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Novo motor de Elon Musk sem engrenagens acelera como um foguete, tem autonomia de 560 km, usa IA exclusiva e pode tornar obsoletas Ford, GM, VW, Rivian e até mesmo a chinesa BYD

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 08/12/2025 às 18:50
Assista o vídeoMotor da Tesla com fibra de carbono, alta rotação e IA redefine desempenho de elétricos e pressiona rivais como Ford, GM e BYD.
Motor da Tesla com fibra de carbono, alta rotação e IA redefine desempenho de elétricos e pressiona rivais como Ford, GM e BYD.
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Tecnologia de motor elétrico de alta rotação, avanços em IA automotiva e expansão industrial da Tesla se combinam para pressionar rivais globais e consolidar novo patamar de desempenho e eficiência em veículos elétricos.

A Tesla colocou no mercado um conjunto de motor e transmissão elétricos capaz de girar a até 20 mil rotações por minuto.

Levar um sedã de quase duas toneladas de 0 a 100 km/h em cerca de 2 segundos e manter autonomia na casa dos 600 km por carga, dependendo da versão.

No centro desse avanço está o motor com rotor envolto em fibra de carbono, apresentado em 2021 no Model S Plaid, e a estratégia de combinar hardware próprio, software de direção automatizada e uma rede global de recarga que hoje soma mais de 75 mil conectores Supercharger em todo o mundo.

Embora o discurso de marketing fale em um motor “sem engrenagens”, o que a Tesla oferece é um conjunto de marcha única, sem câmbio convencional, integrado a um motor de alta rotação e alta eficiência.

A combinação tem pressionado concorrentes tradicionais como Ford, General Motors e Volkswagen, além de novatas como Rivian e Lucid, e faz parte da disputa com a chinesa BYD pela liderança global dos veículos elétricos.

Motor de fibra de carbono: arquitetura e desempenho

O motor adotado no Model S Plaid usa um rotor de cobre envolto por uma luva de fibra de carbono.

Em motores elétricos comuns, peças metálicas se expandem com o calor e com o esforço mecânico em alta rotação, o que limita a velocidade máxima.

No projeto da Tesla, a fibra de carbono mantém o rotor comprimido, reduz a deformação e permite operar na faixa de 20 mil rpm, cerca de 25% acima das gerações anteriores.

Elon Musk descreveu o conceito como uma forma de obter um campo eletromagnético mais forte, enquanto a luva de carbono impede que o cobre se expanda radialmente sob carga.

Segundo ele, o recurso viabiliza a combinação de motor compacto, leve e com alta densidade de potência.

Cada Model S Plaid utiliza três desses motores, dois no eixo traseiro e um no dianteiro, com potência combinada de cerca de 1.020 cv.

A transmissão é de uma só marcha, algo típico de elétricos de alto desempenho, o que explica a sensação de aceleração contínua, embora exista um conjunto de engrenagens de redução entre o motor e as rodas.

Aceleração extrema e autonomia elevada

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Nos testes e especificações oficiais, o Model S Plaid acelera de 0 a 60 mph (96 km/h) em 1,99 segundo, com medições independentes variando pouco acima desse valor em condições específicas de pista.

A velocidade máxima declarada é de 320 km/h.

A autonomia homologada para o modelo é de cerca de 590 km, dependendo de rodas, pneus e condições de uso.

Em rodovias, os números tendem a ser menores, mas permanecem acima dos de muitos elétricos de alto desempenho anteriores.

O ganho de eficiência decorre da combinação de motor mais eficiente, aerodinâmica aprimorada e gestão eletrônica da bateria.

A Tesla também apresentou uma nova geração de unidade de tração, com custo estimado de US$ 1.000 e projeto para operar sem elementos de terras raras.

Concorrentes sob pressão no mercado global

Enquanto aperfeiçoa motor, baterias e software em plataformas concebidas exclusivamente para elétricos, a Tesla concorre com fabricantes que ainda adaptam estruturas de veículos a combustão.

Essa opção gera veículos mais pesados, menos eficientes e mais caros de produzir.

A Ford é um dos exemplos mais conhecidos: sua divisão de elétricos registrou US$ 5,1 bilhões de prejuízo em 2024, além de perda média de US$ 37 mil por veículo no último trimestre daquele ano.

A Rivian, voltada a picapes e SUVs elétricos, também enfrenta custos elevados, com perdas superiores a US$ 39 mil por unidade em determinados períodos.

A BYD, líder global em volume, enfrenta tarifas adicionais na União Europeia aplicadas a modelos elétricos fabricados na China, cenário que a empresa tenta contornar com fábricas em outros países e expansão de híbridos plug-in.

Gigafábricas e produção em larga escala

A vantagem industrial da Tesla também se apoia em sua rede de gigafábricas instaladas em Nevada, Califórnia, Texas, Nova York, Xangai e Berlim.

Há ainda o projeto para uma planta no México, cuja implantação avançou de forma mais lenta por questões regulatórias e macroeconômicas.

Em Xangai e Berlim, a empresa utiliza máquinas de gigaestampagem capazes de produzir grandes seções estruturais em peça única.

Esse modelo reduz o número de componentes, simplifica a montagem e diminui custos.

Avanços em IA e o ciclo de atualização contínua

O pacote Full Self-Driving (Supervised) usa dados de bilhões de milhas de condução real para treinar redes neurais responsáveis por auxiliar aceleração, frenagem e mudanças de faixa, sempre com supervisão ativa do condutor.

Nesse contexto, o supercomputador Dojo foi anunciado como plataforma própria para treinar modelos de visão computacional com grandes volumes de vídeo enviados pela frota.

O sistema utilizava o chip proprietário D1, com mais de um milhão de núcleos computacionais e foco em desempenho otimizado para IA.

Analistas estimaram que o Dojo poderia adicionar até US$ 500 bilhões ao valor de mercado potencial da Tesla por acelerar projetos de robotáxi e serviços de IA.

Em 2025, porém, a empresa descontinuou o projeto, substituindo-o por soluções baseadas em chips de fornecedores como Nvidia e AMD, além de novos processadores internos voltados à inferência.

Mesmo com o encerramento do Dojo, a Tesla mantém atualizações frequentes via internet, em alguns casos em intervalos próximos de duas semanas.

Rede Supercharger como padrão da indústria

A Tesla opera aproximadamente 7.900 estações com mais de 75 mil conectores em nível global.

Nos últimos anos, passou a abrir parte da rede para outras montadoras e consolidou seu conector como padrão NACS na América do Norte.

Praticamente todas as grandes fabricantes que atuam no mercado norte-americano adotaram o padrão, o que transforma a Tesla em fornecedora de infraestrutura também para concorrentes diretas.

Com motores de alta rotação, unidade de tração mais barata em desenvolvimento, ecossistema de software baseado em dados de frota e a maior rede de carregamento rápido do setor, a Tesla eleva a disputa tecnológica no mercado global de elétricos.

Diante desse cenário, o ponto central passa a ser como Ford, GM, Volkswagen, Rivian, BYD e outras empresas vão responder a esse conjunto de vantagens nos próximos anos?

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Girotto
Girotto
15/01/2026 14:16

Fontes?

MrX
MrX
09/12/2025 18:01

Aí aparece o Elao na apresentação girando o virabrequim.

Carlo
Carlo
09/12/2025 07:32

Motor não tem autonomia, ele é de serviço contínuo, o carro é que tem autonomia

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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