A expansão de Tanger Med 2 combinou 96 caixões no quebra-mar principal e 10 no secundário, além de estruturas inclinadas e 1.200 metros de cais. Entregue em 2014, o projeto ampliou a proteção marítima de grande escala e acrescentou capacidade anual para 5,2 milhões de contêineres no complexo portuário marroquino.
Os caixões gigantes de concreto estão entre os elementos mais impressionantes da ampliação do complexo Tanger Med, no Marrocos. Na execução do Tanger Med 2, a Bouygues detalha 96 unidades de quatro lóbulos no quebra-mar principal e outras 10 no secundário, totalizando 106 estruturas integradas às barreiras construídas para enfrentar o ambiente marítimo e proteger a nova área portuária.
Os dados constam de informações técnicas da Bouygues Construction e da Tanger Med Engineering. A Bouygues informa que sua participação na expansão foi entregue em fevereiro de 2014, enquanto a engenharia do complexo descreve obras marítimas executadas em profundidades de até 35 metros. As duas fontes usam métricas e escopos diferentes para os diques, por isso seus números precisam ser apresentados separadamente.
Tanger Med 2 nasceu da necessidade de ampliar um complexo voltado ao comércio marítimo

O empreendimento está localizado no Marrocos, na região de Tânger, em uma posição voltada para grandes fluxos de navegação internacional. A Tanger Med Engineering afirma que a intensificação do comércio de mercadorias levou à expansão do complexo e ao desenvolvimento do Tanger Med 2.
-
Mulher atravessa 3.200 km do Wyoming à Flórida após receber ligação, chega a dormir no carro e parte para reencontrar cachorro desaparecido havia 4 anos e completa longa jornada após microchip revelar onde ele estava
-
Mãe solo deixou os filhos no Brasil para tentar recomeçar sozinha na Irlanda, após ganhar quase R$ 2 mil como cuidadora e ser demitida por uma lesão no joelho; 3 anos depois, conseguiu trazer os quatro legalmente e hoje planeja a cidadania irlandesa
-
Capixaba deixou Vitória por incentivo da mãe e da tia, mudou-se para a Europa, passou por Lisboa e Málaga, trabalhou descarregando contêineres e correu atrás de toda a documentação até virar caminhoneiro e passou a cruzar estradas europeias em jornadas de 9 horas ao volante, com 11 horas de descanso e 45 horas em casa
-
Flávia Lopes viu a água diminuir em uma propriedade no interior de Minas, protegeu as nascentes e áreas de recarga, plantou cerca de mil árvores e transformou 2 hectares em um sistema agroflorestal com café, banana e cacau, onde passou a produzir ao lado do marido e levou seu conilon ao 5º lugar nacional entre os canéforas
Segundo a empresa de engenharia, o projeto foi concebido para ampliar fortemente a capacidade portuária disponível, acrescentando novas áreas, cais, proteção marítima e infraestrutura para operações de contêineres. A Bouygues Travaux Publics e a BYMARO, subsidiária da Bouygues Bâtiment International, participaram das obras marítimas descritas pela construtora.
106 caixões gigantes de concreto foram distribuídos entre dois quebra-mares

No quebra-mar principal do Med 2, a Bouygues informa a execução de um trecho de 2.710 metros constituído por 96 caixões de quatro lóbulos. A mesma estrutura incluía ainda 955 metros em solução inclinada, protegida por 5.760 unidades Accropodes™.
O quebra-mar secundário seguiu uma combinação semelhante. Foram 341 metros estruturados com 10 caixões de quatro lóbulos, além de 377 metros de solução inclinada com 3.581 Accropodes™. Somando apenas as unidades informadas nesses dois trechos, chegam-se aos 106 caixões gigantes de concreto utilizados na solução descrita pela Bouygues.
Quebra-mares do Med 2 somaram aproximadamente 4,4 quilômetros

Os números-chave publicados pela construtora apontam 3.665 metros para o quebra-mar principal do Tanger Med 2 e 718 metros para o secundário. Juntos, eles alcançam 4.383 metros, ou aproximadamente 4,4 quilômetros de estruturas marítimas.
Essa extensão não deve ser confundida com outro número publicado pela Tanger Med Engineering. A empresa cita, dentro de seu escopo técnico mais amplo para o novo porto, 4,8 quilômetros de diques de caixão em profundidades de até 35 metros. As fontes descrevem componentes e responsabilidades do empreendimento de formas diferentes, portanto não é adequado tratar 4,4 km e 4,8 km como a mesma medição.
Estruturas marítimas chegaram a áreas com até 35 metros de profundidade
A Tanger Med Engineering informa que acompanhou estudos e obras para implantação de diques de caixão em cotas de até -35 metros, dimensão que evidencia a escala da engenharia marítima empregada no projeto.
Trabalhar nessas condições exige que a infraestrutura final suporte permanentemente ondas, pressão da água e esforços associados ao ambiente costeiro. Os caixões gigantes de concreto funcionam como componentes estruturais de grande massa dentro desse sistema de proteção, formando trechos contínuos dos diques marítimos.
Caixões eram construídos em terra antes de serem lançados na água

