Tecnologia adotada por cidades dos Estados Unidos permite que caminhão especializado opere com apenas um trabalhador e alcance até 146 buracos reparados diariamente, utilizando asfalto aquecido e liberando o tráfego em cerca de dois minutos após cada intervenção viária
Nos Estados Unidos, cidades começaram a utilizar o caminhão Cimline P5 para reparar buracos nas ruas, alcançando até 146 reparos diários com asfalto aquecido e reabertura do tráfego em apenas dois minutos após cada aplicação.
A adoção do equipamento ocorre como resposta ao grande volume de buracos registrados nas vias urbanas americanas. Operado por apenas uma pessoa, o sistema utiliza tecnologia específica para acelerar o processo de manutenção e reduzir interrupções no trânsito.
Tecnologia permite tapar buracos em apenas dois minutos
O caminhão Cimline P5 utiliza a tecnologia DuraPatcher para reparar buracos de forma rápida. O sistema aplica asfalto pulverizado aquecido diretamente na área danificada, permitindo concluir o reparo em cerca de dois minutos.
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Após a aplicação do selante e do material agregado, a estrada pode ser imediatamente reaberta ao tráfego. A velocidade operacional elevou a média diária de buracos reparados de 20 para 146, representando aumento de sete vezes na produtividade.
O equipamento já está em operação no estado do Texas. Autoridades da cidade de Akron, em Ohio, classificaram o método como uma solução permanente para os problemas recorrentes de buracos nas ruas.
Segundo Anthony Dolly, gerente adjunto de obras públicas de Akron, o material apresenta maior durabilidade, reduzindo a necessidade de novos reparos após três ou seis meses.
Como funciona o sistema DuraPatcher no reparo de buracos
O projeto do DuraPatcher inclui um bocal de grande porte conectado a um caminhão Isuzu abastecido com emulsão asfáltica semelhante ao alcatrão. O material é aquecido antes de ser aplicado diretamente nos buracos.
O processo ocorre em três etapas. Primeiro, o bocal é posicionado entre 23 e 30 centímetros do buraco, enquanto um compressor utiliza ar em alta velocidade para remover água e detritos.
Na segunda etapa, a emulsão aquecida armazenada em um tanque de 300 galões é pulverizada nas laterais e no fundo da cavidade. Em seguida, uma camada de agregado seco é aplicada para evitar que pneus entrem em contato com o material ainda pegajoso.
O caminhão possui motor auxiliar Tier 4 Final de 74 hp e soprador de 450 CFM. A estrutura é montada sobre chassi Isuzu com transmissão Allison 2500 de seis velocidades e GVWR de 33.000 lb.
Segundo a fabricante Cimline, o veículo consegue transportar aproximadamente 10 toneladas de material, permitindo reparar diversos buracos ao longo de um único dia de operação.
Operação simplificada reduz custos e exposição de trabalhadores
Os operadores controlam o sistema por meio de um joystick com quatro botões coloridos instalado na cabine. Telas digitais exibem dados operacionais, níveis de medição, quantidade total de buracos reparados e horas de funcionamento.
A necessidade de apenas um operador reduz custos operacionais para governos locais. O modelo também diminui a presença de trabalhadores próximos ao tráfego e reduz o uso de maquinário adicional durante os reparos.
Essa característica foi apontada como um fator de segurança adicional em comparação aos métodos tradicionais utilizados para manutenção viária.
Alto custo e desafios técnicos ainda limitam expansão
Apesar dos resultados, o custo de aquisição permanece como obstáculo. Autoridades municipais de Akron informaram investimento de US$ 300.000 por unidade, tendo adquirido dois caminhões para atuação nas ruas da cidade.
Relatos de observadores indicam que o sistema pode apresentar dificuldades para nivelar completamente a superfície após o preenchimento dos buracos, ocasionando ondulações e pequenas lombadas.
Ainda não há confirmação se o caminhão se tornará solução amplamente adotada em todo o país. A expansão ocorre enquanto os Estados Unidos enfrentam a presença estimada de cerca de 55 milhões de buracos acumulados em suas vias urbanas.

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