Estrutura de 1.244 metros avança para fase final no litoral paranaense, com trecho estaiado quase unido e acessos em ritmo intenso de obras; governo mantém previsão de entrega para abril de 2026 enquanto expectativa cresce entre moradores e turistas da região.
A Ponte de Guaratuba, no litoral do Paraná, alcançou 91% de execução física, segundo dados divulgados pela Agência Estadual de Notícias.
Com 1.244 metros de extensão total e 320 metros de trecho estaiado, a estrutura avança para a fase final, enquanto o governo mantém a previsão de inauguração para abril de 2026.
O empreendimento é considerado estratégico para a ligação entre Guaratuba e Matinhos, substituindo a travessia por balsa na Baía de Guaratuba.
-
Cansadas de ganhar menos e serem tratadas como ajudantes nos canteiros, mulheres pedreiras da Bolívia criaram uma associação para enfrentar preconceito, assédio, falta de reconhecimento e diferença salarial de 38% na construção civil
-
Na Holanda, moradores compram terrenos em cidade perto de Amsterdã, descobrem que além de planejar suas casas, precisam também construir ruas, drenagem, cuidar dos resíduos e ainda plantar comida em metade do próprio lote
-
Multinacional de Santa Catarina, WEG anuncia nova fábrica na China com inauguração prevista para início de 2027, focada em grandes máquinas elétricas rotativas e expansão da produção de motores de baixa e média tensão em Rugao
-
Enquanto o mundo busca navios de baixo carbono para renovar a frota global, um estaleiro chinês assinou 13 contratos em uma semana, acumulou 39 encomendas e movimentou cerca de US$ 1 bilhão em um único lote histórico de porta-contêineres
Em períodos de alta temporada, como Carnaval e verão, a fila de veículos costuma se estender por quilômetros, cenário que reforça a expectativa pela conclusão da obra.
Trecho estaiado da Ponte de Guaratuba se aproxima da união final

O segmento estaiado, com vão central de 160 metros destinado à navegação, está próximo do momento de união entre os dois lados da estrutura.
Técnicos da obra chamam essa etapa de montagem final do vão central, quando as aduelas executadas em balanço sucessivo se encontram.
Cada avanço no trecho estaiado ocorre em módulos de aproximadamente 5,5 metros, com armação em aço e posterior concretagem.
Ao todo, estão previstos 12 pares de estais em cada uma das duas torres principais, responsáveis por sustentar o tabuleiro no segmento suspenso.
As torres, com cerca de 40 metros de altura a partir da base da ponte, já concentram praticamente todos os cabos previstos no projeto estrutural.
Cada estai é formado por dezenas de cordoalhas internas tensionadas, compondo o sistema que garante estabilidade ao vão central.
Números da obra e estrutura principal já visível

Além do trecho estaiado, o projeto inclui longarinas pré-moldadas e vigas lançadas ao longo dos demais segmentos.
Conforme balanço oficial, 160 vigas já foram posicionadas, consolidando a silhueta quase completa da ponte sobre a baía.
A obra integra ainda ciclovia, faixa para pedestres e quatro pistas de rolamento, duas em cada sentido.
A configuração foi planejada para absorver o fluxo atual e futuro de veículos, especialmente nos períodos de maior movimento turístico no litoral paranaense.
Embora a estrutura principal esteja visivelmente avançada, os trabalhos seguem em ritmo intenso nos acessos viários.
Parte relevante dos 9% restantes concentra-se justamente nas interligações com a malha urbana de Guaratuba e Matinhos.
Acessos viários concentram etapa decisiva da construção
No lado norte, equipes atuam na conformação da rampa de acesso e na transição para o trecho pré-moldado, etapa que exige nivelamento adequado para garantir segurança e conforto aos motoristas.
Máquinas realizam compactação de solo e preparação da base que receberá o pavimento.

Já no lado sul, o avanço inclui contenções, drenagem e preparação para aplicação de concreto betuminoso usinado a quente, material previsto para o acabamento das pistas nos acessos.
Caminhões, tratores e equipamentos de concretagem seguem operando diariamente no canteiro.
O projeto também contempla rotatórias e reorganização do tráfego nas imediações, além da futura desativação da estrutura de embarque da balsa.
Ainda não foi divulgada oficialmente a data exata para encerramento definitivo da travessia fluvial.
Impacto no trânsito e expectativa no litoral do Paraná
Enquanto a ponte não é entregue, a dependência da balsa continua gerando congestionamentos em feriados e eventos.
Em dias que antecedem datas festivas, a fila pode alcançar áreas próximas a pontos turísticos e hotéis da região, afetando moradores e visitantes.
A promessa de redução no tempo de deslocamento é um dos principais argumentos do governo estadual para defender o investimento.
A travessia terrestre deverá eliminar a espera pela embarcação e reduzir gargalos logísticos, sobretudo no transporte de serviços e abastecimento.

Além da mobilidade, o projeto inclui monitoramento ambiental contínuo, conforme exigências legais estabelecidas no licenciamento.
O acompanhamento envolve fauna, flora e controle de impactos na Baía de Guaratuba durante todas as fases da construção.
Regras de operação e restrição de cargas na nova ponte
A futura operação da ponte terá restrições para veículos com peso superior a 26 toneladas nos acessos urbanos, conforme informações técnicas já apresentadas em reuniões públicas.
A limitação busca compatibilizar o tráfego pesado com as vias municipais existentes.
Apesar de a estrutura principal suportar cargas mais elevadas, a malha viária de ligação nas duas cidades impõe condicionantes operacionais.
A instalação de posto policial nas proximidades está prevista para fiscalizar o cumprimento das regras e garantir segurança viária.
Com a silhueta praticamente definida e o vão central próximo da etapa de união, a obra entra no período decisivo de acabamento estrutural e viário.
Restam serviços de pavimentação, instalação de barreiras, sinalização, sistemas de drenagem e ajustes finais nos encontros com os acessos.
O cronograma oficial mantém abril de 2026 como meta para entrega, mas a conclusão depende da execução integral das etapas restantes dentro do prazo previsto.
A consolidação dos acessos e a finalização dos sistemas de segurança serão determinantes para a liberação ao tráfego.
A Ponte de Guaratuba representa uma das maiores intervenções de infraestrutura já realizadas no litoral paranaense, tanto pela complexidade técnica quanto pelo impacto direto na rotina da população local.
Com 91% dos serviços executados, a fase atual combina expectativa e atenção aos detalhes finais.
Se a estrutura central já se aproxima da etapa simbólica de união, os acessos e acabamentos ainda exigem ritmo intenso para cumprir o calendário anunciado pelo governo estadual.


A travessia é dentro do município de Guaratuba, é o mesmo município de Guaratuba dos dois lados da ponte que está sendo construída. A divisa com o município de Matinhos é próximo a divisa de cerca da estação da Sanepar em direção ao balneário de Caiobá (uma vila) pertencente ao município de Matinhos, é só ir até o local e confirmar com o marco tipográfico existente lá, cravando no concreto. A verdade é que nunca do outro lado da baía foi Matinhos. O férri nunca cobrou a travessia para quem comprovassem ser morador de Guaratuba apresentado os documentos do veículo, é o acordo até hoje. Portanto vamos ser justos e acertos ao nos referirmos a ligação da ponte, pois a baía é a baía de Guaratuba e está completamente dentro do município de Guaratuba, é Guaratuba dos dois lados. Saindo da ignorância. Câmbio final.