Empreendimento de 32 mil m² em Maricá reúne investimento público, promessa de milhares de empregos e expectativa de até 6 mil visitantes por dia, consolidando novo polo comercial às margens da RJ-106 com participação direta do Fundo Soberano municipal.
Maricá, na Região Metropolitana do Rio, lançou as obras do Plaza Maricá Shopping, empreendimento que prevê 32 mil m² de área total e participação do município como coinvestidor, em uma aposta para diversificar a economia local e ampliar a oferta de comércio e serviços.
Segundo a Prefeitura, o complexo será construído às margens da Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106), no km 29, em Camburi, em frente ao retorno de acesso ao Centro, em área próxima ao Atacadão, ponto escolhido por concentrar fluxo e facilitar a chegada de consumidores.
Estrutura do Plaza Maricá Shopping e área bruta locável
Pelo projeto divulgado, o shopping terá 20.800 m² de Área Bruta Locável, com duas megalojas e 94 lojas satélites, além de mais de 100 operações entre comércio e serviços, reunidas em um único ambiente de compras, conveniência e lazer.
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Também estão previstas mil vagas de estacionamento, cinema, praça de alimentação e áreas de entretenimento infantil, com um parque de diversões estimado em cerca de 1.000 m², reforçando a proposta de atrair famílias e ampliar o tempo de permanência no local.
A expectativa informada para a fase de funcionamento é de um movimento diário entre 5 mil e 6 mil visitantes, número que, se confirmado, tende a reposicionar Camburi como corredor comercial e a redistribuir parte do consumo que hoje escapa para municípios vizinhos.

Empregos diretos e impacto econômico em Maricá
Na etapa de implantação, construção e operação, a estimativa divulgada pelo poder público é de até 3 mil empregos diretos e indiretos, com impacto concentrado inicialmente na construção civil e, depois, nas vagas de varejo, serviços e administração.
A Prefeitura apresentou o empreendimento como o primeiro shopping center de grande porte do município e indicou que, além das lojas, haverá um hotel integrado ao complexo, com cerca de 120 apartamentos, elemento que amplia o escopo do projeto.
Em cerimônia de lançamento, o prefeito Washington Quaquá afirmou que a ideia é atrair investidores para gerar postos de trabalho e defendeu que os recursos do petróleo sejam direcionados a iniciativas com retorno local, em vez de permanecerem parados no sistema financeiro.
Fundo Soberano de Maricá e modelo de coinvestimento público
O município participa por meio da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar) e da Maricá Global Invest (MGI), estrutura criada para gerir investimentos com recursos do Fundo Soberano, em um formato anunciado como parceria estratégica com o setor privado.
A Prefeitura informou que o investimento estimado é de R$ 220 milhões, valor associado ao pacote de implantação do empreendimento, que, segundo a gestão, já teria despertado interesse de grandes marcas nacionais para ocupar parte das operações.
Ao justificar a presença do poder público no negócio, o presidente da Codemar, Celso Pansera, declarou que erguer um shopping “dessa magnitude” na cidade “não é algo óbvio para a iniciativa privada” e defendeu a indução municipal como catalisadora do projeto.
Já o presidente da MGI, Marcelo Batista Gomes, afirmou que a expectativa é de geração de impostos entre R$ 10 milhões e R$ 12 milhões por mês, estimativa apresentada como indicativo de ativação de diferentes setores ligados ao consumo e aos serviços.
Projeto antigo e nova tentativa de execução
Divulgações anteriores sobre o shopping apontavam previsão de inauguração em 2021, cronograma que não se concretizou, e a retomada anunciada agora busca reancorar o projeto em um calendário mais realista, ainda não detalhado pela Prefeitura.
Nos comunicados oficiais, a gestão também relacionou o empreendimento a compromissos de sustentabilidade e inovação, com menções a gestão de resíduos, reciclagem, uso racional e reuso de água, energia solar e paisagismo com espécies nativas.
A localização na RJ-106 é tratada como estratégica por concentrar circulação entre bairros e facilitar a conexão com o Centro, e a Prefeitura citou potencial de valorização do entorno e de melhorias urbanas associadas ao novo polo de serviços.
Sem apresentar prazos de inauguração no anúncio mais recente, o município concentrou a comunicação na geração de empregos, na atração de marcas e no modelo de investimento, sinalizando que o shopping é parte de uma política de longo prazo para ampliar a base econômica.
Com a obra oficialmente lançada e a promessa de um equipamento que combina consumo e entretenimento, a discussão passa a ser como o empreendimento vai se integrar à dinâmica local e ao comércio de rua sem deslocar, de forma abrupta, a economia de bairros tradicionais.

Fico muito feliz com estes empreendimentos em Maricá, mas pergunto; e o esgoto ? Como atender a essas demandas sem esgoto?