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Misturar açúcar comum ou melaço na água de concretagem cria um concreto mais trabalhável que retarda a pega, facilita obras no calor e ganha resistência extra em 2025

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 18/11/2025 às 16:48
Atualizado em 18/11/2025 às 20:07
Assista o vídeoTécnica acessível mistura açúcar ou melaço na água de amassamento para retardar a pega do concreto e garantir acabamento superior em obras residenciais.
Técnica acessível mistura açúcar ou melaço na água de amassamento para retardar a pega do concreto e garantir acabamento superior em obras residenciais.
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Pedreiros usam um ingrediente comum da cozinha para controlar o tempo de pega do concreto em dias quentes e melhorar o acabamento de lajes e pisos residenciais. A prática tradicional volta com força em 2025.

Em obras de pequeno e médio porte no Brasil, pedreiros e mestres de obras utilizam uma técnica tradicional para controlar o tempo de pega do concreto em dias de temperatura elevada: a adição de pequenas quantidades de açúcar comum ou melaço dissolvidos na água de amassamento.

Essa prática, registrada em diversas regiões do país, permite que o concreto permaneça plástico por mais tempo, facilitando o lançamento e o adensamento em lajes, pisos e elementos estruturais residenciais.

O açúcar atua diretamente na reação de hidratação do cimento Portland, atrasando o início da pega sem interromper o processo de ganho de resistência a longo prazo.

Profissionais relatam que a técnica se mantém viva em canteiros onde o concreto é dosado manualmente ou em betoneiras de pequeno porte.

Em climas quentes, o concreto convencional pode iniciar a pega em menos de uma hora, dificultando o nivelamento e aumentando o risco de juntas frias.

Com a adição controlada do aditivo caseiro, o tempo útil de trabalhabilidade se estende, permitindo acabamentos mais uniformes.

Como o açúcar retarda a pega do concreto

A base química da ação retardadora está na capacidade da sacarose de interferir na dissolução inicial dos compostos do clínquer, principalmente o aluminato tricálcico.

Técnica acessível mistura açúcar ou melaço na água de amassamento para retardar a pega do concreto e garantir acabamento superior em obras residenciais.
Técnica acessível mistura açúcar ou melaço na água de amassamento para retardar a pega do concreto e garantir acabamento superior em obras residenciais.

Estudos técnicos e ensaios de laboratório realizados por fabricantes de cimento e universidades confirmam que dosagens muito baixas da ordem de 0,05% a 0,2% em relação à massa de cimento são suficientes para retardar a pega em horas, dependendo da temperatura ambiente.

O melaço, subproduto da produção de açúcar, apresenta efeito similar por conter sacarose e outros carboidratos redutores.

Onde pedreiros aplicam a técnica com mais frequência

Pedreiros experientes em estados como São Paulo, Minas Gerais e Goiás aplicam o método há décadas, especialmente em concretagens de lajes treliçadas e contrapiso onde o transporte da mistura é feito manualmente.

A prática ganha relevância em 2025 diante do aumento no preço de aditivos retardadores industriais e da frequência de ondas de calor intenso.

Em obras residenciais, o custo adicional fica praticamente zerado, já que o açúcar de cozinha ou o melaço comum são itens de fácil aquisição.

Proporção segura usada em obras reais

A proporção mais citada por profissionais em campo fica entre 50 e 200 gramas de açúcar por saco de cimento de 50 kg, sempre dissolvido previamente na água para garantir distribuição uniforme.

Essa quantidade corresponde a cerca de 0,1% a 0,4% do peso do cimento, faixa considerada segura em ensaios práticos relatados.

O açúcar incorpora microbolhas e reduz a velocidade de formação dos cristais de hidratação inicial, mantendo o concreto fluido por período maior.

Resultados de testes com açúcar no concreto

Em testes comparativos realizados em laboratório, concretos com adição de 0,05% de sacarose apresentaram retardo de duas a quatro horas no início de pega em temperaturas acima de 30°C.

