Cooperativa Coamo anuncia construção de novo porto em Itapoá, Santa Catarina, com promessa de movimentar milhões de toneladas e ampliar exportações.
O governador Jorginho Mello recebeu nesta segunda-feira, 25, executivos da cooperativa Coamo, do Paraná. No encontro, foi anunciado o oitavo porto de Santa Catarina, a ser construído em Itapoá.
A previsão é de início das operações em 2030. O investimento será de R$ 3 bilhões em uma área de 43 hectares.
O espaço terá três berços de atracação e capacidade para movimentar 11 milhões de toneladas por ano.
-
Após China devolver navios brasileiros com soja, temor de ‘pé no freio’ nas compras acende alerta no agro; saiba o que dizem especialistas sobre o possível corte de 23,5 milhões de toneladas, apesar dos US$ 50 bilhões movimentados anualmente pelo agro brasileiro.
-
Cientistas da Rússia e do Egito comprovaram que a samambaia aquática é capaz de limpar solos contaminados por metais pesados e ainda turbinar o cultivo de arroz, que rendeu quase 64% a mais nos testes
-
Na Fazenda Saudade, em Ibertioga, uma tradição familiar de cerca de 100 anos ganhou nova fase com retorno dos herdeiros ao campo, 230 vacas em lactação e venda on-line para aproximar o queijo artesanal mineiro dos consumidores
-
Decisão da China acende sinal de alerta Brasil: plano para cortar 25% das importações de soja até 2030 pode afetar vendas, preços e o agro brasileiro
O governador destacou a importância do projeto. Para ele, o empreendimento consolida a posição do estado como referência portuária no Brasil.
“Eu não tenho dúvida que será um passo gigantesco para Santa Catarina. Nós vamos para o oitavo porto. Veja bem o tamanho que nós somos e a quantidade de portos. Nós somos o campeão do Brasil. Isso para Santa Catarina é músicaa”, disse Mello.
Além disso, ele ressaltou que a dragagem da Baía da Babitonga, em São Francisco, ajudará a criar um novo corredor de exportação. “É uma conquista maiúscula de Santa Catarina”, reforçou.
Motivos da escolha
A Coamo já atua no Porto de Paranaguá, no Paraná, mas enfrenta dificuldades.
As filas constantes prejudicam o escoamento de grãos como soja, milho e trigo, produzidos pelos 32 mil cooperados.
Por isso, a expansão em Santa Catarina surge como alternativa estratégica.
O presidente executivo da Coamo, Airton Galinari, explicou que o ambiente de negócios catarinense foi decisivo para a escolha.
Ele mencionou o aumento da profundidade da Baía da Babitonga e as duplicações das rodovias SC-416 e SC-417. “Esse é um sonho dos nossos produtores. Nós já temos dois terminais em Paranaguá, onde escoamos quase 5 milhões de toneladas por ano”, afirmou.
Segundo Galinari, o projeto já está em desenvolvimento há quase dez anos.
Ele acrescentou que o terminal em Itapoá terá capacidade de movimentar até mil caminhões por dia. “Isso nos motiva realmente a escolher Itapoá para esse grande investimento”, concluiu.
Estrutura planejada
O terminal contará com instalações para diferentes tipos de carga. Estão previstos terminais de GLP, granéis, líquidos combustíveis e fertilizantes.
A estimativa é de geração de 2 mil empregos durante as obras e mais 1.000 vagas permanentes quando a operação começar.
Galinari enfatizou que a expansão permitirá à cooperativa ampliar seus negócios. “Tem negócios que realmente a gente não consegue fazer em Paranaguá. Aqui é um projeto diferente”, explicou.
Impacto para Santa Catarina
O secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, também comentou a novidade.
Ele destacou que Santa Catarina já era o único estado do país com seis portos.
Agora, poderá dizer que terá oito. Isso porque o Terminal Graneleiro de Santa Catarina, o TGSC, já está em fase de pré-teste.
Martins classificou o anúncio como muito significativo. Ele lembrou que a Coamo é a maior cooperativa do Brasil, com faturamento superior a R$ 30 bilhões. Além disso, só em 2023, registrou exportações de US$ 1,9 bilhão. “Esse empreendimento privado vai gerar 2.000 empregos durante as obras e mil empregos diretos quando estiver em funcionamento”, disse.
Portanto, o secretário reforçou que o estado tem uma vocação natural para a logística. “Isso prova que a vocação de Santa Catarina para a logística é, sem dúvida alguma, uma situação ímpar em todo o Brasil”, concluiu.

-
1 pessoa reagiu a isso.