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Irã, EUA, nuclear em alerta máximo: agência confirma que material permanece mesmo após ofensiva e negociações tentam evitar ataque iminente

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 20/02/2026 às 08:00
Atualizado em 20/02/2026 às 08:19
AIEA alerta que material nuclear do Irã segue intacto após ataques dos EUA e cobra acordo urgente para evitar conflito.
AIEA alerta que material nuclear do Irã segue intacto após ataques dos EUA e cobra acordo urgente para evitar conflito.
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Chefe da AIEA afirma que material nuclear do Irã permanece em grandes quantidades após ataques dos EUA em junho, enquanto negociações em Genebra avançam sob prazo de até 10 dias e risco de nova escalada militar aumenta na região

O chefe da agência nuclear da ONU alertou que o material nuclear enriquecido do Irã permanece em grandes quantidades após ataques dos EUA no ano passado e defendeu urgência em um acordo diplomático para evitar nova escalada entre Irã, EUA e nuclear.

Irã, EUA, nuclear: material enriquecido permanece após ataques

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, afirmou que a maior parte do material nuclear acumulado pelo Irã até junho do ano passado continua intacta, apesar dos bombardeios dos EUA contra três grandes instalações.

Segundo ele, parte do material pode estar menos acessível, mas permanece no local onde se encontrava no momento dos ataques. Do ponto de vista da não proliferação, o material segue existente, o que aumenta a pressão por um acordo.

Grossi classificou como urgente a necessidade de entendimento entre Irã e EUA para impedir nova ação militar na região. Ele declarou que o tempo disponível para negociações é limitado e destacou o risco representado pelas reservas de material enriquecido.

A declaração foi feita em entrevista à emissora francesa TF1, publicada online na quarta-feira. Grossi se referiu às negociações em Genebra como dois passos à frente, mas afirmou que esforços adicionais ainda são necessários.

Negociações em Genebra avançam, mas detalhes permanecem abertos

Os Estados Unidos e o Irã concluíram uma rodada de negociações na terça-feira, em Genebra. Ambos os lados afirmaram que houve progresso, embora um funcionário norte-americano tenha dito à CBS News que ainda existem muitos detalhes a discutir.

De acordo com o mesmo funcionário, o Irã deve retornar em algumas semanas com propostas detalhadas para abordar lacunas ainda abertas nas posições das partes. As conversas ocorrem enquanto o presidente Donald Trump reforça a presença militar dos EUA na região.

Trump condicionou a ausência de novos ataques a um acordo que limite o programa nuclear iraniano. Ele afirmou que não permitirá, sob nenhuma circunstância, que o Irã desenvolva capacidade de arma nuclear.

Divergências sobre impacto da “Operation Midnight Hammer”

Após a chamada Operation Midnight Hammer, realizada em junho, Trump e o secretário de Defesa Pete Hegseth afirmaram que os ataques haviam obliterado o programa nuclear iraniano.

Entretanto, questionamentos surgiram rapidamente sobre a extensão dos danos causados. Uma avaliação inicial confidencial dos EUA indicou que o programa nuclear de Teerã teria sido atrasado por meses.

Trump, por sua vez, declarou que o programa havia sido atrasado basicamente por décadas. As avaliações divergentes alimentaram o debate sobre a eficácia dos ataques e reforçaram a importância das negociações diplomáticas.

Risco de ampliação do conflito preocupa agência nuclear

Enquanto navios de guerra e aeronaves russas participaram de exercícios militares iranianos no Estreito de Ormuz e no Golfo de Omã nesta semana, Grossi ressaltou a necessidade de evitar novo confronto entre Irã e EUA.

Ele alertou para o risco real de transbordamento e expansão do conflito para outros países. Segundo o diretor da AIEA, tudo deve ser feito para impedir que essa situação ocorra.

Grossi descreveu o momento atual como decisivo em uma longa história marcada por sucessos e fracassos. Ele também mencionou o impasse prolongado moldado por conflitos, incluindo a chamada guerra de 12 dias em junho do ano passado.

Segundo ele, agora existe a possibilidade de um diálogo que começa a tomar forma de maneira concreta pela primeira vez. O fato de ter sido convidado pelas partes envolvidas foi considerado um sinal positivo.

Indícios atuais e clima de decisão iminente

Questionado sobre indícios de que o Irã esteja atualmente trabalhando para desenvolver capacidade de arma nuclear, Grossi afirmou que a agência não observou tal atividade.

Ele declarou que, ao contrário, percebe hoje disposição de ambos os lados para chegar a um acordo. Ainda assim, o clima em Washington tornou-se mais urgente nos últimos dias.

Fontes disseram à CBS News que Trump não tomou decisão final, mas considera um ataque ao Irã já neste fim de semana. O presidente afirmou que agora é o momento de o Irã aderir ao caminho proposto.

Ele acrescentou que, se isso não ocorrer, coisas ruins acontecerão. Também declarou que talvez um acordo seja fechado e que novidades devem surgir nos próximos 10 dias.

Em paralelo, o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, pediu que cidadãos poloneses deixem imediatamente o Irã. Ele recomendou que ninguém viaje ao país sob nenhuma circunstância.

Tusk citou a possibilidade muito real de um conflito que possa tornar evacuações impossíveis em breve. O cenário reforça o clima de tensão em torno das negociações envolvendo Irã, EUA e nuclear.

As declarações ocorrem em meio a imagens de satélite do Centro de Tecnologia Nuclear de Esfahan, divulgadas em janeiro de 2026. O material nuclear, segundo Grossi, permanece em grandes quantidades.

O chefe da AIEA reiterou que o problema central é a limitação do tempo disponível para evitar nova confrontação. Para ele, o momento representa uma oportunidade concreta de tratar questões práticas sobre o programa iraniano.

Ao mencionar a guerra de 12 dias, Grossi destacou que o histórico recente reforça a necessidade de solução diplomática. O impasse persiste, mas as conversas continuam.

O debate sobre Irã, EUA e nuclear segue aberto, com negociações em andamento e decisões que podem ser tomadas nos próximos dias. O desfecho dependerá das propostas a serem apresentadas e da avaliação das partes envolvidas.

Fonte: CBSNEWS

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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