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Nem o Burger King escapou da crise da Argentina: após 36 anos, gigante do fast-food coloca 116 lojas à venda e deixa o país

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 04/10/2025 às 08:07 Atualizado em 04/10/2025 às 19:30
Burger King, Lojas, Argentina
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Após 36 anos de operação, o Burger King anuncia saída definitiva da Argentina; decisão faz parte da reestruturação da Alsea, que pretende concentrar investimentos em marcas mais lucrativas, como o Starbucks

Depois de mais de três décadas servindo hambúrgueres na Argentina, o Burger King anunciou oficialmente o encerramento de suas atividades no país. A rede norte-americana, que chegou em 1989 ao bairro de Belgrano, em Buenos Aires, fecha as portas após enfrentar anos de queda nas vendas e perda de espaço para concorrentes locais. As informações são do portal Diário do Comércio.

Estratégia de saída do Burger King e reestruturação regional

A decisão faz parte de uma estratégia de desinvestimento da Alsea, grupo mexicano que detém a franquia desde 2006. A empresa também controla marcas conhecidas como Starbucks, Domino’s e The Cheesecake Factory.

Segundo comunicado, a prioridade agora será redirecionar os recursos para negócios considerados mais lucrativos e com melhor desempenho na América do Sul.

Em dezembro de 2024, a Alsea já havia realizado movimento semelhante ao vender 54 unidades do Burger King na Espanha para o fundo britânico Cinven.

A operação na Argentina, portanto, segue a mesma lógica de reorganização do portfólio e foco em expansão de marcas com maior retorno.

Starbucks ganha protagonismo na estratégia

Entre as redes operadas pelo grupo, o Starbucks é hoje o destaque. A marca já conta com 133 cafeterias em solo argentino e deve receber novos investimentos.

Enquanto isso, o Burger King deixa para trás uma rede de 116 lojas distribuídas em 11 distritos, incluindo Mendoza.

Até 2018, a marca ainda mantinha a vice-liderança no segmento de fast-food, mas acabou ultrapassada pela rede local Mostaza.

A perda de participação e o impacto da pandemia de Covid-19, que levou ao fechamento de lojas emblemáticas, agravaram o cenário.

Possíveis compradores e próximos passos

O processo de venda das unidades será conduzido pelo banco BBVA. Três grupos aparecem como potenciais interessados: Inverlat, dono da Havanna e antigo operador de Wendy’s e KFC;
Desarrolladora Gastronómica, responsável por redes como Kentucky, Sbarro e Chicken Chill;
e Int Food Services, grupo equatoriano que opera o KFC em outros países.

A negociação segue em andamento. Até o momento, a Alsea mantém posição discreta e afirmou que novas informações serão divulgadas “apenas por meio de canais institucionais oficiais”.

Com informações de Diário do Comércio.

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Romário Pereira de Carvalho

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