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IA aponta oito cidades dos EUA na mira das inundações, com Nova York e Nova Orleans enfrentando riscos gigantes por concreto, solo afundando e áreas abaixo do nível do mar em um alerta que impressiona moradores e autoridades

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 26/04/2026 às 17:16
Atualizado em 26/04/2026 às 19:07
IA aponta oito cidades dos EUA sob maior risco de inundações, com Nova York e Nova Orleans entre as mais vulneráveis
IA aponta oito cidades dos EUA sob maior risco de inundações, com Nova York e Nova Orleans entre as mais vulneráveis
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Estudo publicado na Science Advances usou inteligência artificial e registros históricos de danos para apontar oito cidades costeiras dos Estados Unidos mais expostas às inundações, com destaque para Nova York, Nova Orleans e Miami, onde fatores como altitude, drenagem, urbanização intensa e densidade populacional ampliam os riscos

Nova York, Nova Orleans e Miami estão entre oito cidades costeiras dos Estados Unidos com maior risco de inundações, em áreas localizadas nas costas do Golfo do México e do Atlântico. O alerta aparece em estudo publicado na revista Science Advances, que usou inteligência artificial e registros históricos de danos para apontar onde o perigo é maior e quais fatores explicam essa vulnerabilidade.

A lista inclui Nova York, NY; Norfolk, VA; Charleston, SC; Jacksonville, FL; Miami, FL; Mobile, AL; Nova Orleans, LA; e Houston, TX. A pesquisa avaliou tanto os danos gerais causados por enchentes quanto a ameaça mais grave de danos extremos, tratando os dois cenários como riscos diferentes.

Inteligência artificial aponta cidades mais expostas às inundações

O estudo foi desenvolvido por Hemal Dey e Wanyun Shao, da Universidade do Alabama, com uma estrutura de avaliação mais ampla do que os métodos tradicionais. Em vez de observar apenas para onde a água pode avançar, a análise considerou também o ambiente, a infraestrutura local e as características da população.

Os pesquisadores analisaram registros históricos de danos causados por enchentes e cruzaram essas informações com 16 fatores de risco. Depois, inseriram os dados em três tipos de inteligência artificial: Random Forest, Support Vector Machine e Multilayer Perceptron.

A partir desse conjunto, a estrutura identificou quais cidades enfrentam maior risco e por quais motivos. O objetivo foi diferenciar os danos gerais causados por inundações dos danos extremos, medidos pelas siglas GFD e EFD, respectivamente.

Nova York e Nova Orleans lideram a vulnerabilidade

Nova York e Nova Orleans aparecem como as cidades mais vulneráveis, mas por razões distintas. Em Nova York, o principal destaque é o volume de pessoas expostas: 4,75 milhões no cenário de danos gerais e 4,40 milhões no cenário de danos extremos.

A vulnerabilidade nova-iorquina está ligada ao desenvolvimento urbano intenso, que substituiu áreas naturais por superfícies impermeáveis, como concreto. O afundamento do solo também aumenta o risco, tornando a cidade ainda mais sensível aos impactos das inundações.

Em Nova Orleans, o problema aparece de outra forma e atinge quase toda a cidade. Quase 99% da população e da infraestrutura estão em risco nos dois cenários avaliados pela pesquisa.

A explicação principal está na posição da cidade, já que grande parte dela fica abaixo do nível do mar. Essa condição dificulta o escoamento da água por gravidade, ampliando a exposição a enchentes e danos associados.

Altitude e drenagem explicam parte do risco

A pesquisa identificou que a altitude é o principal fator de risco para inundações em geral. Áreas mais baixas acumulam água com mais facilidade, o que aumenta a probabilidade de danos quando ocorrem eventos severos.

Nos casos de danos extremos, o fator mais importante é a densidade de drenagem. Esse indicador se refere à concentração de córregos e rios em uma determinada área, o que pode influenciar a gravidade dos impactos.

A densidade populacional aparece como o terceiro fator mais relevante. A presença de muitas pessoas em uma mesma região eleva o impacto de qualquer inundação, independentemente de sua intensidade.

Risco cresce em áreas urbanas baixas e densas

Os autores apontam que o risco de inundações costeiras é maior em áreas urbanas baixas, densamente ocupadas e com alta densidade de drenagem. Esse perfil combina exposição física, infraestrutura vulnerável e grande concentração populacional.

Eventos severos de inundação têm se tornado mais comuns nos Estados Unidos, em parte pela elevação do nível do mar e pela intensificação da atividade de furacões associadas às mudanças climáticas. Além do risco à vida, esses desastres provocam bilhões de dólares em danos a propriedades e infraestrutura.

A estrutura desenvolvida pelos pesquisadores busca oferecer informações práticas para autoridades e formuladores de políticas. A proposta é ajudar no gerenciamento de inundações em outras regiões sujeitas a alagamentos, com base em uma avaliação mais integrada dos riscos.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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