Programa habitacional do governo federal acelera contratações, garante recursos e mantém ritmo de entregas mesmo com calendário eleitoral
Uma das principais políticas públicas habitacionais do país voltou a ganhar protagonismo nacional. O programa Minha Casa, Minha Vida tem como meta financiar 3 milhões de moradias até o fim de 2026, consolidando-se, desde já, como eixo central da estratégia social e econômica do governo federal.
A confirmação ocorreu em 8 de dezembro de 2025, quando o ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou, durante encontro com jornalistas, que os recursos estão assegurados. Assim, segundo ele, o programa oferece previsibilidade ao mercado imobiliário, às construtoras e às famílias beneficiadas.
Desde janeiro de 2023, com o início do atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Minha Casa, Minha Vida retomou ritmo acelerado. Nesse sentido, a política habitacional passou a operar sustentada por recursos garantidos e pela retomada da construção civil.
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Contratações avançam e consolidam metas até 2026
Segundo dados do Ministério das Cidades, o programa deve encerrar 2025 com cerca de 2 milhões de moradias contratadas. Em seguida, a projeção oficial indica mais 1 milhão de unidades ao longo de 2026, o que consolida a meta total anunciada.
De acordo com Jader Filho, o cenário atual permite transmitir confiança institucional ao mercado. Dessa forma, empresas podem investir com segurança, enquanto famílias conseguem contratar financiamentos sem risco de interrupções. Além disso, o ministro reforçou que não haverá escassez de recursos, mesmo com o aumento do volume de contratos.
FGTS, Orçamento e Caixa asseguram os subsídios
Para 2026, o governo federal projeta R$ 144,5 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Desse total, R$ 125 bilhões serão direcionados diretamente à habitação popular.

Além disso, estão previstos R$ 5,5 bilhões do Orçamento da União, destinados à cobertura dos subsídios da Faixa 1 urbana, proposta ainda em análise no Congresso Nacional. Soma-se a esse montante R$ 17 bilhões do fundo da Caixa Econômica Federal, também utilizados no custeio dos subsídios habitacionais. Assim, o conjunto de recursos garante a continuidade do programa até 2026.
Correção das faixas de renda amplia o alcance social
Outro ponto confirmado foi a atualização das faixas de renda, prevista para o início de 2026. Atualmente, a Faixa 1 atende famílias com renda mensal de até R$ 2.850.
Com a correção, o limite deve alcançar famílias com renda próxima a dois salários mínimos. Segundo o ministro, essa mudança acompanha a evolução do mercado de trabalho. Além disso, ela amplia o acesso ao programa para famílias que não conseguem financiamento pelo sistema tradicional.
Construção civil puxa a economia e o emprego
Os impactos econômicos já são visíveis. Em novembro de 2025, foram registrados 80 mil novos financiamentos, superando a média mensal de 60 mil contratos observada até outubro.
Além disso, uma em cada três contratações foi direcionada à Faixa 1. Conforme destacou Jader Filho, o Produto Interno Bruto da construção civil tem sido um dos principais motores da economia brasileira. Em São Paulo, por exemplo, 67% dos lançamentos imobiliários estão vinculados ao programa.
Para 2026, o governo projeta manter uma média mensal de 80 mil contratações, sustentando o setor e estimulando a geração de empregos em todo o país.
Entregas seguem mesmo com calendário eleitoral
Mesmo com as restrições do calendário eleitoral de 2026, o ritmo de entregas não deve ser afetado. Segundo o Ministério das Cidades, 60% das unidades previstas para 2026 devem ser concluídas no primeiro semestre.
O próximo ano deve ser o mais robusto da atual gestão, com cerca de 40 mil unidades entregues. Antes do fim de 2025, a previsão é concluir ao menos 2 mil moradias em diferentes regiões do país. O prazo médio entre contratação e entrega permanece entre 18 e 22 meses.
Por fim, Jader Filho confirmou que deixará o cargo até março de 2026 para disputar uma vaga de deputado federal pelo Pará. Ainda assim, segundo ele, a equipe técnica está preparada para garantir a continuidade do Minha Casa, Minha Vida durante todo o período eleitoral — será que o programa conseguirá manter esse ritmo diante da demanda crescente por moradia no Brasil?

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