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Junta militar de Burkina Faso proibiu todos os partidos políticos, alegando que a medida é necessária para preservar a unidade nacional e reformar a governança

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 30/01/2026 às 13:45
Junta militar do Burkina Faso dissolve partidos, revoga estatutos e transfere bens ao Estado após golpe de 2022.
© Capitaine Ibrahim TRAORÉ/X
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Decreto aprovado pelo conselho de ministros dissolve todas as legendas políticas, revoga regras de financiamento e o estatuto do líder da oposição, transfere bens partidários ao Estado e aprofunda o controlo institucional da junta militar no país após o golpe de setembro de 2022

O governo militar de Burkina Faso aprovou, na quinta-feira, um decreto que dissolve todos os partidos políticos e formações partidárias do país, medida que amplia o controlo institucional após o golpe de setembro de 2022 e redefine o funcionamento formal do sistema político nacional.

A decisão foi tomada em reunião do conselho de ministros e determina o envio ao conselho de transição de um projeto de lei que revoga os estatutos dos partidos, as regras de financiamento partidário e o estatuto do líder da oposição. Todos os bens das organizações dissolvidas deverão ser transferidos ao Estado.

Reforço do controlo político após o golpe

Segundo a ata da reunião, a dissolução integra uma série de medidas adotadas desde a suspensão das atividades políticas ocorrida após o golpe militar de setembro de 2022.

A iniciativa representa o mais recente passo da junta para centralizar decisões institucionais sob administração militar.

O ministro do Interior, Emile Zerbo, afirmou que a medida faz parte de um esforço mais amplo para “reconstruir o Estado”, após o que classificou como abusos e disfunções no sistema multipartidário. Para o governante, a multiplicação de partidos teria aprofundado divisões internas.

Antes do golpe, o país possuía mais de 100 partidos políticos registados. Destes, 15 estavam representados no Parlamento após as eleições gerais realizadas em 2020, compondo a estrutura legislativa então em vigor.

Impacto institucional e críticas de ativistas

Desde que os militares assumiram o poder, ativistas têm alertado para restrições às liberdades cívicas e ao funcionamento da oposição. A liderança militar adiou eleições destinadas a restaurar o governo civil e dissolveu a comissão eleitoral, concentrando atribuições sob o poder de transição.

Essas decisões consolidam um novo arranjo institucional no país, no qual partidos políticos deixam de operar formalmente, enquanto mecanismos eleitorais permanecem suspensos, redefinindo o cenário político burquinês sob gestão militar, ainda que com medidas descritas como temporárias pela junta.

Este artigo foi elaborado com base em informações divulgadas pela DW.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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