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“Incrível, fantástico e emocionante”: TV do Uruguai vibra com parceria tecnológica com o Brasil e diz que acordo muda o futuro da ciência no país

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 31/01/2026 às 11:11
TV uruguaia reage com entusiasmo a acordo científico com o Brasil e destaca acesso a tecnologia, infraestrutura avançada e cooperação regional.
TV uruguaia reage com entusiasmo a acordo científico com o Brasil e destaca acesso a tecnologia, infraestrutura avançada e cooperação regional.
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Em entrevista exibida pela televisão pública uruguaia, pesquisadores e apresentadores destacaram com entusiasmo o acordo científico com o Brasil, afirmando que a parceria garante acesso a tecnologias avançadas, infraestrutura inédita e novas condições para a ciência nacional e regional.

Brasil e Uruguai formalizaram, em Montevidéu, a criação do Centro Brasil-Uruguai de Pesquisa e Inovação em Ciências da Vida, por meio da assinatura de um memorando de entendimento que estabelece cooperação estruturada nas áreas de pesquisa científica, inovação tecnológica, formação de recursos humanos e compartilhamento de infraestrutura avançada, com foco em saúde, biotecnologia e desenvolvimento sustentável.

O memorando foi assinado na quarta-feira, 28 de janeiro, durante visita oficial da ministra brasileira da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, ao Uruguai. Pelo lado brasileiro, o acordo envolve o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Pelo lado uruguaio, participam o Ministério da Educação e Cultura e o Instituto de Investigaciones Biológicas Clemente Estable (IIBCE). A cerimônia ocorreu no Auditório da Torre Executiva, com a presença do presidente uruguaio, Yamandú Orsi.

De acordo com o governo brasileiro, o centro binacional cria uma estrutura permanente de cooperação, com governança conjunta, definição de áreas prioritárias e execução de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

O acordo também prevê ações de capacitação, intercâmbio de pesquisadores e estudantes, organização de eventos científicos e uso compartilhado de instalações de pesquisa de grande porte.

Segundo a ministra Luciana Santos, a iniciativa marca um novo momento da relação bilateral ao transformar o alinhamento político e a cooperação histórica entre os dois países em ações práticas no campo da ciência e da inovação.

Para a ministra, a pesquisa científica e o desenvolvimento tecnológico passam a ser tratados como instrumentos centrais para o desenvolvimento conjunto.

Estrutura do acordo e implementação

O Centro Brasil-Uruguai de Pesquisa e Inovação em Ciências da Vida será implementado simultaneamente no Brasil e no Uruguai, com o CNPEM e o IIBCE atuando como instituições-âncora. O memorando estabelece uma governança binacional responsável pela orientação estratégica, pela tomada de decisões e pelo acompanhamento das ações previstas.

Entre as diretrizes formais do acordo estão a definição de linhas prioritárias de pesquisa, a execução de projetos conjuntos, a formação e capacitação de recursos humanos e o estímulo à mobilidade acadêmica. O texto prevê ainda o uso compartilhado de infraestrutura científica, elemento considerado central para ampliar a escala e a complexidade das pesquisas desenvolvidas nos dois países.

O governo brasileiro destaca que a cooperação abrange áreas estratégicas das ciências da vida, com impactos diretos em saúde, biotecnologia, agrociências e interfaces com ciência de materiais e energia. O objetivo declarado é gerar benefícios científicos, tecnológicos e sociais para Brasil e Uruguai, com potencial de alcance regional.

Contexto diplomático e novos acordos

A assinatura do memorando ocorreu no contexto de uma agenda mais ampla de cooperação bilateral. Durante a visita oficial, Luciana Santos participou de reuniões com autoridades uruguaias das áreas de educação, cultura, indústria, energia e mineração, com foco na ampliação da cooperação em ciência, tecnologia, inovação e desenvolvimento produtivo.

Além do centro binacional em Ciências da Vida, a missão brasileira também incluiu tratativas para a assinatura de um segundo memorando de entendimento voltado à cooperação entre parques tecnológicos do Brasil e o Parque Tecnológico Industrial do Cerro, em Montevidéu.

Esse acordo envolve o MCTI e a Intendência de Montevidéu e integra a Política Nacional de Incentivo aos Ambientes Promotores da Inovação.

Para o governo brasileiro, os acordos reforçam uma estratégia de integração científica e tecnológica regional, com estímulo à inovação, ao desenvolvimento produtivo e à formação de ambientes cooperativos de pesquisa.

Reação uruguaia destaca acesso a tecnologia, autonomia científica e impacto regional da cooperação com o Brasil

A criação do Centro Brasil-Uruguai de Pesquisa e Inovação em Ciências da Vida foi recebida no Uruguai como um marco estratégico para a ciência nacional e regional, segundo avaliação apresentada em entrevista no Canal 5. Pesquisadores do Instituto Clemente Estable classificaram o acordo como uma oportunidade concreta de fortalecimento da autonomia científica e de acesso a infraestrutura tecnológica de ponta.

Na avaliação dos cientistas, a pesquisa em ciências da vida não deve ser tratada como um luxo acadêmico, mas como parte de um processo estratégico de geração de conhecimento, com impacto direto na saúde, na tecnologia e na capacidade dos países de definirem suas próprias prioridades. Segundo eles, o centro binacional representa um avanço nesse sentido ao institucionalizar a cooperação com o Brasil.