A Bouygues descreve uma sequência de construção na qual os caixões eram inicialmente produzidos em terra por meio de fôrma deslizante. Depois dessa etapa, as estruturas eram lançadas na água e incorporadas aos trechos previstos dos quebra-mares.
Esse método permite fabricar grandes componentes de concreto em ambiente controlado antes da instalação marítima. Em vez de executar toda a estrutura no fundo do mar, parte relevante do trabalho pesado era preparada previamente em terra e posteriormente posicionada na água.
Paredes perfuradas ajudavam a reduzir o impacto das ondas
A concepção usada pela Bouygues incluía caixões absorventes com câmaras internas. No lado voltado para o mar, as paredes apresentam perfurações destinadas a interferir na energia das ondas.
De acordo com a construtora, essa configuração ajuda a diminuir o impacto da agitação marítima e a limitar a passagem de água sobre a estrutura. Os caixões, portanto, não atuavam somente como grandes blocos de massa: sua geometria fazia parte do próprio funcionamento hidráulico do quebra-mar.
Milhares de Accropodes completaram proteção onde a solução era inclinada
Nem toda a extensão das muralhas marítimas foi executada com caixões. Nos segmentos inclinados, a obra empregou milhares de Accropodes™, peças de concreto desenvolvidas para formar uma camada resistente sobre quebra-mares de talude.
Foram informadas 5.760 unidades no trecho inclinado do quebra-mar principal e outras 3.581 no secundário. A combinação permitiu adaptar a solução construtiva às diferentes condições encontradas ao longo do traçado, alternando estruturas de caixões e barreiras inclinadas.
Ampliação acrescentou 1.200 metros de cais à infraestrutura
Além da proteção marítima, a Bouygues informa que o Tanger Med 2 recebeu 1.200 metros adicionais de cais dentro do pacote de ampliação descrito pela empresa.
A Tanger Med Engineering apresenta um escopo mais amplo, citando também 2.800 metros lineares de cais em blocos, 160 hectares de terreno, remoção de 2,5 milhões de metros cúbicos de rocha, doca de serviço, vias e diferentes redes. Os números novamente refletem descrições de escopos distintos dentro do desenvolvimento geral do novo porto.
Capacidade adicional chegou a 5,2 milhões de contêineres por ano
O resultado operacional esperado para a expansão aparece de forma direta nos dados da Bouygues: os novos diques e cais proporcionaram capacidade anual adicional de 5,2 milhões de contêineres.
Esse número ajuda a explicar por que o projeto exigiu uma infraestrutura marítima tão extensa. Os caixões gigantes de concreto, os quebra-mares, o cais e as áreas terrestres não eram estruturas isoladas; formavam a base física necessária para aumentar o volume que o complexo poderia receber e movimentar.
Obra transformou proteção contra o mar em infraestrutura para ampliar capacidade portuária
A lógica do Tanger Med 2 combina duas necessidades que precisam funcionar simultaneamente. Por um lado, os terminais necessitam de espaço, cais e infraestrutura para receber operações de carga. Por outro, esse ambiente depende de águas protegidas para que os serviços portuários possam ocorrer nas condições previstas pelo projeto.
Foi nesse ponto que 106 caixões gigantes de concreto, milhares de Accropodes e quilômetros de quebra-mares passaram a funcionar como parte de uma única solução de engenharia marítima. A proteção física do porto criou as condições para que a expansão adicionasse milhões de contêineres de capacidade anual.
De estruturas lançadas ao Mediterrâneo a milhões de contêineres adicionais por ano
O Tanger Med 2 mostra a dimensão que uma expansão portuária pode alcançar antes mesmo de os guindastes começarem a movimentar cargas. Foram necessários dois grandes quebra-mares, 106 caixões, milhares de peças de concreto, novos cais e obras realizadas em águas que, segundo a Tanger Med Engineering, chegam a profundidades de até 35 metros.
No resultado informado pela Bouygues, toda essa infraestrutura contribuiu para adicionar capacidade equivalente a 5,2 milhões de contêineres por ano. Na sua opinião, o que mais impressiona nessa obra: lançar estruturas gigantes de concreto ao mar, construir em grandes profundidades ou transformar quilômetros de proteção marítima em capacidade logística? Conte nos comentários.

