Samuel Klein, judeu polonês sobrevivente da perseguição nazista, chegou ao Brasil em 1951 e se instalou em São Caetano do Sul. Começou vendendo roupas de cama, mesa e banho em uma charrete, ofereceu crediário aos clientes e, cinco anos depois, abriu a primeira Casa Bahia, origem da rede varejista brasileira.
Samuel Klein chegou ao Brasil em 1951 depois de sobreviver à perseguição nazista durante a Segunda Guerra Mundial e se instalou em São Caetano do Sul, na Região Metropolitana de São Paulo. Sem começar por uma grande loja, entrou no comércio usando uma charrete para vender roupas de cama, mesa e banho pelas ruas da cidade.
Segundo material publicado pelo Instituto Brasileiro de Coaching (IBC) sobre a trajetória do fundador das Casas Bahia, Klein transformou o contato direto com os fregueses em um modelo baseado também no crediário. Cinco anos depois de iniciar as vendas de porta em porta, abriu sua primeira loja no centro de São Caetano, batizada de Casa Bahia.
Samuel Klein nasceu em 1923 em uma família humilde na Polônia

Samuel Klein nasceu em 15 de novembro de 1923, em Lublin, na Polônia, em uma família de origem humilde.
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A trajetória que posteriormente o levaria ao varejo brasileiro foi antecedida pela Segunda Guerra Mundial e pela perseguição sofrida por sua família durante o Holocausto.
Aos 19 anos, Samuel foi levado com o pai para um campo de concentração
Durante a guerra, a família de Klein foi perseguida pelos nazistas. Aos 19 anos, ele e o pai foram levados para um campo de concentração, onde eram submetidos a trabalho escravo.
A mãe e cinco irmãos de Samuel foram encaminhados para um campo de extermínio. Segundo a fonte, ele nunca mais os viu.
Samuel escapou do campo e permaneceu escondido até o fim da guerra
Samuel conseguiu fugir do campo de concentração e permaneceu escondido até o término da Segunda Guerra Mundial.
Depois da guerra, seguiu para Munique, na Alemanha, onde reencontrou o pai. Na cidade alemã, casou-se com uma jovem chamada Ana e começou a dar os primeiros passos na área de vendas.
Em 1951, ele decidiu partir para a América do Sul
O ano de 1951 marcou a mudança de Samuel Klein para a América do Sul.
Seu primeiro destino foi a Bolívia. Como o país enfrentava uma guerra civil, ele seguiu viagem e acabou chegando ao Brasil, onde escolheu São Caetano do Sul para se estabelecer.
Charrete virou o primeiro ponto de vendas de Samuel em São Caetano
Em São Caetano do Sul, Samuel começou a trabalhar com uma charrete carregada de roupas de cama, mesa e banho.
Ele percorria as ruas do município do ABC Paulista e batia de porta em porta para oferecer os produtos diretamente aos moradores. A fonte não restringe essas mercadorias a cobertores, mas registra a venda de artigos de cama, mesa e banho.
Crediário permitia vender para clientes que não podiam pagar à vista
Durante as visitas, Samuel encontrava consumidores interessados nas mercadorias, mas sem dinheiro suficiente para fazer o pagamento imediato.
O comerciante passou então a oferecer condições facilitadas, incluindo o crediário, permitindo que esses compradores pagassem pelos produtos ao longo do tempo.
Cinco anos depois, primeira loja abriu no centro de São Caetano
O trabalho realizado pelas ruas evoluiu para um estabelecimento fixo. Cinco anos depois, Samuel Klein abriu a primeira loja no centro de São Caetano do Sul.
O estabelecimento recebeu o nome de Casa Bahia, denominação escolhida como homenagem à clientela do comerciante.
Nome Casa Bahia homenageava clientes nordestinos
Segundo a fonte, a maioria dos clientes de Samuel era formada por retirantes nordestinos que também buscavam construir uma vida mais próspera na cidade paulista.
A relação com essa freguesia deu origem ao nome Casa Bahia, que posteriormente se tornaria conhecido em diferentes regiões do país.
Loja passou a vender móveis, colchões e utilidades domésticas
A variedade de mercadorias cresceu conforme o negócio avançava. Móveis, colchões e outras utilidades domésticas passaram a integrar o catálogo.
O pagamento parcelado continuou sendo um elemento importante da operação. Segundo a publicação, os clientes conseguiam comprar a prestação e voltavam posteriormente para adquirir novos produtos.
Crédito se tornou parte central da relação com os consumidores
O modelo desenvolvido por Samuel Klein colocou o acesso ao crédito no centro da relação comercial com seus clientes.
Em uma das frases atribuídas ao empresário, ele defendia que o crédito deveria considerar o histórico do consumidor, independentemente de sua profissão. “A riqueza do pobre é o nome. O crédito é uma ciência humana, não exata”, dizia.
Samuel também apostava na fidelização dos fregueses
A publicação descreve Klein como um empresário que dava grande importância à relação com quem comprava em suas lojas.
O atendimento personalizado e a valorização dos clientes são apontados pela fonte como características utilizadas para conquistar e fidelizar consumidores, junto da capacidade de observar o mercado e negociar.
Relação com fornecedores também fazia parte da estratégia
Samuel Klein atribuía importância não apenas aos consumidores, mas também ao relacionamento com os fornecedores.
Segundo o texto, ele defendia uma relação de respeito e colaboração mútua, entendendo que os diferentes lados envolvidos no negócio precisavam encontrar condições para trabalhar juntos.
Aos 80 anos, fundador escreveu sua autobiografia
Quando completou 80 anos, Samuel Klein registrou sua trajetória em uma autobiografia.
O livro recebeu o título “Samuel Klein e a Casas Bahia, uma trajetória de sucesso” e reuniu a história do empresário que havia iniciado sua vida comercial no Brasil percorrendo as ruas de São Caetano com uma charrete.
Samuel Klein morreu em 2014 aos 91 anos
Samuel Klein morreu em 20 de novembro de 2014, aos 91 anos.
Segundo a fonte, deixou como legado a maior rede varejista do segmento no Brasil, que naquele retrato reunia mais de 56 mil colaboradores.
Casas Bahia chegou a 500 lojas em 15 estados e no Distrito Federal
A dimensão alcançada pelo negócio estava muito distante da charrete utilizada no começo da trajetória em São Caetano.
A publicação registra 500 lojas distribuídas por 15 estados e pelo Distrito Federal, além de mais de 56 mil colaboradores, ao apresentar o legado deixado pelo fundador das Casas Bahia.
Negócio iniciado de porta em porta se transformou em uma grande rede varejista
A trajetória descrita pela fonte começa com Samuel Klein sobrevivendo à perseguição nazista, passa pela chegada ao Brasil em 1951 e pelas vendas de roupas de cama, mesa e banho em uma charrete, até chegar à abertura da primeira Casa Bahia cinco anos depois.
Com a ampliação do catálogo e a aposta no crediário, o estabelecimento iniciado em São Caetano cresceu até formar uma rede que, no retrato apresentado pela publicação, possuía 500 lojas, mais de 56 mil colaboradores e presença em 15 estados e no Distrito Federal.
Na sua opinião, a aposta de Samuel Klein no crediário e no relacionamento direto com clientes foi decisiva para transformar um pequeno comércio de São Caetano em uma rede nacional? Deixe sua opinião nos comentários.

