Concessionária planeja aportar R$ 3,2 bilhões em trecho de 200 km, EF-118, enquanto investidores estrangeiros demonstram interesse no projeto
A MRS Logística, operadora da Malha Sudeste, anunciou seu interesse em financiar a construção de um trecho estratégico da Estrada de Ferro 118 (EF-118), que conectará Anchieta, no Espírito Santo, ao Porto de Açu, no Rio de Janeiro. O investimento previsto é de R$ 3,2 bilhões, parte de um plano mais amplo para modernizar o transporte ferroviário nacional e fortalecer o escoamento de cargas entre os estados. A ferrovia é considerada essencial para integrar portos e centros industriais, reduzindo a dependência do modal rodoviário e melhorando a logística de exportação.
O projeto faz parte das negociações para a renovação antecipada da concessão da Malha Sudeste, conforme explicou Leonardo Cezar Ribeiro, secretário nacional de Transporte Ferroviário. Segundo ele, a MRS fornecerá os recursos necessários para a obra, mas a construção será realizada pela concessionária vencedora do leilão, previsto para o final de 2025. “Essa é uma abordagem inovadora para viabilizar grandes projetos ferroviários sem comprometer o orçamento público”, destacou Ribeiro.
Interesse de investidores estrangeiros e participação da Vale
Além da MRS Logística, grupos árabes e chineses também demonstraram interesse na EF-118. Segundo fontes do setor, investidores internacionais avaliam a ferrovia como uma oportunidade estratégica para o fortalecimento da logística portuária no Brasil. O trecho central do projeto, que tem cerca de 170 quilômetros entre Anchieta e São João da Barra, passará pelo Porto Central, em Presidente Kennedy, um dos futuros hubs logísticos do país.
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A Vale já confirmou a construção de um trecho ferroviário de 80 quilômetros, ligando Santa Leopoldina a Anchieta, o que facilitará a integração da EF-118 à Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). A mineradora estima um aporte de R$ 6 bilhões nesse segmento da ferrovia, reforçando o compromisso com a expansão ferroviária no Brasil.
Detalhes técnicos e impacto da EF-118
A Estrada de Ferro 118 (EF-118), também conhecida como Ferrovia Vitória-Rio, tem um traçado projetado para 577,8 quilômetros, cruzando 25 municípios entre Nova Iguaçu (RJ) e Cariacica (ES). O projeto prevê bitola mista (1,00 m e 1,60 m) em alguns trechos e bitola larga (1,60 m) na maior parte do trajeto, garantindo compatibilidade com outras malhas ferroviárias já existentes no Brasil.
Entre as estruturas previstas na ferrovia estão seis túneis, 43 viadutos ferroviários, 130 pontes, 128 viadutos rodoviários, 117 passagens inferiores e 60 passarelas. Esses investimentos fazem parte do esforço para modernizar a infraestrutura logística, aumentar a competitividade do Brasil no comércio exterior e reduzir custos operacionais do setor produtivo.

Nosso país acordou do profundo coma logístico. A partir de agora, é investir em infraestrutura portuária e modais de transporte, para encarar o futuro promissor que se avizinha. Um país que vive refém de taxas escorçantes de juros, praticados por um sistema financeiro voraz, não pode sobreviver. Investir, construir, industrializar e operar o gigante potencial dessa nação, é a solução.