Projeto de VLT deve transformar a mobilidade urbana em Campina Grande, trazendo investimento público milionário e prometendo impactar positivamente a vida de milhares de moradores da região.
Uma das principais iniciativas de mobilidade urbana do Nordeste está prestes a se tornar realidade com a chegada do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Campina Grande, Paraíba.
Com investimento previsto de R$ 100 milhões do Governo Federal, a revitalização da linha férrea que há anos estava desativada já possui data marcada para iniciar operações: o ano de 2026.
A expectativa é beneficiar diretamente mais de 100 mil habitantes da região, segundo projeções das autoridades envolvidas.
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O anúncio foi feito nesta sexta-feira, (11), durante visita oficial do ministro dos Transportes, Renan Filho, ao município.
De acordo com o ministro, os recursos destinados vão possibilitar não apenas a reativação dos trilhos, mas também a implantação de um sistema de transporte moderno e eficiente, alinhado às principais demandas urbanas atuais.
“O grande desafio nosso é colocar essa obra para rodar já em 2026, para a gente vir aqui com o presidente Lula, ao lado do Senador Veneziano, um grande entusiasta e um grande articulador do VLT, entregar essa obra à população”, afirmou Renan Filho em entrevista à imprensa local.
Durante a cerimônia de apresentação do projeto, Tufi Daher Filho, presidente da Ferrovia Transnordestina Logística (FTL), empresa responsável pela malha ferroviária, garantiu que o cronograma prevê a recuperação integral do trecho urbano da linha férrea em até doze meses.

“Daqui a doze meses, no máximo, essa linha férrea já estará totalmente remodelada”, explicou o dirigente, detalhando que as obras de requalificação incluirão tanto a modernização dos trilhos quanto a adequação das estações para receber o novo VLT.
O projeto de recuperação ferroviária contempla 14,8 quilômetros de extensão e será responsável por interligar cinco polos urbanos de Campina Grande.
A proposta é conectar bairros densamente povoados e regiões estratégicas da cidade, promovendo acesso mais rápido, seguro e sustentável ao transporte coletivo.
Ao todo, a expectativa é de que mais de 100 mil pessoas sejam atendidas diretamente pela nova infraestrutura, conforme dados apresentados pela prefeitura municipal.
A linha férrea que será revitalizada estava desativada há décadas e, até então, era considerada um dos grandes desafios da mobilidade urbana na cidade.
Agora, com o aporte milionário, a região se prepara para receber um modal reconhecido por sua eficiência em diversas capitais brasileiras.
O VLT tem se destacado nacionalmente por unir baixo impacto ambiental, conforto aos passageiros e potencial para desafogar o trânsito nas cidades médias e grandes.
Detalhes do novo VLT em Campina Grande
O Veículo Leve sobre Trilhos é um sistema de transporte coletivo que utiliza trens de menor porte, geralmente elétricos, com operação em vias segregadas ou compartilhadas.
O modelo anunciado para Campina Grande segue padrões nacionais de tecnologia e sustentabilidade, buscando atender não só à demanda urbana como também aos critérios de acessibilidade e integração intermodal.
O projeto prevê ainda a instalação de sistemas modernos de bilhetagem eletrônica e monitoramento em tempo real, ampliando o controle operacional e a segurança dos passageiros.
Além disso, o novo VLT trará impactos relevantes para a economia local, segundo especialistas em mobilidade.

O investimento público tende a impulsionar a geração de empregos diretos e indiretos durante as etapas de construção, manutenção e operação do sistema.
O comércio nas áreas próximas às estações também deve ser beneficiado, potencializando a valorização imobiliária e promovendo um ciclo virtuoso de desenvolvimento urbano.
Previsão para início das operações do VLT
De acordo com o cronograma oficial, a reativação completa da linha está prevista para até julho de 2026, prazo estabelecido pelo Ministério dos Transportes.
O planejamento inclui etapas de modernização da infraestrutura, testes operacionais e capacitação das equipes responsáveis pelo funcionamento do VLT.
Caso não haja atrasos, a população deverá contar com o novo modal em funcionamento a partir do segundo semestre de 2026.
Em outras cidades brasileiras onde o VLT foi implantado, como o Rio de Janeiro e Fortaleza, a melhoria da mobilidade urbana foi notória, com ganhos em rapidez, conforto e sustentabilidade.
Em Campina Grande, a expectativa é de que o modelo proporcione benefícios semelhantes, impulsionando a economia e reduzindo o tempo de deslocamento da população.
