Com foco na inclusão digital na agricultura, novos centros de serviços inteligentes fortalecem inovação, mecanização e formação continuada em assentamentos rurais em parceria entre Embrapa, MDA, Unicrab e empresa chinesa
A inclusão digital na agricultura passa a ocupar novo espaço nos assentamentos rurais a partir de um acordo de cooperação firmado entre Embrapa, Sinomach Digital Technology Corporation, MDA e Unicrab, segundo uma matéria publicada.
A iniciativa estabelece centros de serviços inteligentes com foco na agricultura familiar, com atividades previstas entre 2025 e 2030 e início em dois assentamentos de Londrina (PR).
O projeto nasce integrado ao Semear Digital, modelo de inovação aberta financiado pela Fapesp e já adotado em dez distritos agro digitais apresentados na COP30.
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A parceria envolve mais de 200 cooperativas reunidas pela Unicrab, que traz experiência acumulada em tratores adaptados e maquinários distribuídos em municípios como Maricá (RJ), Açailândia (MA), Teixeira de Freitas (BA), Mossoró (RN) e Fortaleza (CE).
A formalização do acordo contou com a presença da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, da diretora do MDA, Vivian Libório Almeida, do executivo chinês Wang Yuhang, do presidente da Unicrab, Diego Moreira, e de representantes técnicos da Embrapa em modalidade presencial e online.
Centros de serviços inteligentes agrícolas como estratégia de inovação rural
A criação dos centros de serviços inteligentes parte da necessidade de ampliar o acesso a tecnologias digitais, conectividade e formação continuada nos territórios onde atuam cerca de 500 famílias.
O acordo reúne pesquisa, maquinário e capacitação, colocando em prática a abordagem do Semear Digital para aproximar agricultores de ferramentas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).
A proposta reforça a inclusão digital na agricultura como elemento estruturante para ampliar rastreabilidade, bioinsumos e sustentabilidade produtiva.
Segundo a Embrapa, a iniciativa permite que assentamentos recebam tecnologias que contribuem para selos de sustentabilidade e para a modernização de processos que ainda operam à margem da transformação digital.
Mecanização da agricultura familiar sustentável e inclusão digital na agricultura
A Sinomach Digital apresentou o acordo como oportunidade para aprofundar pesquisas compartilhadas entre Brasil e China, envolvendo ministérios da Ciência e Tecnologia e universidades chinesas.
O laboratório gerido pela empresa trabalha com inteligência artificial e digitalização no campo, reforçando a mecanização da agricultura familiar sustentável em sinergia com o Semear Digital.
A parceria utiliza inclusão digital na agricultura como caminho para ampliar a produtividade de pequenos e médios produtores, especialmente por meio de 50 máquinas chinesas em fase de testes no Brasil em parceria com a UnB e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte.
De acordo com Diego Moreira, a presença de maquinário conectado oferece respostas práticas a gargalos históricos da agricultura familiar, permitindo avanços em rastreabilidade, segurança alimentar e mecanização adequada a realidades regionais.
Capacitação contínua de agricultores familiares e integração Brasil-China na agricultura
A formação continuada aparece como pilar do acordo, com atenção especial a jovens e mulheres nos assentamentos.
A implementação reforça que inclusão digital na agricultura também representa oportunidade para viabilizar sucessão rural e acesso a tecnologias emergentes.
A Embrapa, que já demonstrou experiências com meliponicultura conectada e bioma Amazônia na COP30, destaca que o processo de capacitação acompanha necessidades reais dos territórios.
A integração Brasil-China fortalece intercâmbio técnico e amplia o alcance do Programa Nacional de Inovação para a Agricultura Familiar e Agroecologia do MDA, que orienta o desenvolvimento de máquinas, equipamentos e crédito rural voltados ao avanço tecnológico no campo.
Ao final, os responsáveis pelo acordo ressaltam que a construção de inovação conjunta só se sustenta quando inclusão digital na agricultura se transforma em ferramenta acessível a todas as famílias envolvidas.

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