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NASA leva a física do futebol para o espaço e revela por que sensores, microgravidade e até o equilíbrio interno podem mudar totalmente o jeito que uma bola gira

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Escrito por Viviane Alves Publicado em 24/06/2026 às 21:44 Atualizado em 24/06/2026 às 21:46
Assista o vídeoBola de futebol flutuando em ambiente de microgravidade na Estação Espacial Internacional, com a Terra e painéis solares ao fundo
Imagem ilustrativa mostra uma bola de futebol flutuando na Estação Espacial Internacional, em referência aos estudos da NASA sobre microgravidade, rotação, equilíbrio de massa e física do futebol.
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Experimentos na Estação Espacial Internacional mostram como distribuição de massa, rotação, aerodinâmica e sensores eletrônicos influenciam o comportamento das bolas de futebol.

A NASA conectou a Copa do Mundo de 2026 à exploração espacial ao divulgar pesquisas sobre a física das bolas de futebol.

Os estudos envolvem demonstrações na Estação Espacial Internacional e análises aerodinâmicas realizadas em instalações terrestres da agência.

Em 8 de junho de 2026, a NASA retomou a divulgação de experimentos relacionados à microgravidade, aos sensores eletrônicos e ao equilíbrio interno das bolas.

A iniciativa acompanhou a Copa do Mundo realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, entre 11 de junho e 19 de julho de 2026.

As bolas utilizadas nos experimentos espaciais, contudo, foram enviadas ao laboratório orbital em 2019, e não durante o torneio de 2026.

Experimento espacial revela os efeitos da microgravidade

As pesquisas foram desenvolvidas em parceria com o Laboratório Nacional da Estação Espacial Internacional.

Segundo a NASA, o ambiente de microgravidade permite observar determinados movimentos com menor interferência das condições existentes na superfície terrestre.

Os astronautas conseguem, dessa maneira, analisar com mais clareza a estabilidade, a rotação e o equilíbrio interno do equipamento.

A relação entre o centro geométrico e o centro de massa também interfere diretamente no deslocamento da bola.

Uma concentração irregular de peso, consequentemente, pode provocar oscilações e movimentos menos previsíveis.

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Distribuição de massa interfere na rotação da bola

Em maio de 2026, a astronauta Jessica Meir participou de uma atividade educacional sobre a física do futebol.

Durante a demonstração, bolas com diferentes distribuições de massa foram movimentadas dentro da Estação Espacial Internacional.

Uma bola equilibrada apresentou, assim, uma rotação mais regular e suave.

Os modelos com peso distribuído de maneira desigual, por outro lado, demonstraram maior instabilidade durante o movimento.

A distribuição equilibrada de massa representa, segundo a NASA, um dos testes mais importantes da engenharia aplicada aos equipamentos esportivos.

Sensores eletrônicos podem alterar o desempenho

Desde 2022, sensores eletrônicos passaram a integrar bolas oficiais utilizadas em importantes competições internacionais.

Esses componentes permitem registrar dados relevantes, como:

  • velocidade da bola;
  • posição durante a partida;
  • momentos de contato com os jogadores;
  • informações utilizadas pela arbitragem;
  • dados empregados nas transmissões esportivas.

Os dispositivos eletrônicos acrescentam, entretanto, peso ao interior do equipamento.

O posicionamento desses componentes precisa, portanto, ser cuidadosamente planejado para evitar alterações na rotação e na trajetória.

Os experimentos espaciais ampliaram, conforme a NASA, o entendimento sobre os efeitos provocados por essas tecnologias.

As conclusões também contribuíram para avaliações de bolas destinadas a grandes torneios internacionais.

NASA analisou a Brazuca em túnel de vento

As pesquisas relacionadas ao futebol também foram realizadas em instalações terrestres da agência.

Em 12 de junho de 2014, engenheiros do Centro de Pesquisa Ames divulgaram testes conduzidos com a Brazuca.

A bola utilizada naquela Copa foi colocada em um túnel de vento na Califórnia.

Os especialistas observaram, dessa forma, como o ar circulava ao redor dos painéis, das costuras e da superfície do equipamento.

A textura, o formato dos painéis e a profundidade das emendas influenciam diretamente a trajetória, segundo a NASA.

Essas características determinam se a bola pode curvar, mergulhar ou manter uma direção mais estável.

Chutes com pouca rotação ainda podem gerar fluxos instáveis de ar e provocar mudanças inesperadas durante o voo.

Copa do Mundo aproxima ciência espacial e futebol

Durante a Copa do Mundo de 2026, a NASA também promoveu atividades públicas ligadas à ciência espacial.

Em 20 de junho de 2026, integrantes associados à missão Artemis participaram da programação anterior ao jogo entre Holanda e Suécia, em Houston.

A popularidade do futebol foi utilizada pela agência para apresentar pesquisas científicas ao público.

A iniciativa mostrou, ao mesmo tempo, como estudos realizados no espaço ajudam a explicar fenômenos observados durante uma partida na Terra.

Fontes nominais: NASA, Centro Espacial Johnson, Centro de Pesquisa Ames e Laboratório Nacional da Estação Espacial Internacional.

Você imaginava que sensores tão pequenos poderiam alterar a rotação e a trajetória de uma bola? Deixe sua opinião!

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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