Durante o programa, foi destacado que o acordo se soma a outra iniciativa recente: o lançamento do Programa de Cooperação Latino-Americana e do Caribe de Ciência e Tecnologia, denominado Programa Pepe Mujica. Juntas, as duas iniciativas foram apresentadas como instrumentos capazes de ampliar o apoio financeiro e tecnológico à pesquisa, à formação de talentos e ao acesso a infraestrutura científica.

Ênfase no Instituto Clemente Estable

Os pesquisadores ressaltaram o papel central do Instituto de Investigaciones Biológicas Clemente Estable, que se aproxima de completar 100 anos de existência. Segundo eles, a instituição construiu, ao longo de décadas, uma trajetória de pesquisa contínua, formação de recursos humanos e abertura à cooperação internacional.

Na avaliação apresentada no Canal 5, a inclusão do instituto em um centro binacional representa um reconhecimento dessa trajetória e da capacidade da ciência uruguaia de atuar em projetos de grande escala. Um dos cientistas afirmou que o acordo gera uma “injeção de ânimo e entusiasmo” para a comunidade científica nacional, ao permitir acesso sistemático a tecnologias que não existem no país.

Segundo os pesquisadores, o acesso às infraestruturas do CNPEM permitirá que cientistas uruguaios utilizem equipamentos de altíssima complexidade tecnológica sem custos diretos, com base em critérios de mérito acadêmico. Para eles, isso representa uma mudança qualitativa nas condições de pesquisa.

Acesso a grandes infraestruturas e impacto na pesquisa

Durante a entrevista, os cientistas explicaram que uma das principais vantagens do acordo é o acesso a grandes infraestruturas científicas operadas pelo CNPEM, utilizadas para pesquisas em ciência de materiais, energia e ciências da vida. Segundo eles, essas infraestruturas permitem análises que hoje não podem ser realizadas no Uruguai.

Um dos exemplos citados foi a possibilidade de estudar, com alta resolução, a estrutura de moléculas e proteínas associadas a patógenos, o que é fundamental para pesquisas em saúde e desenvolvimento de fármacos. Os pesquisadores explicaram que esse tipo de análise exige equipamentos de grande porte e alta complexidade, indisponíveis no país.

Na avaliação apresentada, o acesso a essas tecnologias permite acelerar projetos já em andamento e potencializar novas linhas de pesquisa. Segundo os cientistas, trata-se não apenas de iniciar novos estudos, mas de dar maior velocidade e profundidade a pesquisas que já estão sendo desenvolvidas no Uruguai.

Cooperação construída ao longo do tempo

Os pesquisadores enfatizaram que o acordo é resultado de um processo de cooperação científica que vem sendo construído ao longo de décadas, a partir de relações acadêmicas, universitárias e regionais. Segundo eles, a formalização do centro binacional é a consolidação institucional de uma rede de colaboração já existente.

Na entrevista, foi destacado que a cooperação científica tem um tempo próprio, diferente do ritmo imediato da política ou da economia.

Segundo os cientistas, a assinatura do memorando é o resultado visível de um trabalho de longo prazo, que envolveu universidades, pesquisadores e articulações regionais.

Formação, intercâmbio e pessoas no centro do acordo

Outro ponto destacado pela reação uruguaia foi o foco na formação de pessoas. Segundo os pesquisadores, o acordo prevê visitas técnicas recíprocas, cursos de formação complementar e participação de jovens cientistas em escolas e programas de capacitação.

Para eles, a cooperação científica começa pelo intercâmbio humano, pela convivência entre pesquisadores e pelo conhecimento direto do trabalho dos pares.

As visitas planejadas, segundo afirmaram, não terão caráter protocolar, mas técnico, com foco em construção conjunta de projetos.

Propriedade intelectual e soberania científica

Questionados sobre os resultados aplicados da pesquisa, os cientistas afirmaram que o acordo prevê tratamento caso a caso das questões de propriedade intelectual.

Segundo eles, os direitos serão definidos de acordo com os papéis e contribuições de cada parte, sem comprometer a soberania ou a identidade científica dos países envolvidos.

Na avaliação apresentada, a cooperação não significa perda de autonomia, mas fortalecimento da capacidade regional de produzir conhecimento e desenvolver soluções adequadas às realidades locais.

Integração regional e perspectiva latino-americana

Ao comentar o Programa Pepe Mujica, os pesquisadores destacaram que o financiamento, estimado em cerca de 50 milhões de reais, é integralmente aportado pelo Brasil e está aberto a instituições de toda a América Latina e do Caribe. Para eles, o programa reforça a ideia de ciência regional e integração latino-americana.

Segundo os cientistas, tanto o centro binacional quanto o programa de financiamento ampliam a capacidade da região de produzir ciência própria, definir prioridades e responder a desafios globais, como os da saúde pública.

Na avaliação apresentada, a experiência recente demonstrou a importância de capacidades científicas locais para gerar soluções acessíveis às sociedades da região.

Expectativa de próximos passos

Os pesquisadores afirmaram que os próximos meses serão dedicados à definição das linhas programáticas, à articulação com universidades e instituições acadêmicas e à execução das primeiras atividades conjuntas.

Para eles, os efeitos da cooperação começam antes mesmo dos resultados científicos, por meio da integração institucional e da construção de confiança entre os parceiros.

Segundo avaliação apresentada no Canal 5, o centro binacional representa não apenas um novo acordo, mas um passo concreto na consolidação de uma ciência latino-americana mais integrada, com maior autonomia e capacidade de impacto social.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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