Dois sistemas no Atlântico Sul elevam risco de temporais no Sudeste a partir de 27 de fevereiro, com pressão de 997 hPa e possibilidade de chuva extrema em quatro estados.
Dois sistemas de baixa pressão no Atlântico Sul influenciam o tempo no Brasil a partir desta sexta-feira, 27 de fevereiro, com previsão de temporais e acumulados elevados de chuva no Sudeste.
Um ciclone extratropical já formado atua em alto-mar, enquanto outro sistema pode se organizar nos próximos dias, aumentando o risco de precipitações intensas em ao menos quatro estados.
A análise é do portal MetSul Meteorologia, que aponta maior preocupação com o volume de chuva, sobretudo entre esta sexta-feira e o sábado, 28 de fevereiro.
-
A bateria que promete mudar celulares e carros elétricos ainda tem um inimigo microscópico: pesquisadores descobrem como dendritos de lítio perfuram o eletrólito sólido e já testam formas de evitar rachaduras e curtos-circuitos
-
Balsa antiga ficou mais de 10 anos enferrujando em Nova York, quase afundou após ter a sala de máquinas inundada e agora voluntários correm para limpar o casco, retirar fios, coletes e tinta solta antes de afundá-lo no Atlântico para virar recife artificial cheio de vida marinha
-
Lançamento da SpaceX fez Falcon 9 transformar o céu noturno em uma água-viva gigante, com pluma colorida iluminada pelo Sol em alta altitude, confundindo observadores e mostrando como um voo de rotina pode virar espetáculo raro de física atmosférica sobre a Terra
-
Avanço na ciência: um novo plástico desenvolvido por pesquisadores dos EUA une resistência estrutural e bloqueio térmico em uma única tecnologia, abrindo novas possibilidades para construção civil, transporte, eletrônicos e soluções sustentáveis com impacto direto na eficiência energética global
O cenário inclui a formação de um corredor de umidade direcionado ao Sudeste, favorecendo episódios localizados de chuva extrema.
Ciclone extratropical em alto-mar e massa de ar frio no Sul
O primeiro sistema, de natureza extratropical, encontra-se a nordeste das Ilhas Malvinas, no Atlântico Sul, com pressão central de 997 hPa.
Apesar da intensidade, ele não representa risco direto ao continente brasileiro. Sua principal influência ocorre de forma indireta.
O ciclone impulsiona uma massa de ar mais frio e seco em direção ao Sul do país, mantendo madrugadas frias ou amenas no Rio Grande do Sul, especialmente na Serra Gaúcha, onde a queda de temperatura tende a ser mais acentuada.
Durante as tardes, no entanto, a previsão indica tempo mais agradável ou com calor moderado, sem expectativa de eventos severos associados diretamente a esse sistema.
Formação de ciclone subtropical e corredor de umidade no Sudeste
Enquanto o primeiro ciclone permanece distante da costa, o segundo sistema concentra maior atenção dos meteorologistas.
Imagens do satélite GOES-19 mostram áreas de instabilidade ao longo da costa do Sudeste, que podem evoluir e se organizar em um novo ciclone em alto-mar.
Há possibilidade de que esse sistema adquira características subtropicais, dependendo das condições atmosféricas nos próximos dias.
Ainda assim, o maior risco não está ligado a ventos intensos, mas sim ao potencial de chuva volumosa e persistente.
A formação de um corredor de umidade pode canalizar instabilidades para o continente, favorecendo precipitações expressivas.
Alerta de chuva forte em SP, MG, RJ e ES
A partir desta sexta-feira, 27 de fevereiro, o risco de chuva forte a intensa aumenta no Leste e Nordeste de São Paulo.
Também há previsão de acumulados significativos em áreas de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Não estão descartados episódios isolados de chuva extrema, com volumes elevados em curto intervalo de tempo.
Esse tipo de condição eleva o risco de alagamentos, transbordamento de córregos e deslizamentos em áreas vulneráveis.
No sábado, 28 de fevereiro, a tendência é de maior concentração de volumes entre o Centro e o Norte de Minas Gerais, além de diferentes regiões do Espírito Santo. A instabilidade pode persistir, ainda que de forma irregular.
Cenário de risco elevado e monitoramento contínuo
Segundo a MetSul Meteorologia, o cenário é de atenção principalmente pelo excesso de chuva.
A combinação entre solo já úmido em algumas localidades e novos acumulados pode ampliar a probabilidade de transtornos.
Embora os ventos associados ao sistema não sejam, até o momento, o principal fator de preocupação, a persistência das instabilidades exige monitoramento contínuo.
A evolução do sistema em alto-mar será determinante para definir a intensidade e a abrangência dos temporais.
No Nordeste, áreas próximas ao litoral também podem sentir reflexos da circulação atmosférica, ainda que o foco principal dos volumes mais expressivos esteja concentrado no Sudeste.
Autoridades de defesa civil costumam orientar a população a acompanhar atualizações oficiais em situações como essa, especialmente em municípios historicamente afetados por eventos de chuva intensa.
A tendência para o início da próxima semana dependerá da consolidação ou não do segundo ciclone.
Caso o sistema se organize de forma mais estruturada, o corredor de umidade pode se manter ativo por mais tempo.
Por outro lado, se perder força, a instabilidade tende a diminuir gradualmente. Até lá, o cenário segue de atenção redobrada a partir desta sexta-feira, 27 de fevereiro, com risco elevado de acumulados significativos em quatro estados.
