Luciano Hang afirmou que nunca havia planejado levar a Havan para fora do Brasil, mas passou a estudar Paraguai e Uruguai após convites de empresários e autoridades locais
A Havan passou a considerar, pela primeira vez, uma possível expansão internacional. O empresário Luciano Hang afirmou, em entrevista ao jornal O Município na quarta-feira, 10, em Brusque, que nunca havia planejado levar a rede para fora do Brasil, mas agora analisa oportunidades no Paraguai e no Uruguai.
Convites mudaram a visão sobre a Havan fora do Brasil
Segundo Hang, a mudança começou após convites de empresários e autoridades dos dois países. Ele contou que foi procurado por um amigo com operações no Uruguai, que relatou resultados positivos por causa da menor carga tributária e da redução da burocracia.
“Eu nunca pensei em sair do Brasil como empresa. Nunca pensei em montar loja em outro país. Mas recebi uma ligação de um amigo que tem lojas no Uruguai e ele disse que eu precisava conhecer o país. Confesso que nunca tinha pensado nisso, mas agora vou analisar”, afirmou.
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Paraguai entrou na rota após contato com autoridades
O empresário também disse ter recebido contatos do presidente do Paraguai, Santiago Peña, e do ministro da Indústria e Comércio, Javier Giménez, com convite para conhecer o ambiente de negócios do país.
Hang afirmou que pretende viajar ao Paraguai nas próximas semanas. A agenda deve incluir visitas a fornecedores da Havan e reuniões com autoridades locais.
Ele também destacou que mais de 250 empresas brasileiras transferiram operações para o Paraguai nos últimos anos e lembrou uma visita anterior ao país, quando acompanhou o então governador catarinense Luiz Henrique da Silveira.
Incentivos e custos operacionais pesam na análise
A possível visita ao Paraguai ocorre em meio ao interesse de empresas brasileiras pelo país vizinho. A chamada Lei de Maquila oferece incentivos fiscais e custos operacionais reduzidos para indústrias exportadoras.
Nos últimos anos, empresas dos setores têxtil e de confecção ampliaram investimentos em território paraguaio. Para Hang, uma eventual expansão internacional dependerá de estudos sobre viabilidade econômica e tributária.
Brasil segue como prioridade da rede
Apesar da nova análise, Hang afirmou que o foco principal da Havan continua sendo o mercado brasileiro. Atualmente, a rede possui mais de 180 lojas no país e ainda vê espaço para crescer.
“O Brasil é um continente. Tenho certeza de que cabem 300 ou 400 lojas da Havan aqui dentro”, disse.
O empresário também afirmou que a logística não seria um obstáculo, pois a empresa já abastece unidades localizadas a milhares de quilômetros do centro de distribuição em Santa Catarina.
Hang disse ter solicitado estudos preliminares sobre a possibilidade de expansão internacional e reconheceu que a ideia representa uma mudança em relação ao posicionamento adotado ao longo de sua trajetória empresarial.
“É algo que eu nunca tinha pensado em fazer. Mas a palavra nunca é uma palavra que a gente não pode falar”, concluiu.
Esta matéria foi elaborada com base em informações do jornal O Município e no material fornecido sobre a entrevista de Luciano Hang, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

