Laudo de 159 páginas, elaborado após vistoria entre 15 e 18 de junho de 2026, classificou pilares, vigas, consoles e arquibancadas do Setor Oeste da Fazendinha com risco crítico, apontou corrosão, trincas, fissuras e deformações, e recomendou que a estrutura não seja usada para nenhuma finalidade.
O Corinthians recebeu um laudo técnico sobre o estádio Alfredo Schürig, a Fazendinha, com uma recomendação direta para o Setor Oeste: a demolição total da estrutura. O documento integra o processo de autorização do local para receber partidas.
De acordo com o Meu Timão, a vistoria foi contratada em junho de 2026 e realizada pelo engenheiro civil Osmar Meireles dos Santos. O relatório, anexado ao site da Federação Paulista de Futebol, avalia condições de engenharia, acessibilidade e conforto da Fazendinha. Clique aqui para ler o laudo técnico.
Estádio teve vistoria entre 15 e 18 de junho
A inspeção ocorreu entre 15 e 18 de junho e resultou em um laudo de 159 páginas. O serviço custou R$ 6 mil aos cofres do clube e tem validade até 16 de junho de 2027.
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Embora a documentação tenha sido usada no processo de liberação parcial da Fazendinha, o ponto mais sensível está no Setor Oeste. A arquibancada já permanece interditada desde 2018, por decisão envolvendo a FPF e a Polícia Militar de São Paulo.
Na ocasião, foi concluído que a estrutura não apresentava condições de segurança para receber público. Desde então, a Fazendinha opera sem o Setor Oeste, mantendo apenas os setores Norte, Sul e Leste em funcionamento.
Atualmente, a área interditada não recebe torcedores. O espaço do Setor Oeste abriga o departamento de remo do Corinthians e um posto da Polícia Militar, mesmo com a recomendação técnica de não utilização da estrutura.
Setor Oeste concentra problemas graves no estádio
O laudo aponta que o Setor Oeste reúne os problemas estruturais mais graves encontrados na Fazendinha. A análise registra anomalias em praticamente todos os elementos avaliados, incluindo pilares, vigas, consoles e arquibancadas.
Todos esses componentes foram classificados com grau de risco crítico. Entre os problemas descritos estão armaduras expostas, cobrimento insuficiente dessas armaduras, corrosão, trincas, fissuras, infiltrações e movimentações estruturais.
O relatório também menciona carbonatação do concreto, deterioração das características físico-químicas da estrutura, danos nas juntas de movimentação e nos aparelhos de apoio, além de deformações diferenciais. Nas arquibancadas, foram apontadas deformações consideradas excessivas.
As armaduras citadas no documento são estruturas de aço usadas para reforçar o concreto. Quando ficam expostas ou sem proteção suficiente, tornam-se mais vulneráveis à corrosão, o que pode comprometer o desempenho estrutural ao longo do tempo.
Engenheiro recomenda que setor não seja usado
O engenheiro responsável classificou as ocorrências como críticas por envolverem risco à segurança das pessoas, perda de desempenho e funcionalidade, aumento expressivo de custos de manutenção e recuperação, além de redução da vida útil da edificação.
Diante desse cenário, a orientação central do relatório é que o Setor Oeste não seja utilizado para qualquer finalidade. A recomendação é pela demolição total da estrutura, em razão do conjunto de danos observados na vistoria.
O laudo também informa que, desde a construção do setor, não foram realizados reparos estruturais. O documento acrescenta que não houve aumento de carga provocado por obras posteriores ao projeto original.
Fazendinha opera com capacidade reduzida
Sem a arquibancada Oeste, a capacidade total indicada para o estádio é de 9.873 lugares. O documento aponta que 9 mil lugares apresentam ótima margem de segurança dentro da configuração atual de operação.
A distribuição da capacidade fica dividida entre 4.200 lugares na arquibancada Norte, 3.500 na Sul e 1.800 na Leste. Esses são os setores considerados na liberação da Fazendinha para receber partidas.
O caso reforça a diferença entre liberar parcialmente um estádio e considerar todo o complexo apto ao uso. Na Fazendinha, a operação concentra-se nos setores autorizados, enquanto o Setor Oeste permanece como o ponto estrutural mais delicado do relatório técnico.
