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Lockheed Martin quer driblar guerra eletrônica com tecnologia militar grudada no casco de navio e submarino

Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 10/02/2026 às 21:04
Atualizado em 10/02/2026 às 21:06
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Novo drone submarino da Lockheed Martin mira vigilância naval persistente, com recarga em movimento e espaço para sensores em operações com navio e submarino
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Novo drone submarino da Lockheed Martin mira vigilância naval persistente, com recarga em movimento e espaço para sensores em operações com navio e submarino

A Lockheed Martin revelou o Lamprey, um drone submarino projetado para missões longas em ambiente naval, com foco em operar com mais discrição e resistência em cenários de guerra eletrônica.

A apuração foi publicada por Lockheed Martin, empresa de tecnologia e defesa dos Estados Unidos. O conceito busca ampliar a autonomia ao permitir que o drone economize energia no deslocamento e chegue à área de atuação com bateria preservada, usando o apoio de navio e submarino aliados.

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Drone submarino da Lockheed Martin aposta em autonomia para missões navais longas

O Lamprey opera de forma autônoma, com computadores e sensores embarcados, e foi pensado como uma plataforma de múltiplas missões dentro da tecnologia militar.

A lógica é enfrentar um problema recorrente do ambiente submarino: chegar longe sem consumir a energia que deveria ser usada na atividade principal, como vigilância, coleta de dados e monitoramento de áreas extensas.

Em vez de depender apenas do que carrega ao sair da base, o projeto amplia o tempo útil ao combinar deslocamento assistido e geração de energia durante o trajeto, mantendo o drone naval mais disponível para a fase crítica da missão.

Como o Lamprey gruda no casco de navio e submarino para economizar energia

O corpo do Lamprey tem formato mais retangular e usa um sistema de fixação para grudar no casco de um navio ou submarino aliado. Esse encaixe reduz a necessidade de propulsão constante durante o deslocamento.

A recarga ocorre em movimento por meio de hidrogeradores integrados, capazes de gerar eletricidade a partir do avanço na água. A proposta é permitir que o drone chegue ao destino com 100% de bateria disponível para propulsão, sensores e sistemas de bordo.

O sistema também inclui um mastro para comunicação, com capacidade de operar tanto na superfície quanto abaixo dela, facilitando o envio e o recebimento de informações quando necessário.

Compartimento de 0,68 metro cúbico abre espaço para sensores e cargas de tecnologia militar

O Lamprey foi desenhado com arquitetura aberta, o que permite trocar módulos conforme a missão. O compartimento interno tem 24 pés cúbicos, equivalente a 0,68 metro cúbico, espaço voltado a diferentes tipos de carga.

Entre as possibilidades citadas estão sensores de coleta de dados, recursos ligados a guerra eletrônica, iscas acústicas que imitam outras embarcações e lançadores retráteis de drones aéreos.

Também aparece a opção de torpedos leves para atuação anti submarino, ampliando o perfil de uso para cenários que vão além da observação, dentro da proposta de um sistema flexível para operações navais.

Operação silenciosa no fundo do mar amplia vigilância naval e complica a guerra eletrônica

O conceito inclui comportamento em grupo, com múltiplos veículos posicionados no leito do mar para observar e coletar dados com baixa exposição.

A ideia é manter o drone submarino em espera, com atuação sob comando para transmitir informações, mudar de área ou iniciar uma ação, reduzindo intervenção direta e aumentando a persistência da presença no ambiente naval.

Esse tipo de postura tende a elevar a complexidade em disputas por detecção e ocultação, especialmente quando sistemas e comunicações precisam resistir a interferências e pressões de guerra eletrônica.

Lockheed Martin reforça a estratégia de presença persistente com drone naval modular

Lockheed Martin, empresa de tecnologia e defesa dos Estados Unidos, posiciona o Lamprey como peça de uma corrida por presença submarina prolongada, com plataformas capazes de permanecer ativas por mais tempo e cobrir áreas maiores.

A combinação de fixação no casco, recarga em movimento e modularidade de carga tenta reduzir a limitação clássica de autonomia, sem depender apenas de baterias iniciais para todo o percurso.

Para operações com navio e submarino, o efeito prático é ter um drone com mais chance de chegar ao ponto certo com energia preservada, ampliando a utilidade em patrulha, vigilância e missões de apoio em tecnologia militar.

A proposta do Lamprey coloca a autonomia no centro da disputa submarina, com um drone naval capaz de economizar energia no deslocamento, recarregar em movimento e levar cargas diversas em um compartimento de 0,68 metro cúbico.

Em um cenário em que a distância e o silêncio seguem decisivos, soluções que prolongam a permanência no mar podem influenciar tanto a vigilância quanto a capacidade de ficar invisível por mais tempo, inclusive sob pressão de guerra eletrônica.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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