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Não é que a Lua seja colorida, imagens atribuídas à Artemis II foram feitas da Terra por Ildar Ibatullin e editadas para revelar minerais como titânio e óxidos de ferro

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Escrito por Carla Teles Publicado em 13/04/2026 às 19:18 Atualizado em 13/04/2026 às 19:21
Não é que a Lua seja colorida, imagens atribuídas à Artemis II foram feitas da Terra por Ildar Ibatullin e editadas para revelar minerais como titânio e óxidos de ferro
Lua e Artemis II: NASA diz que imagens virais são processamento digital de Ildar Ibatullin para realçar minerais. Imagem: Ibatullin Ildar
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A Lua tem variações sutis de cor, mas fotos com tons vibrantes que circularam nas redes não são oficiais da NASA e foram editadas para destacar minerais

Imagens da Lua com azul, rosa, roxo e laranja tomaram conta das redes sociais durante a missão Artemis II e levantaram uma dúvida comum: afinal, o satélite natural é mesmo “colorido” como nas fotos que viralizaram?

A explicação é mais simples e, ao mesmo tempo, fascinante. As imagens não foram registradas pela Artemis II e passaram por processamento digital para evidenciar diferenças químicas na superfície, algo que a olho nu quase não aparece.

Por que as imagens da Lua viralizaram como se fossem da Artemis II

Lua e Artemis II: NASA diz que imagens virais são processamento digital de Ildar Ibatullin para realçar minerais.
Imagem: Lua colorida circulou na internet

As publicações afirmavam que as fotos teriam sido registradas pela nave Orion durante o sobrevoo da Lua, o que deu um ar de “prova oficial” para quem viu as postagens pela primeira vez. O apelo visual ajudou: cores fortes e detalhes em alta definição chamam atenção e são altamente compartilháveis.

O problema é que, segundo a base, nenhuma dessas imagens aparece nos registros oficiais divulgados pela NASA. A própria agência reforça que o material da missão é publicado apenas em seus canais institucionais.

O papel do processamento digital nas cores da Lua

A Lua realmente tem variações de cor, mas elas são discretas. O que transforma essas diferenças quase invisíveis em áreas vibrantes é o processamento digital. Segundo Bruno Morgado, esse tipo de edição aumenta a saturação para realçar contrastes químicos.

É por isso que as cores não devem ser lidas como “o que você veria no espaço a olho nu”, e sim como uma forma de evidenciar composição. O resultado funciona como um mapa químico visual da superfície lunar.

O que as cores indicam: titânio e óxidos de ferro

De acordo com a explicação citada na base, regiões mais azuladas apontam maior presença de titânio. Já tons avermelhados se relacionam a óxidos de ferro. Áreas mais claras indicam composição mineral diferente.

Na prática, essas imagens ajudam a visualizar variações na superfície da Lua que existem de verdade, só que em um nível de sutileza que o olho humano, sem processamento, quase não percebe.

Quem fez as fotos e como elas foram produzidas

Lua e Artemis II: NASA diz que imagens virais são processamento digital de Ildar Ibatullin para realçar minerais.
Imagem: Ibatullin Ildar

Parte do material que viralizou foi produzida por Ildar Ibatullin. Ele confirmou que as fotos foram captadas da Terra com um telescópio GSO 150/750 e uma câmera Canon 550D.

O astrofotógrafo também afirmou que o resultado final envolve a combinação de milhares de fotografias para reduzir ruído e melhorar a qualidade, além da edição para aumentar saturação e destacar diferenças de cor. E ele deixou claro: as imagens não têm relação com a missão Artemis II.

Por que a Lua continua parecendo “cinza” para quem olha o céu

Mesmo com variações reais, a Lua não aparece colorida como nas imagens editadas. Por isso, é normal que ela pareça cinza ou levemente amarelada quando observada a olho nu.

Em outras palavras, o que viralizou não foi uma “Lua diferente”, e sim uma Lua interpretada por processamento, com cores ampliadas para revelar informação mineral.

Você já tinha visto essas imagens coloridas da Lua e acreditou que eram da Artemis II, ou desconfiou que havia edição por trás?

Créditos da imagem: Ibatullin Ildar.

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Carla Teles

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