Em julho, inflação argentina sobe para 1,9% no mês, com lazer e transportes puxando altas, enquanto vestuário e calçados recuam.
A inflação na Argentina subiu 1,9% em julho na comparação com junho, segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censo (Indec). O mais importante é que o resultado representa uma aceleração frente ao avanço de 1,6% registrado no mês anterior.
Na comparação anual, o índice de preços ao consumidor (CPI) atingiu 36,6%. Esse percentual mostra uma desaceleração em relação aos 39,4% observados em junho. No acumulado de 2024 até julho, a inflação do país ficou em 17,3%.
Setores com maior variação
O grupo “Recreação e cultura” liderou as altas no mês, com avanço de 4,8%. Logo depois, veio “Transportes”, que registrou aumento de 2,8%.
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Esses setores puxaram o índice para cima e ajudaram a explicar a aceleração mensal.
Por outro lado, as menores variações ocorreram em “Bebidas alcoólicas e tabaco”, que subiu 0,6%, e em “Vestuário e calçados”, que teve queda de 0,9%. Portanto, nem todos os grupos acompanharam o movimento de alta no período.
Contexto dos números
O resultado de julho reforça que a inflação argentina continua pressionada, apesar da desaceleração na variação anual. Além disso, a diferença entre os setores mostra um impacto desigual nos preços, dependendo do tipo de consumo.
O aumento expressivo em “Recreação e cultura” pode estar relacionado à temporada de férias, quando a demanda por serviços e atividades de lazer costuma crescer.
Já a retração em vestuário e calçados sugere um comportamento de preços distinto, possivelmente influenciado por promoções e trocas de coleção.
Portanto, os dados do Indec indicam que, mesmo com sinais de alívio no acumulado anual, a economia argentina segue enfrentando desafios para conter a alta de preços.
