O navio de apoio offshore Skandi Logger, da empresa DOF, entrou em situação de emergência na Bacia de Campos após um princípio de incêndio a bordo. A embarcação transmitiu um chamado internacional de socorro do tipo Mayday e uma ordem de abandono nas proximidades da plataforma P-37, no Campo de Marlim, antes de receber assistência e ser conectada para reboque.
Um navio de apoio offshore da DOF mobilizou equipes de emergência na manhã desta quarta-feira (22) após registrar um princípio de incêndio enquanto operava na Bacia de Campos, um dos principais polos de produção de petróleo do Brasil. Segundo informações preliminares divulgadas pelo portal RJINTERIOR, o Skandi Logger chegou a emitir um chamado internacional de socorro do tipo Mayday, acompanhado de uma ordem para abandono da embarcação nas proximidades da plataforma P-37, localizada no Campo de Marlim.
Pouco depois da transmissão do alerta, profissionais que atuam na região informaram que o navio recebeu assistência de outras embarcações e foi conectado para reboque, o que permitiu controlar a situação inicial.
Até o momento, não há confirmação oficial de vítimas ou feridos.
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Chamado Mayday mobilizou embarcações na região da plataforma P-37
O alerta chamou atenção entre trabalhadores do setor offshore por envolver um dos mais graves protocolos de emergência da navegação marítima. O termo Mayday é utilizado internacionalmente para indicar que uma embarcação enfrenta risco iminente e necessita de socorro imediato.
Segundo relatos obtidos pelo RJINTERIOR, o Skandi Logger também transmitiu uma ordem de abandono antes da chegada da assistência. As circunstâncias que levaram à decisão ainda não foram detalhadas oficialmente.
Incidentes desse tipo costumam mobilizar rapidamente embarcações de apoio e estruturas de resposta instaladas nas áreas de exploração de petróleo. A rapidez na assistência é considerada um fator decisivo para evitar que ocorrências localizadas evoluam para situações de maior gravidade, especialmente em operações realizadas longe da costa.
Skandi Logger atua em operações de ancoragem, reboque e abastecimento
O Skandi Logger é um navio de apoio offshore do tipo AHTS (Anchor Handling Tug Supply), categoria empregada em operações de manuseio de âncoras, reboque de estruturas marítimas e abastecimento de plataformas de petróleo.
Construída em 2009, a embarcação opera sob bandeira brasileira e possui 250 toneladas de bollard pull, medida que representa sua capacidade máxima de tração estática durante operações de reboque e posicionamento de unidades offshore.
Esse tipo de navio desempenha papel estratégico nas atividades da indústria de petróleo em águas profundas, especialmente na Bacia de Campos, onde diversas plataformas dependem diariamente do apoio logístico dessas embarcações.
Empresa já enfrentou outro incidente marítimo neste ano
A ocorrência também chama atenção por envolver a DOF, empresa responsável pelo Skandi Amazonas, rebocador que permanece encalhado na Praia Campista, em Macaé, desde maio deste ano.
Embora os dois episódios tenham naturezas diferentes e, até o momento, não exista qualquer indicação de relação entre eles, a sequência de incidentes coloca novamente uma embarcação da companhia no centro das atenções do setor offshore.
Na indústria marítima, ocorrências envolvendo navios de apoio costumam ser analisadas com rigor porque essas embarcações exercem funções críticas na cadeia operacional das plataformas de petróleo. Mesmo quando não resultam em vítimas, episódios desse tipo normalmente dão origem a inspeções técnicas e procedimentos internos para identificar as causas e evitar recorrências.
Marinha, Petrobras e DOF ainda não divulgaram posicionamento oficial
Até a publicação desta reportagem, Marinha do Brasil, Petrobras e DOF ainda não haviam divulgado informações oficiais sobre as causas do princípio de incêndio, as condições do Skandi Logger ou o estado da tripulação após a emergência.
A expectativa é que os órgãos e empresas envolvidos apresentem esclarecimentos nas próximas horas, incluindo detalhes sobre a investigação do incidente e as medidas adotadas para garantir a segurança da embarcação e das operações na região da plataforma P-37.

