aberta

Após mais de uma década de preparação, controvérsia e construção, no final de junho de 2025 partiu de Kitimat o primeiro carregamento comercial de GNL, simbolizando a abertura efetiva da rota do Pacífico para o gás canadense.

A pergunta que reaparece nesse marco é por que o Canadá não priorizou exportar para a Europa via costa leste. A resposta descrita passa por geografia e política: o leste teria menos reservas e transferir gás do oeste para o Atlântico exigiria milhares de quilômetros adicionais de dutos, com riscos e custos ainda maiores. Além disso, a oposição ambiental no litoral leste é descrita como forte e persistente, com cancelamento de vários projetos.

O plano, portanto, é operar como fluxo constante. As primeiras remessas são tratadas como testes em condições reais, com prioridade em estabilidade operacional, controle de temperaturas, bombeamento e coordenação portuária.

O efeito cascata: Cedar LNG e a discussão sobre uma fase 2

Com a infraestrutura já instalada, Kitimat passa a funcionar como polo que pode puxar outros projetos. Um exemplo citado é o Cedar LNG, uma instalação flutuante com capacidade aproximada de 3,3 milhões de toneladas de GNL por ano, menor que a LNG Canada, mas com promessa de maior flexibilidade e pegada terrestre reduzida.

Ao mesmo tempo, a discussão sobre expansão da Fase 2 da LNG Canada reaparece, porque o desenho original deixou espaço técnico para ampliar capacidade se o mercado permitir.

Se implementada, a fase adicional poderia quase dobrar a capacidade, transformando Kitimat em um dos maiores centros de exportação de GNL na costa do Pacífico da América do Norte. O ponto crítico, novamente, é demanda de longo prazo.

Impactos ambientais e riscos em cadeia: do fracking ao oceano

A dimensão ambiental do megagasoduto aparece em múltiplas camadas. Há o risco associado ao metano: se vazamentos chegarem a 2% a 3%, a vantagem climática do GNL sobre o carvão pode praticamente desaparecer, já que, nos primeiros 20 anos, o metano tem impacto de aquecimento cerca de 84 vezes mais forte do que o dióxido de carbono.

No traçado, a travessia de bacias hidrográficas e cursos d’água sensíveis intensifica preocupação com sedimentos, qualidade da água e populações de salmão ao longo dos anos, com efeitos potencialmente duradouros.

Na origem do gás, o fraturamento hidráulico usa milhões de litros de água misturada com químicos por poço, com potencial de contaminação de águas subterrâneas e ar.

Em torno de Dawson Creek, médicos locais relataram aumento de problemas de saúde, como sangramento nasal prolongado, doenças respiratórias, metais pesados detectados na água potável e certos cânceres raros. As relações causais seguem debatidas, mas a sobreposição no tempo e no espaço é descrita como suficiente para manter comunidades inquietas.

O risco de acidentes também aparece com registros de derramamentos. Em 2020, ocorreram dois derramamentos de diesel em território Wet’suwet’en.

Em agosto de 2021, foi relatado derramamento adicional de aproximadamente 1.000 litros em um acampamento de construção.

Há ainda relatos de violações de controle de erosão, gestão inadequada de resíduos e atrasos na implementação de planos de proteção ecológica.

O que o megagasoduto realmente muda para o Canadá

O megagasoduto e a LNG Canada consolidam uma mudança estrutural: o Canadá deixa de ser apenas vendedor de gás por gasoduto para se tornar exportador marítimo de GNL, com acesso direto ao Pacífico.

Isso reduz a dependência energética absoluta dos Estados Unidos e cria a possibilidade de precificação mais alinhada a mercados globais.

Mas essa virada vem com custos e riscos que também são estruturais: dívida e estouro de orçamento, conflitos sociais prolongados, impactos ambientais e a incerteza de um mercado de energia que pode se transformar radicalmente nas próximas décadas.

Soma-se a isso a natureza multinacional da cadeia de valor, que levanta a questão sobre onde ficam os maiores ganhos industriais.

No fim, o megagasoduto não é apenas um corredor de tubos. Ele funciona como um divisor de estratégia: o Canadá escolhe atravessar montanhas, ligar interior e oceano, entrar no jogo do GNL e aceitar as tensões e riscos que vêm junto com essa decisão.

Qual é a sua leitura: o megagasoduto foi a saída inevitável para o Canadá se libertar da dependência energética dos Estados Unidos ou um investimento arriscado que chegou tarde demais ao mercado global?

Inscreva-se
Notificar de
guest
6 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Orin
Orin
12/01/2026 03:05

Excellent move. Canadian energy needs access to the Pacific. It’s finally happening, and there will be less dependence on US markets, and higher prices in international markets.
An all around winner +

NOTKNOWING
NOTKNOWING
11/01/2026 13:55

A pipeline straight north to the frozen tundra make more sense where a ready to process oil refinery can process the sludge into premium gas for our luxury cars.

squi2612
squi2612
Em resposta a  NOTKNOWING
12/01/2026 09:10

Except this is about LNG. Liquid Natural gas. Not oil.

M.Allard
M.Allard
11/01/2026 12:28

When Pierre Trudeau brought in the metric system. It was his idea years ago to break our dependence on the US market. Nobody listened.

Fonte
Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

Compartilhar em aplicativos
6
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x