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Mais de 500 milhões de absorventes já foram distribuídos gratuitamente pelo SUS em dois anos e você pode retirar os seus em qualquer farmácia do Farmácia Popular com CPF e documento de identidade com foto

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 15/04/2026 às 11:36 Atualizado em 15/04/2026 às 23:27
O SUS já distribuiu 500 milhões de absorventes grátis pelo Programa Dignidade Menstrual. Veja como retirar os seus na farmácia com CPF e documento.
O SUS já distribuiu 500 milhões de absorventes grátis pelo Programa Dignidade Menstrual. Veja como retirar os seus na farmácia com CPF e documento.
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O SUS já colocou mais de 500 milhões de absorventes gratuitos nas mãos de quem precisa. Em dois anos de funcionamento, o Programa Dignidade Menstrual distribuiu essas unidades com um investimento que superou R$ 248 milhões e beneficiou mais de três milhões de pessoas em todo o Brasil. Para retirar absorventes gratuitos pelo SUS, é necessário ter entre 10 e 49 anos e atender a pelo menos um dos critérios do programa: estar inscrita no CadÚnico com renda mensal de até R$ 218, ser estudante de baixa renda da rede pública ou estar em situação de rua. A retirada é feita em farmácias credenciadas ao Farmácia Popular com CPF e documento de identidade com foto.

O programa existe porque a falta de absorventes é um problema que vai muito além da higiene. Estudos indicam que meninas em idade escolar podem perder até seis dias de aula por mês por não terem acesso a absorventes, e mulheres adultas têm comprometido o acesso ao trabalho, à cultura e ao lazer pela mesma razão. O coordenador-geral do Farmácia Popular, Bruno Fernandes, destacou que “esse item traz dignidade e mais igualdade de gênero” e que “não é apenas um programa de saúde, mas uma iniciativa com diversos outros benefícios”. O SUS transformou o absorvente em questão de política pública, e os números mostram que a demanda é real.

Como retirar absorventes gratuitos pelo SUS passo a passo

O processo para obter absorventes pelo SUS é mais simples do que muita gente imagina. O primeiro passo é conseguir a autorização de retirada, que pode ser emitida de duas formas: presencialmente nas Unidades Básicas de Saúde ou digitalmente pelo aplicativo ou site Meu SUS Digital. Para estudantes de baixa renda da rede pública, a autorização também pode ser gerada pela página de consulta do programa Pé-de-Meia. O documento tem validade de 180 dias, o que dá tempo suficiente para a beneficiária organizar a retirada.

Com a autorização em mãos, a retirada é feita em qualquer farmácia credenciada ao programa Farmácia Popular. A cada autorização emitida pelo SUS, a beneficiária pode retirar 40 absorventes, quantidade calculada para cobrir dois ciclos menstruais. Na farmácia, basta apresentar o CPF e um documento de identidade com foto. Não é necessário levar cartão do SUS nem receita médica. O processo é gratuito do início ao fim, sem nenhum custo para a beneficiária.

Quem tem direito aos absorventes gratuitos distribuídos pelo SUS

O Programa Dignidade Menstrual do SUS atende mulheres e pessoas que menstruam com idade entre 10 e 49 anos, mas não é aberto a toda a população nessa faixa etária. Existem três critérios de elegibilidade: estar inscrita no CadÚnico com renda mensal de até R$ 218 por pessoa, ser estudante de baixa renda matriculada na rede pública de ensino ou estar em situação de rua. Pelo menos um desses critérios precisa ser atendido para que a pessoa tenha direito à retirada.

A faixa etária de 10 a 49 anos abrange desde meninas que estão começando a menstruar até mulheres que se aproximam da menopausa. Para o SUS, incluir adolescentes a partir dos 10 anos é fundamental porque a pobreza menstrual atinge com mais força justamente quem está em fase escolar, período em que a ausência por falta de absorvente pode comprometer o aprendizado e aumentar o risco de evasão. O programa reconhece que garantir acesso a absorventes não é luxo, é condição básica para que meninas e mulheres participem plenamente da vida social.

O que os números do programa revelam sobre a pobreza menstrual no Brasil

Os 500 milhões de absorventes distribuídos pelo SUS em dois anos não são apenas uma estatística impressionante, são a medida de um problema que o Brasil enfrentou em silêncio por décadas. Mais de três milhões de pessoas foram beneficiadas pelo programa, o que indica que milhões de brasileiras não tinham condições de comprar absorventes com recursos próprios e dependiam de soluções improvisadas como papel higiênico, panos ou até jornal para lidar com o ciclo menstrual.

O investimento de mais de R$ 248 milhões pelo SUS em absorventes gratuitos pode parecer elevado, mas os retornos são mensuráveis. Cada menina que deixa de faltar à escola porque tem absorventes é uma menina com mais chances de completar os estudos, ingressar no mercado de trabalho e sair da condição de vulnerabilidade que a tornou elegível ao programa. Para o SUS, o custo de distribuir absorventes é significativamente menor do que o custo social de uma geração de mulheres afastadas da escola e do trabalho por falta de um item básico de higiene.

O programa Farmácia Popular, que já era conhecido por distribuir medicamentos gratuitos ou com desconto, ganhou uma nova função com o Programa Dignidade Menstrual. As farmácias credenciadas ao Farmácia Popular são o ponto de retirada dos absorventes do SUS, o que amplia significativamente o alcance do programa ao usar uma rede de distribuição que já existe e está espalhada por praticamente todos os municípios brasileiros.

Essa escolha logística é estratégica. Em vez de criar uma nova estrutura de distribuição, o SUS aproveitou a capilaridade do Farmácia Popular para levar absorventes a locais onde Unidades Básicas de Saúde podem não estar disponíveis ou onde o horário de funcionamento das UBS não atende à rotina das beneficiárias. As farmácias credenciadas funcionam em horário comercial estendido e estão presentes em bairros e cidades pequenas onde a infraestrutura pública de saúde é limitada, facilitando o acesso de quem mais precisa.

O que ainda precisa melhorar no programa de absorventes do SUS

Apesar dos números expressivos, o programa tem espaço para crescer. Estima-se que milhões de mulheres elegíveis ainda não retiraram absorventes pelo SUS, seja por desconhecimento do programa, dificuldade de acesso ao CadÚnico ou falta de informação sobre como gerar a autorização. A divulgação nas escolas públicas, que atendem diretamente uma das principais faixas do público-alvo, é uma das frentes que podem ampliar o alcance da iniciativa.

Outro ponto de atenção é a quantidade de absorventes por autorização. Os 40 absorventes disponíveis a cada emissão cobrem dois ciclos menstruais, mas para mulheres com fluxo intenso a quantidade pode ser insuficiente, obrigando-as a complementar com compras do próprio bolso ou a esperar pela próxima autorização. Ainda assim, o programa do SUS representa o maior esforço público já realizado no Brasil para enfrentar a pobreza menstrual, e os 500 milhões de absorventes distribuídos provam que a demanda justifica cada centavo investido.

O SUS já distribuiu mais de 500 milhões de absorventes gratuitos pelo Programa Dignidade Menstrual. Você sabia que podia retirar absorventes de graça na farmácia? Conhece alguém que precisa dessa informação? Compartilhe e comente.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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