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Com bilhões do FGTS liberados e contratos acelerando mês a mês, Minha Casa, Minha Vida pode chegar a 3 milhões de moradias e redesenhar o mercado imobiliário até 2026

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 12/12/2025 às 16:51
Conjunto habitacional em construção com prédios residenciais e máquinas pesadas, representando obras do programa Minha Casa, Minha Vida financiadas com recursos do FGTS.
Construção de moradias populares avança em ritmo acelerado dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, com recursos garantidos até 2026.
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Programa habitacional do governo federal acelera contratações, garante recursos e mantém ritmo de entregas mesmo com calendário eleitoral

Uma das principais políticas públicas habitacionais do país voltou a ganhar protagonismo nacional. O programa Minha Casa, Minha Vida tem como meta financiar 3 milhões de moradias até o fim de 2026, consolidando-se, desde já, como eixo central da estratégia social e econômica do governo federal.

A confirmação ocorreu em 8 de dezembro de 2025, quando o ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou, durante encontro com jornalistas, que os recursos estão assegurados. Assim, segundo ele, o programa oferece previsibilidade ao mercado imobiliário, às construtoras e às famílias beneficiadas.

Desde janeiro de 2023, com o início do atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Minha Casa, Minha Vida retomou ritmo acelerado. Nesse sentido, a política habitacional passou a operar sustentada por recursos garantidos e pela retomada da construção civil.

Contratações avançam e consolidam metas até 2026

Segundo dados do Ministério das Cidades, o programa deve encerrar 2025 com cerca de 2 milhões de moradias contratadas. Em seguida, a projeção oficial indica mais 1 milhão de unidades ao longo de 2026, o que consolida a meta total anunciada.

De acordo com Jader Filho, o cenário atual permite transmitir confiança institucional ao mercado. Dessa forma, empresas podem investir com segurança, enquanto famílias conseguem contratar financiamentos sem risco de interrupções. Além disso, o ministro reforçou que não haverá escassez de recursos, mesmo com o aumento do volume de contratos.

FGTS, Orçamento e Caixa asseguram os subsídios

Para 2026, o governo federal projeta R$ 144,5 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Desse total, R$ 125 bilhões serão direcionados diretamente à habitação popular.

Construções do Minha Casa, Minha Vida. Créditos: Ricardo Stuckert/PR

Além disso, estão previstos R$ 5,5 bilhões do Orçamento da União, destinados à cobertura dos subsídios da Faixa 1 urbana, proposta ainda em análise no Congresso Nacional. Soma-se a esse montante R$ 17 bilhões do fundo da Caixa Econômica Federal, também utilizados no custeio dos subsídios habitacionais. Assim, o conjunto de recursos garante a continuidade do programa até 2026.

Correção das faixas de renda amplia o alcance social

Outro ponto confirmado foi a atualização das faixas de renda, prevista para o início de 2026. Atualmente, a Faixa 1 atende famílias com renda mensal de até R$ 2.850.

Com a correção, o limite deve alcançar famílias com renda próxima a dois salários mínimos. Segundo o ministro, essa mudança acompanha a evolução do mercado de trabalho. Além disso, ela amplia o acesso ao programa para famílias que não conseguem financiamento pelo sistema tradicional.

Construção civil puxa a economia e o emprego

Os impactos econômicos já são visíveis. Em novembro de 2025, foram registrados 80 mil novos financiamentos, superando a média mensal de 60 mil contratos observada até outubro.

Além disso, uma em cada três contratações foi direcionada à Faixa 1. Conforme destacou Jader Filho, o Produto Interno Bruto da construção civil tem sido um dos principais motores da economia brasileira. Em São Paulo, por exemplo, 67% dos lançamentos imobiliários estão vinculados ao programa.

Para 2026, o governo projeta manter uma média mensal de 80 mil contratações, sustentando o setor e estimulando a geração de empregos em todo o país.

Entregas seguem mesmo com calendário eleitoral

Mesmo com as restrições do calendário eleitoral de 2026, o ritmo de entregas não deve ser afetado. Segundo o Ministério das Cidades, 60% das unidades previstas para 2026 devem ser concluídas no primeiro semestre.

O próximo ano deve ser o mais robusto da atual gestão, com cerca de 40 mil unidades entregues. Antes do fim de 2025, a previsão é concluir ao menos 2 mil moradias em diferentes regiões do país. O prazo médio entre contratação e entrega permanece entre 18 e 22 meses.

Por fim, Jader Filho confirmou que deixará o cargo até março de 2026 para disputar uma vaga de deputado federal pelo Pará. Ainda assim, segundo ele, a equipe técnica está preparada para garantir a continuidade do Minha Casa, Minha Vida durante todo o período eleitoral — será que o programa conseguirá manter esse ritmo diante da demanda crescente por moradia no Brasil?

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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