Modelo desenvolvido por pesquisadores da Texas A&M prevê deslizamentos submarinos e ajuda a proteger estruturas offshore como plataformas de petróleo.
Cientistas dos Estados Unidos anunciaram um avanço importante na previsão de deslizamentos submarinos.
A inovação, criada por especialistas da Texas A&M University, tem potencial para proteger plataformas de petróleo e outras estruturas no fundo do mar, reduzindo riscos geológicos graves que afetam diretamente o setor energético.
Deslizamentos são ameaça real para o setor offshore
Os deslizamentos submarinos estão entre os eventos geológicos mais perigosos do ambiente marinho. Eles envolvem o deslocamento repentino de grandes massas de sedimentos no fundo do oceano, podendo destruir tubulações, âncoras, cabos e comprometer toda a estrutura de uma plataforma offshore. Além dos danos materiais, esses deslizamentos podem até provocar tsunamis.
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Causados por fatores como terremotos, tempestades ou até ações humanas, esses eventos colocam em risco a operação de infraestruturas essenciais. Diante disso, pesquisadores norte-americanos desenvolveram um método para prever essas ocorrências antes que causem prejuízos.
Modelo bayesiano integra dados e melhora previsões
Liderada pelo professor Zenon Medina-Cetina, da área de engenharia civil e ambiental, a equipe da Texas A&M criou um modelo que combina dados geológicos com técnicas estatísticas para prever o risco de deslizamento. O modelo usa uma abordagem bayesiana, que permite refinar continuamente as previsões ao integrar novos dados.
O processo começa com a coleta de informações do local, envolvendo especialistas de diferentes áreas. Geofísicos, geólogos, profissionais de geomática e engenheiros geotécnicos trabalham em conjunto, cada um contribuindo com dados que alimentam o sistema. A ordem em que esses especialistas atuam é essencial para garantir a precisão dos resultados.
Ordem dos dados interfere na segurança das plataformas
Segundo Medina-Cetina, seguir uma sequência correta na coleta e análise dos dados é o que garante previsões confiáveis. Ele destaca que a interrupção dessa sequência, seja por falta de tempo ou corte de orçamento, pode comprometer toda a modelagem.
“É muito importante começar com o geofísico, depois trazer o geólogo e, por fim, ter o grupo de geomática trabalhando com os engenheiros geotécnicos”, afirmou o professor. Ele comparou o processo com o aprendizado de uma criança: não se pode correr antes de aprender a andar.
O modelo bayesiano é estruturado para que cada etapa da análise se baseie na anterior. Isso permite que as previsões se tornem mais precisas com o tempo. Para as empresas que atuam em alto-mar, isso representa uma ferramenta estratégica para avaliar riscos com mais segurança.
Modelo já mostra benefícios na prática
Com a aplicação da nova abordagem, os pesquisadores afirmam que é possível aumentar a confiança nos dados obtidos e, assim, reduzir incertezas. Isso ajuda as empresas a evitar prejuízos e tomar decisões mais assertivas sobre a instalação e manutenção de suas infraestruturas submarinas.
A iniciativa demonstra que integrar conhecimento técnico com análise estatística pode fazer a diferença na prevenção de catástrofes no ambiente offshore.
O estudo foi publicado na revista Landslides.
