A cidade de Marau, no interior do Rio Grande do Sul, alcança 0,827 no índice, divide a liderança nacional e mostra como gestão eficiente e população engajada elevam a qualidade de vida
Quando o assunto é limpeza urbana, o Brasil raramente é citado como referência, mas uma cidade do interior do Rio Grande do Sul quebrou essa lógica com resultados mensuráveis. Marau liderou o ranking nacional de gestão de resíduos sólidos ao alcançar uma das maiores pontuações já registradas no Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana, o ISLU.
O levantamento, divulgado em 2024, avalia como cada cidade lida com o lixo que produz e evidencia um ponto central: planejamento, eficiência operacional e engajamento social conseguem gerar desempenho consistente mesmo fora dos grandes centros.
Por que a cidade de Marau apareceu no topo do ISLU
Localizada na região norte do Rio Grande do Sul, a cidade de Marau se destaca pela organização urbana e por investimentos contínuos em serviços públicos.
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Com cerca de 45 mil habitantes, o município vem apostando em planejamento e gestão eficiente para garantir qualidade de vida à população, um esforço que ganhou reconhecimento nacional.
O ISLU atribui notas de 0 a 1 às cidades, considerando critérios ligados à gestão de resíduos sólidos, eficiência operacional e sustentabilidade dos serviços. Quanto mais próxima de 1, melhor o desempenho.
Como funciona o ranking de limpeza urbana e o que o ISLU mede
O Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana foi criado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana, o Selurb, em parceria com a PwC Brasil.
A metodologia observa como a cidade organiza a coleta e o tratamento dos resíduos, além de indicadores de eficiência e sustentabilidade do sistema.
Na prática, o índice ajuda a mostrar que limpeza urbana não depende apenas de “varrer mais”, e sim de gestão, logística e rotinas consistentes. A cidade que planeja melhor tende a desperdiçar menos e entregar mais.
Nota 0,827 e liderança dividida no ranking nacional
Marau obteve nota 0,827 e dividiu a liderança nacional com Braço do Trombudo, em Santa Catarina. O resultado coloca a cidade gaúcha acima de municípios maiores e com estruturas mais complexas, reforçando que tamanho não é garantia de eficiência quando a gestão do lixo é fragmentada.
Depois delas, aparecem outras cidades com pontuações acima de 0,81, um patamar considerado alto dentro do índice, como Sapucaí-Mirim em Minas Gerais, Itapiranga em Santa Catarina, Presidente Lucena no Rio Grande do Sul e Não-Me-Toque no Rio Grande do Sul.
O ranking revela uma concentração de bons resultados em municípios menores, onde o planejamento técnico costuma ser mais bem executado de ponta a ponta.
Gestão eficiente: readequação de contratos e redução de custos
No caso de Marau, o desempenho está ligado a decisões administrativas estratégicas. A prefeitura promoveu readequação nos contratos de coleta de lixo, reduzindo custos e, ao mesmo tempo, ampliando os serviços prestados.
O foco passou a ser eficiência operacional, sem comprometer a cobertura da coleta nem a qualidade da limpeza urbana.
Esse tipo de ajuste é o que diferencia uma cidade que apenas mantém o serviço de uma cidade que melhora o sistema ao longo do tempo. Reduzir custo sem reduzir entrega é o ponto-chave.
Engajamento da população: separação correta e descarte adequado
Outro fator decisivo para o resultado foi o envolvimento da população. A administração municipal aponta que os moradores vêm se conscientizando sobre separação correta do lixo e descarte adequado dos resíduos.
Esse comportamento coletivo reduz falhas no sistema, melhora a logística da coleta e potencializa os resultados da gestão pública.
Em outras palavras, a cidade não depende só de caminhões e equipes, depende também do que acontece dentro de casa, no modo como o lixo é separado e descartado. Quando a população participa, o sistema rende mais.
O que a cidade mais limpa do Brasil prova para o restante do país
O caso de Marau mostra que uma cidade pode alcançar alto desempenho em limpeza urbana quando alinha planejamento técnico, execução contínua e participação social.
O resultado também reforça uma tendência do próprio ranking: cidades menores, quando organizam processos e mantêm regularidade, podem obter resultados mais consistentes do que grandes centros, onde a gestão do lixo tende a ser mais complexa e menos integrada.
Se a sua cidade quisesse dar um salto na limpeza urbana, você acha que o primeiro passo deveria ser gestão de contratos, educação da população ou fiscalização do descarte?


Mais importante é o marco de aparecer uma cidade com gestão ambiental coerente
A manchete menciona Japão e Europa mas o ranking é nacional… Tá certo
Por que não colocaram uma foto mais adequada ao anúncio? Essa aí é pra afastar qualquer turista.