O mesmo ensaio registrou que a resistência à compressão aos 28 dias ficou igual ou ligeiramente superior à do concreto referência, desde que a dosagem não ultrapassasse 0,25%.

Outro efeito observado consiste na maior homogeneidade da mistura, reduzindo segregação em concretos com fator água-cimento elevado.

Vantagens em dias de calor intenso

Em regiões Nordeste e Centro-Oeste, onde as temperaturas frequentemente superam 35°C, pedreiros utilizam a técnica para evitar que o concreto endureça dentro da betoneira durante o transporte curto.

O concreto aditivado mantém o slump por mais tempo, permitindo vibração adequada e diminuição de vazios internos.

A aplicação mais comum ocorre em concretos estruturais leves, como lajes pré-moldadas, vigotas e capeamentos.

Redução de fissuras por controle térmico

Profissionais destacam que o retardo controlado distribui o calor de hidratação de forma mais gradual, contribuindo para menor incidência de fissuras por retração térmica.

Em ensaios de calorimetria, a curva de liberação de calor mostra pico deslocado para idades mais avançadas, beneficiando peças de maior volume.

O melaço, por ser mais viscoso, também melhora ligeiramente a coesão da mistura fresca, facilitando o bombeamento manual ou mecânico em pequenas distâncias.

Cuidados e limitações da técnica

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Fabricantes de cimento alertam que a técnica exige testes prévios em cada lote, pois a reatividade varia conforme o tipo de cimento e a finura de moagem.

Cimentos CP V-ARI, de alta resistência inicial, respondem mais intensamente ao aditivo caseiro do que cimentos com pozolana.

Em concretagens realizadas em temperaturas entre 28°C e 38°C, o retardo médio observado fica entre 90 e 180 minutos adicionais em relação ao concreto sem adição.

O ganho de resistência final se mantém, com valores aos 28 dias dentro da faixa esperada para o traço utilizado.

A secagem superficial ocorre de maneira mais controlada, reduzindo a formação de crostas que dificultam o acabamento com desempenadeira.

Pequenos construtores relatam economia indireta pela diminuição de perdas por endurecimento prematuro da mistura não utilizada.

Quando evitar o uso de açúcar ou melaço

O método se aplica exclusivamente em concretos não armados expostos a agressividade elevada ou em estruturas de grande responsabilidade, onde aditivos certificados são obrigatórios.

Em obras internas ou elementos secundários, o uso continua difundido entre autônomos e equipes de reforma.

O custo por metro cúbico de concreto fica inferior a um real quando comparado a retardadores comerciais de mesma eficácia.

Profissionais experientes dissolvem o açúcar ou melaço em parte da água antes de iniciar o amassamento, garantindo incorporação completa.

A mistura resultante apresenta maior tempo aberto para correções de nível e eliminação de bolhas de ar.

Em dias de calor intenso registrados em 2025, a técnica evita paradas forçadas na concretagem de lajes residenciais de até 100 metros quadrados.

O concreto mantém trabalhabilidade suficiente para sarrafeamento manual mesmo após duas horas de preparado.

A resistência aos sete dias pode apresentar leve redução, mas se recupera completamente aos 28 dias em condições normais de cura.

Pedreiros transmitem o conhecimento de forma oral, ajustando a dosagem conforme a sensação da massa na betoneira.

A prática reforça a busca por soluções acessíveis em momento de alta nos insumos industriais.

O concreto aditivado exibe menor tendência a retração plástica em superfícies expostas ao sol direto durante a cura inicial.

Em relatos de campo, peças concretadas com o método apresentam superfície mais lisa e menos trincada após a cura.

A técnica se restringe a dosagens precisas, pois quantidades acima de 0,5% podem comprometer permanentemente a hidratação.

Você já utilizou ou presenciou o uso de açúcar ou melaço para controlar a pega do concreto em alguma obra?

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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