Formação gratuita do IFSP oferece vagas presenciais em oito cidades com bolsa mensal para mulheres em situação de vulnerabilidade social e foco em direitos, cidadania e enfrentamento à violência de gênero ao longo de 2026.
O Instituto Federal de São Paulo abriu inscrições para o curso gratuito Formação Popular em Direitos das Mulheres, com oferta de 320 vagas presenciais em oito cidades paulistas e possibilidade de bolsa-auxílio mensal de R$ 300 para parte das matriculadas que atenderem aos critérios do edital.
A formação será realizada entre maio e dezembro de 2026, tem carga horária total de 60 horas e integra uma iniciativa coordenada pelo campus Hortolândia em parceria com o Ministério das Mulheres.
A seleção é voltada a mulheres com 18 anos ou mais, com disponibilidade para frequentar as atividades presenciais e participar das ações comunitárias previstas ao longo do curso.
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O IFSP informa que a prioridade é para candidatas que morem na região onde a turma será ofertada, o que busca aproximar a formação das redes locais de proteção, informação e apoio às mulheres.
Curso presencial em oito cidades de São Paulo
No estado de São Paulo, as turmas serão distribuídas entre os campi Itapetininga, Hortolândia, Jundiaí, Campos do Jordão, Jacareí, Bragança Paulista, Pirituba e Presidente Prudente.
A oferta total é de até 320 vagas, o que corresponde a 40 lugares por turma, sempre em formato presencial e com cronogramas definidos de acordo com cada unidade.
Embora o foco imediato seja a formação das participantes, a proposta não se limita ao conteúdo em sala.
Segundo a descrição institucional do projeto, a iniciativa foi desenhada para preparar mulheres para atuar em seus territórios com informação sobre direitos, prevenção à violência de gênero, acesso à justiça e fortalecimento das redes comunitárias de acolhimento.
A ação faz parte do projeto Formação e Ação Regional pelo Fim da Violência contra as Mulheres, alinhado à política nacional de enfrentamento à violência contra as mulheres.
Em âmbito nacional, o programa reúne seis institutos federais e prevê a formação de mais de mil mulheres ao longo de 2026, com investimento de R$ 6 milhões, segundo o Ministério das Mulheres.
Bolsa de R$ 300 e critérios para receber o auxílio
O pagamento da bolsa não será automático para todas as selecionadas.
De acordo com as informações divulgadas pelo IFSP, a candidata aprovada precisará se autodeclarar em situação de vulnerabilidade e/ou risco social, efetuar a matrícula com a documentação exigida e manter presença regular nas aulas para ter direito ao auxílio financeiro mensal de R$ 300.
Em publicação de campus com detalhamento do edital, o instituto informa ainda que as alunas beneficiadas pelo auxílio precisam manter frequência mínima de 75%.
O mesmo material registra que as 40 vagas da turma local são preenchidas por ordem de inscrição, critério que tende a ser decisivo para o avanço das candidaturas quando a documentação é enviada corretamente.
Esse desenho reforça dois pontos centrais da seleção.
O primeiro é o caráter social da bolsa, direcionada a quem estiver em situação mais vulnerável.
O segundo é a exigência de permanência efetiva no curso, já que o auxílio está condicionado não apenas à aprovação, mas também ao cumprimento das regras de matrícula e participação.
Quem pode participar e como funciona a reserva de vagas
O edital também estabelece ações afirmativas para a composição das turmas.
Há reserva de 5% das vagas para pessoas com deficiência e 25% para candidatas pretas, pardas, indígenas e quilombolas, conforme os critérios divulgados pelo IFSP.
Além da idade mínima e da disponibilidade para acompanhar as atividades, a instituição destaca que o curso foi pensado para mulheres interessadas em ampliar o conhecimento sobre direitos e fortalecer a atuação em suas comunidades.
A proposta pedagógica inclui temas como Lei Maria da Penha, violência de gênero, direitos humanos, políticas públicas, saúde da mulher, direitos sexuais e reprodutivos, racismo estrutural e direitos trabalhistas, sempre com base em metodologias de educação popular.
Na prática, isso significa que a formação combina conteúdo teórico com atividades participativas, como oficinas, rodas de conversa, estudos de caso e ações comunitárias.
O objetivo é que as alunas não apenas recebam informação, mas desenvolvam instrumentos para orientar outras mulheres, identificar serviços da rede de proteção e atuar como multiplicadoras em seus próprios territórios.
Parceria nacional amplia alcance da formação
O curso oferecido pelo IFSP em São Paulo está inserido em uma iniciativa de alcance nacional conduzida em parceria com o Ministério das Mulheres.
A pasta afirma que a expansão do projeto pretende fortalecer a prevenção à violência de gênero, ampliar o acesso das mulheres à informação sobre direitos e apoiar a formação de lideranças comunitárias em diferentes regiões do país.
A coordenação geral da ação ficou com o IFSP, por meio do campus Hortolândia, que já vinha desenvolvendo experiências semelhantes em anos anteriores.
Esse histórico foi apontado pelo próprio ministério como uma das bases para a ampliação do programa, agora estruturado em dezenas de turmas e articulado com outros institutos federais.
No caso paulista, a oferta presencial em oito cidades amplia o alcance territorial do projeto e facilita o acesso de moradoras de regiões diferentes do estado.
Ainda assim, o edital deixa claro que a preferência é por candidatas da área de abrangência de cada unidade, o que ajuda a manter o vínculo entre a formação e as demandas concretas de cada comunidade.
Como se inscrever no curso do IFSP
As inscrições devem ser feitas pela internet até 21 de abril de 2026, por meio de formulário online disponibilizado pelo IFSP para as candidatas do estado de São Paulo.
O processo é gratuito, e a documentação básica exigida inclui documento de identidade, como RG, CNH ou CTPS, além de CPF.
Nos casos previstos em ações afirmativas, o edital também pede comprovações específicas, como laudo para vaga PcD ou documento correspondente para candidatas quilombolas.

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