Projeto pessoal transforma área residencial em lago artificial de grandes proporções, construído ao longo de quase três décadas, com foco em lazer, natação livre e convivência comunitária, reunindo soluções artesanais, estrutura robusta e estética natural integrada ao entorno urbano.
Um quintal residencial em Covington, no estado do Tennessee, nos Estados Unidos, virou cenário de uma lagoa particular após quase três décadas de obras feitas aos poucos por um morador da cidade.
Ao longo de 29 anos, Micky Thornton ampliou e remodelou a área até chegar a uma piscina de proporções incomuns, descrita por ele como um lago com volume estimado em 500 mil galões, o equivalente a cerca de 1,9 milhão de litros de água.
A construção começou em 1993, durante o feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos.
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Desde o início, a intenção era fugir do padrão tradicional de piscinas residenciais, com linhas geométricas e acabamento convencional.
A proposta priorizava um visual mais próximo da natureza, além de espaço suficiente para nadar sem sensação de confinamento.
Construção gradual moldou o projeto ao longo dos anos
O projeto não nasceu com a aparência atual.
A estrutura evoluiu de forma progressiva, conforme o tempo disponível e os recursos financeiros permitiam novas intervenções.

Na fase inicial, a área recebeu um revestimento simples, descrito como uma manta de polietileno.
Com o passar dos anos, o material foi substituído por soluções mais duráveis, até chegar à versão atual em concreto projetado.
As reportagens apontam o uso de centenas de jardas cúbicas de gunite e aproximadamente 40 mil libras de aço na estrutura.
Os números foram apresentados pelo próprio Thornton em entrevistas concedidas à imprensa local e internacional.
Ao mesmo tempo, o formato da lagoa foi sendo ajustado para manter contornos orgânicos.
Em vez de um fundo único, o espaço passou a reunir diferentes níveis de profundidade.
As áreas mais rasas permitem lazer e permanência prolongada na água.
Já os trechos centrais concentram maior profundidade, possibilitando saltos e mergulhos.
Cachoeira, corda e prancha de mergulho integram a lagoa
Além do volume de água, o espaço reúne elementos raros em ambientes residenciais.
As matérias descrevem a presença de cachoeiras com pedras aparentes, que ajudam a reforçar a sensação de lago natural.
Há também uma corda para saltos, presa a um antigo poste de telefonia fixado com grande quantidade de concreto.
Outro destaque citado é a instalação de uma prancha de mergulho integrada à área mais profunda da lagoa.
O conjunto amplia as possibilidades de uso recreativo e diferencia o espaço de piscinas convencionais.
Embora alguns conteúdos mencionem profundidade de até 4,5 metros, as fontes descrevem de forma mais geral a variação de níveis e a segurança para saltos. Não há consenso público sobre a medição exata do ponto mais profundo.
Sistema próprio de manutenção e uso coletivo do espaço
Manter um volume desse porte exige soluções específicas.
Thornton afirma ter projetado e construído os próprios sistemas de bombeamento, circulação e filtragem da água.
As quedas d’água e o movimento constante ajudam na oxigenação do lago.
O controle da qualidade envolve manutenção regular e consumo contínuo de energia elétrica.
Com o passar do tempo, a lagoa deixou de ser apenas um projeto doméstico.

O espaço passou a receber encontros familiares, eventos sociais e atividades comunitárias.
As reportagens citam a realização de aniversários, casamentos, batismos e reuniões de grupos esportivos.
Em determinadas ocasiões, o acesso foi permitido mediante doação fixa.
Em um dos relatos reproduzidos, a esposa de Thornton afirmou ter se surpreendido ao receber cerca de 50 visitantes em um único dia.
A situação ilustra como o quintal transformado ganhou função social além do uso privado.
Entre concreto, aço, água e paisagismo, o espaço reflete décadas de dedicação contínua.
Sem pressa e sem projeto fechado desde o início, a lagoa foi sendo moldada ao longo de quase três décadas.
O que leva uma pessoa a manter um projeto desse porte por tanto tempo, transformando um quintal comum em um ponto de convivência que chama atenção muito além do bairro?

