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Nova rota Xangai–Buenos Aires marca era dos voos ultralongos na aviação comercial

Escrito por Sara Aquino
Publicado em 09/12/2025 às 11:00
China Eastern lança rota Xangai–Buenos Aires e inaugura novo marco dos voos ultralongos na aviação comercial.
Foto: IA
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China Eastern lança rota Xangai–Buenos Aires e inaugura novo marco dos voos ultralongos na aviação comercial.

O que aconteceu? A China Eastern Airlines lançou oficialmente a rota Xangai–Buenos Aires, considerada o voo mais longo do mundo em operação no momento. 

Quem realizou? A companhia aérea chinesa. 

Quando? Na quinta-feira (4), durante o primeiro trajeto oficial da linha. 

Onde? Partindo do Aeroporto Internacional de Pudong, em Xangai, com escala em Auckland, na Nova Zelândia, e chegada ao Aeroporto Internacional de Ezeiza, na Argentina. 

Como? A bordo de um Boeing 777-300ER configurado para 316 passageiros. 

Por quê? Para atender à crescente demanda por conexões entre Ásia e América do Sul e abrir um novo corredor de longa distância aérea, reduzindo o número de conexões em viagens que tradicionalmente ultrapassavam 30 horas. 

Um novo capítulo para os voos ultralongos 

O voo inaugural durou cerca de 29 horas e percorreu aproximadamente 20 mil quilômetros, consolidando a operação como um divisor de águas no segmento de voos ultralongos.

Embora o trajeto não seja totalmente direto, a passagem por Auckland representa apenas uma escala técnica de duas horas, o que reduz drasticamente o tempo total de deslocamento entre os dois continentes. 

China Eastern Airlines classificou a novidade como “a primeira ligação comercial entre cidades antípodas”, ressaltando que a rota integra um ousado corredor intercontinental entre a Ásia-Pacífico e a América do Sul.

Segundo a empresa, a iniciativa “preenche uma lacuna histórica”, ao estabelecer um elo direto entre dois importantes polos econômicos. 

Demanda crescente fortalece a rota Xangai–Buenos Aires 

Antes da estreia, passageiros que viajavam entre China e Argentina dependiam de múltiplas conexões, muitas vezes superando 30 horas de deslocamento.

Os dados do portal Simply Flying reforçam a relevância da nova operação: mais de 55 mil chineses vivem hoje na Argentina, formando uma comunidade em expansão acelerada — o que amplia a necessidade de alternativas aéreas mais práticas e acessíveis. 

Esse movimento reforça o potencial da rota Xangai–Buenos Aires como uma das mais estratégicas da atualidade, tanto no transporte de passageiros quanto no fluxo econômico e cultural entre as duas regiões. 

Avião, horários e operação: como funciona o novo trajeto 

Para operar o serviço, a companhia escolheu o Boeing 777-300ER, aeronave conhecida pela robustez e eficiência em longa distância aérea.

A rota será realizada duas vezes por semana, permanecendo ativa durante todo o ano e oferecendo mais previsibilidade para viajantes de lazer e negócios. 

Valores das passagens e interesse comercial 

Os preços variam conforme a classe escolhida.

Na econômica, as tarifas oscilam entre US$ 1.525 e US$ 2.254, enquanto a executiva gira em torno de US$ 4.994

Ainda que os valores não sejam baixos, especialistas afirmam que o lançamento deve estimular o mercado. 

Tendência mundial: ultralongas distâncias ganham força 

A nova rota chega em um momento em que grandes companhias aéreas investem fortemente em trajetos de longa duração.

A australiana Qantas, por exemplo, prepara o ambicioso Projeto Sunrise, previsto para entrar em operação em 2026. 

A iniciativa contará com versões customizadas do Airbus A350-1000, equipadas com tanques extras de combustível para percorrer até 16.900 quilômetros.

Atualmente, a Qantas já opera um dos maiores trajetos diretos do planeta: Londres–Perth, com aproximadamente 17 horas e meia. 

Um futuro moldado por rotas cada vez mais extensas 

O avanço tecnológico dos aviões e a eficiência no consumo de combustível estão acelerando a expansão dos voos ultralongos.

A rota inaugura uma fase em que viajar quase metade do planeta em um único itinerário deixa de ser exceção e passa a ser tendência. 

Assim, a operação da China Eastern Airlines se torna um símbolo claro de que a aviação comercial vive um novo momento mais ousado,. 

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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