PPSA anuncia novo leilão de petróleo da União com 106,5 milhões de barris, envolvendo campos do pré-sal e expectativa de receitas bilionárias em 2026.
A Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) confirmou que vai colocar no mercado 106,5 milhões de barris de petróleo da União em um novo leilão previsto para 29 de julho de 2026. O certame será realizado na B3, em São Paulo, e marcará o sexto leilão de cargas de petróleo promovido pela empresa estatal.
O anúncio foi feito pelo superintendente de Comercialização de Petróleo da PPSA, Guilherme França, durante o Fórum Técnico PPSA 2025, evento que ocorre no Rio de Janeiro. A iniciativa reforça o papel da estatal na gestão e na comercialização do petróleo oriundo dos contratos de partilha do pré-sal.
Campos do pré-sal concentram a maior parte do petróleo ofertado
De acordo com a PPSA, o petróleo ofertado no leilão terá origem em seis campos estratégicos, todos localizados em áreas de grande relevância energética. O maior volume virá do campo de Mero, com 64 milhões de barris, seguido por Búzios, que responderá por 21,5 milhões de barris.
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Além disso, o campo de Bacalhau terá 13 milhões de barris disponíveis. Já Itapu contribuirá com 4 milhões de barris, enquanto Sépia e Atapu terão 2 milhões de barris cada. Segundo a empresa, o leilão será estruturado em lotes, permitindo maior flexibilidade aos compradores.
A PPSA informou ainda que a maior parte das cargas de petróleo será entregue ao longo de 2027, o que reforça o caráter estratégico e de longo prazo da operação.
Receitas da PPSA e impacto do petróleo nas contas públicas
Antes do anúncio do leilão, o presidente da PPSA, Luis Fernando Paroli, destacou as projeções financeiras da estatal. A expectativa é que a empresa arrecade R$ 30,6 bilhões em 2025, enquanto a previsão para 2026 é de R$ 28 bilhões.
A diferença entre os dois anos está diretamente ligada à realização do leilão de áreas não contratadas do pré-sal, que deve responder por R$ 8,79 bilhões da arrecadação total em 2025. No entanto, ainda não há definição se esse tipo de certame será repetido em 2026.
Áreas não contratadas podem voltar ao radar do governo
Entre as áreas não contratadas, uma das mais relevantes é a jazida compartilhada de Tupi, localizada na Bacia de Santos, que foi ofertada neste ano, mas não teve interessados. Por esse motivo, ela pode retornar em um novo leilão futuro. Além disso, a jazida de Jubarte, na Bacia de Campos, surge como outra possibilidade de oferta.
Fontes ligadas à PPSA afirmam que não há, até o momento, sinalização oficial do governo sobre a realização de um novo leilão de áreas não contratadas. Ainda assim, há consenso interno de que, caso o objetivo seja repetir essa estratégia em 2026, a decisão precisaria ocorrer logo no início do ano.
Isso porque o processo envolve avaliações mais aprofundadas e maior rigor do TCU (Tribunal de Contas da União). Com mais tempo disponível, o órgão teria condições de analisar com maior detalhamento os impactos financeiros e jurídicos de um novo certame, o que pode influenciar diretamente o cronograma e a viabilidade das receitas antecipadas do petróleo do pré-sal.

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