Uma formação colossal escondida sob o Oceano Pacífico revelou dimensões comparáveis a países inteiros e obrigou cientistas a revisar conceitos sobre vulcanismo e expansão do fundo oceânico
Uma descoberta geológica de grande impacto científico voltou a chamar atenção da comunidade internacional nos últimos anos.
O Maciço Tamu, localizado no noroeste do Oceano Pacífico, próximo à elevação de Shatsky e a leste do Japão, revelou dimensões extraordinárias que transformaram o entendimento sobre a tectônica da Terra.
Com aproximadamente 310 mil quilômetros quadrados de área, essa estrutura submersa possui dimensões comparáveis à soma territorial da Grã-Bretanha e da Irlanda.
Além disso, seu topo repousa a cerca de 1.980 metros abaixo da superfície do mar, enquanto sua base mergulha até 6,4 quilômetros na crosta terrestre.
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Esse conjunto de proporções impressionantes fez com que o Maciço Tamu passasse a ser considerado uma das maiores estruturas vulcânicas já identificadas no planeta.
Dimensões colossais revelam escala do Maciço Tamu
Primeiramente, estudos geofísicos mostraram que o Maciço Tamu domina grande parte da elevação de Shatsky, uma região geológica extensa do Pacífico.
Além disso, sua estrutura possui aproximadamente 4.460 metros de altura total, medida entre a base e o topo da formação.
Consequentemente, quando comparado a vulcões conhecidos, o contraste impressiona.
O Maciço Tamu é cerca de 60 vezes maior que o vulcão Mauna Loa, no Havaí, considerado um dos maiores vulcões ativos da Terra.
Entre as principais características registradas por estudos geológicos estão:
- Área de cobertura: cerca de 310.000 km²
- Extensão do domo vulcânico: aproximadamente 450 por 650 quilômetros
- Altura total da estrutura: cerca de 4.460 metros
- Profundidade do topo: aproximadamente 1.980 metros abaixo da superfície oceânica
Essas medidas evidenciam a dimensão excepcional dessa montanha submarina.
Descoberta científica surpreende a geologia em 2013
Durante muitos anos, cientistas acreditaram que a região da elevação de Shatsky fosse composta por diversos pequenos vulcões agrupados.
Entretanto, novas pesquisas lideradas pelo geofísico William Sager, da Texas A&M University, mudaram esse entendimento.
Em setembro de 2013, um estudo publicado na revista científica Nature Geoscience apresentou uma nova interpretação.
Os pesquisadores concluíram que a estrutura poderia ser um único vulcão gigante formado por erupções efusivas centrais.
Naquele momento, a descoberta gerou grande repercussão científica.
Inclusive, alguns especialistas chegaram a comparar a escala do Maciço Tamu com o Olympus Mons, o maior vulcão conhecido de Marte.
Nova análise magnética redefine a origem da estrutura
Posteriormente, entretanto, novas investigações ampliaram o entendimento sobre a formação do Maciço Tamu.
Em 2019, uma expedição científica realizada a bordo do navio Falkor, do Schmidt Ocean Institute, realizou um mapeamento detalhado do fundo oceânico.
Durante essa missão, os pesquisadores coletaram quase dois milhões de medições magnéticas na região.
Os resultados revelaram blocos de crosta com polaridades magnéticas opostas organizados em padrões lineares.
Esse comportamento indicou que a estrutura provavelmente não é um vulcão isolado.
Em vez disso, os dados sugerem que o Maciço Tamu foi formado pela expansão do fundo oceânico em uma dorsal tectônica ativa no passado geológico.
Perfurações revelam erupções massivas no Jurássico
Além das análises magnéticas, perfurações científicas forneceram novas evidências sobre a origem da formação.
Durante a Expedição 324 do Programa Internacional de Descoberta Oceânica, cientistas extraíram fluxos de basalto com até 23 metros de espessura.
Essas rochas confirmaram a ocorrência de erupções extremamente efusivas durante o Jurássico Superior, aproximadamente há 145 milhões de anos.
Segundo os estudos geológicos, a formação ocorreu em um ambiente tectônico complexo conhecido como junção tríplice, onde três placas tectônicas se separavam simultaneamente.
Diversos fatores contribuíram para a formação da estrutura:
- Separação simultânea de três placas tectônicas no Pacífico
- Fraturas crustais que permitiram a ascensão de grandes volumes de magma
- Interação entre pluma mantélica e dorsal oceânica
- Formação de raízes crustais profundas pela isostasia de Airy
Esse conjunto de processos geológicos transformou a região em um importante laboratório natural para estudos de vulcanismo submarino.
Revisão científica amplia o entendimento da tectônica
Com o avanço das pesquisas, o Maciço Tamu passou a desempenhar um papel fundamental na geofísica moderna.
Os dados sísmicos e magnéticos demonstram que grandes platôs vulcânicos podem se formar a partir da simples expansão do fundo oceânico.
Essa constatação enfraquece antigas analogias da geologia que atribuíam formações gigantes apenas à ação de plumas mantélicas isoladas.
Consequentemente, o estudo do Maciço Tamu contribui diretamente para a revisão de modelos clássicos da tectônica de placas.
O legado científico do gigante submerso
Atualmente, expedições científicas continuam investigando as profundezas da região.
Cada nova amostra de rocha coletada ajuda pesquisadores a compreender como grandes províncias ígneas oceânicas se formaram ao longo da história geológica da Terra.
Enquanto isso, o Maciço Tamu permanece silencioso a quase dois quilômetros abaixo da superfície do Pacífico.
Mesmo assim, sua existência continua ampliando o conhecimento científico sobre os processos que moldaram o planeta.
Quantos outros gigantes geológicos ainda permanecem escondidos nas profundezas dos oceanos da Terra?

Sería deseable que este volcán siga dormido definitivamente.
Que países afectaría si el volcán Tamu hiciera erupción ???
Artículos interesantes, pero sin una rigurosa revisión de redacción y cifras antes de publicar.