Nova tecnologia do MIT: pesquisadores criaram uma pulseira com ultrassom capaz de controlar robôs e sistemas virtuais com movimentos precisos da mão em tempo real.
Uma nova tecnologia desenvolvida por pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) promete transformar a forma como humanos interagem com máquinas. O estudo, publicado em 25 de março de 2026 na revista Nature Electronics, apresenta uma pulseira equipada com sensores de ultrassom capaz de rastrear, em tempo real, os movimentos da mão e traduzi-los em comandos digitais.
A inovação foi criada nos Estados Unidos, com o objetivo de tornar o controle de robôs e sistemas virtuais mais preciso, natural e intuitivo.
De acordo com os cientistas, a tecnologia combina imagens internas do pulso com inteligência artificial, permitindo identificar com alto nível de detalhe a posição dos dedos e da palma. Assim, ela busca superar limitações de métodos tradicionais e aproximar o desempenho das máquinas da complexidade da mão humana.
-
O lixo industrial que nem as recicladoras queriam ganhou valor no interior da Bahia: dois empreendedores investiram R$ 2,8 milhões para transformar 350 toneladas por ano de espuma, borracha e plástico em placas que podem substituir madeira e MDF
-
Para que serve uma lanterna de luz vermelha, afinal? Veja por que ela é tão usada à noite
-
Ele nunca leu uma linha de código, mas já sabe trabalhar: a francesa UMA apresentou em Paris o Northstar, seu primeiro robô humanoide movido a IA e desenhado para fábricas e armazéns, capaz de copiar tarefas apenas observando um funcionário em ação
-
Uma jovem engenheira queniana recolhe lixo plástico das ruas e o transforma em robôs que traduzem aulas de física para a língua de sinais em tempo real, uma máquina feita com garrafas velhas que ensina o que faltava a crianças surdas deixadas fora da ciência.
Como funciona a pulseira baseada em ultrassom?
A pulseira utiliza pequenos sensores de ultrassom, semelhantes ao tamanho de um relógio, posicionados diretamente no pulso do usuário. Esses sensores capturam imagens contínuas dos músculos e tendões enquanto a mão se movimenta.
Em seguida, os dados são processados por um sistema de inteligência artificial treinado para interpretar esses sinais. Segundo os pesquisadores, os tendões funcionam como “cordas”, controlando os dedos de forma semelhante a um fantoche.
Para entender melhor, veja o que o sistema analisa:
- Movimento dos tendões em tempo real
- Posição dos músculos do pulso
- Variações sutis entre diferentes gestos
- Combinações de movimentos dos dedos
Com isso, a nova tecnologia consegue identificar com precisão até mesmo movimentos intermediários, algo difícil para sistemas convencionais.
Precisão impressiona em testes com robôs e gestos complexos
Durante os testes, oito voluntários participaram de experimentos que incluíram desde gestos simples até tarefas mais complexas. Entre elas, estavam as 26 letras da linguagem de sinais americana e a manipulação de objetos como tesoura, lápis e bola de tênis.

Os resultados chamaram atenção: a pulseira conseguiu prever corretamente as posições das mãos em praticamente todos os casos.
Além disso, os movimentos captados foram transmitidos para robôs em tempo real. Dessa forma, as máquinas conseguiram reproduzir ações humanas com alto grau de fidelidade, como tocar músicas simples em um piano e simular arremessos em jogos.
Nova tecnologia amplia possibilidades em ambientes virtuais
Outro ponto de destaque é a integração com sistemas digitais. A nova tecnologia também foi aplicada em ambientes virtuais, permitindo que usuários interajam com objetos na tela sem precisar tocar em dispositivos.
Por exemplo, foi possível ampliar imagens, mover elementos e executar comandos apenas com gestos das mãos. Isso abre caminho para avanços em realidade virtual e aumentada.
Enquanto isso, especialistas apontam que métodos atuais apresentam limitações importantes. Sistemas com câmeras podem falhar quando há obstáculos visuais, enquanto luvas com sensores restringem os movimentos naturais.
Agora, os pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology trabalham para tornar o dispositivo ainda mais compacto e acessível. A intenção é ampliar o banco de dados com diferentes formatos de mãos, aumentando a precisão do sistema.
Segundo a equipe, essa nova tecnologia pode revolucionar o treinamento de robôs, especialmente em tarefas que exigem alta precisão, como cirurgias ou operações industriais delicadas.
Fonte: Olhar Digital
