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Governo Trump pretende proibir viagem aos EUA para mais de 30 países e revisar green cards de estrangeiros

Publicado em 05/12/2025 às 08:44
Governo Trump amplia proibição de viagens, revisa green card e endurece política de imigração nos EUA com medidas radicais e retórica nacionalista.
Governo Trump amplia proibição de viagens, revisa green card e endurece política de imigração nos EUA com medidas radicais e retórica nacionalista.
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Secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, confirmou em 4 de dezembro que Trump avalia ampliar lista de países com viagens proibidas aos EUA, focar nações sem governo estável, revisar green cards de estrangeiros e endurecer o discurso, chamando imigrantes de sanguessugas e viciados em privilégios em discursos políticos recentes.

Na noite de quinta feira, 4 de dezembro de 2025, a secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, afirmou em entrevista à Fox News que o governo Donald Trump pretende ampliar para mais de 30 o número de países cujos cidadãos estarão proibidos de viajar para os EUA. Ela não revelou quais nações podem ser incluídas, mas disse que o presidente continua avaliando a lista e que a decisão faz parte de uma nova fase da política migratória do segundo mandato.

De acordo com o portal da CNN Brasil, as declarações de Noem se somam a medidas já tomadas ao longo de 2025. Em junho, Trump assinou um decreto que proibiu a entrada nos EUA de pessoas vindas de 12 países, em sua maioria da África e do Oriente Médio, e impôs restrições adicionais a visitantes de outras sete nacionalidades. Na segunda feira, 1º de dezembro, a própria secretária já havia defendido uma “proibição total de viagens” para determinados países, elevando a temperatura do debate migratório em Washington.

Lista de países proibidos pode passar de 30 e continuar crescendo

Durante a entrevista ao programa Ingraham Angle, na Fox News, Kristi Noem foi questionada se a lista de países com viagens proibidas aos EUA poderia chegar a 32. Ela evitou cravar um número, mas reforçou que seriam “mais de 30” e que a avaliação é contínua.

Segundo Noem, o critério central é a capacidade dos governos de origem de colaborar com os EUA na checagem de antecedentes e na identificação dos viajantes.

“Se eles não têm um governo estável, se não têm um país que possa se sustentar e nos dizer quem são esses indivíduos e nos ajudar a verificá los, por que deveríamos permitir que pessoas desse país viessem para os Estados Unidos?”, argumentou.

Na prática, a fala abre espaço para novas expansões graduais da lista, sem prazo definido e sem transparência sobre quais países estão sendo analisados. A ausência de detalhes alimenta a incerteza entre estrangeiros que planejam viajar para os EUA e entre comunidades de imigrantes já estabelecidas no país.

Mira em países sem governo estável e discurso de “invasores”

A secretária deixou claro que o alvo prioritário são nações consideradas instáveis, incapazes de garantir informações seguras sobre seus cidadãos. A mensagem é que, sem essa cooperação mínima, o acesso ao território dos EUA será fechado ou severamente restringido.

Ao mesmo tempo, o governo tem endurecido o discurso público. Em declarações anteriores, na segunda feira, 1º de dezembro, Noem disse ter recomendado a Trump uma “proibição total de viagens” para cidadãos de países que, segundo ela, “têm inundado nossa nação com sanguessugas e viciados em privilégios”.

A retórica reforça a ideia de que parte dos estrangeiros seria responsável por violência, abuso de benefícios públicos e sobrecarga dos serviços financiados pelos contribuintes americanos.

Em publicação na plataforma X, Trump afirmou que “nossos antepassados construíram esta nação com sangue, suor e um amor inabalável pela liberdade” e que isso não teria ocorrido para que “invasores estrangeiros” massacrassem heróis, consumissem impostos ou roubassem benefícios dos cidadãos. A mensagem termina com um recado direto: “Não os queremos. Nenhum.”

Decreto de junho já havia barrado 12 países e apertado regras para outros 7

A nova rodada de restrições anunciada por Kristi Noem não surge do zero. Em junho, Trump já havia assinado um decreto que barrou a entrada nos EUA de pessoas vindas de 12 países, em sua maioria localizados na África e no Oriente Médio. A justificativa oficial foi “proteger a segurança nacional e o interesse nacional dos Estados Unidos e de seu povo”.

Além da proibição total para esses 12 países, a mesma medida estabeleceu regras mais rígidas para visitantes de outras sete nacionalidades, criando camadas diferentes de barreira migratória. Isso inclui exigências adicionais de documentação, checagens de segurança mais profundas e possibilidade ampliada de negar vistos antes mesmo da viagem.

Somadas, essas ações já transformam o mapa de quem pode ou não entrar nos EUA, mesmo antes da ampliação da lista para mais de 30 países agora ventilada pela secretária de Segurança Interna.

Para especialistas e organizações de defesa de migrantes, o resultado é uma arquitetura de restrições cada vez mais complexa e difícil de contestar.

Revisão de green cards de estrangeiros de 19 nações acende alerta

A ofensiva não atinge apenas quem ainda está fora dos EUA. Na semana anterior às declarações de Noem, Trump ordenou a revisão dos green cards de estrangeiros de 19 nações que já vivem no país. O green card é o documento que garante ao imigrante o direito de residir e trabalhar permanentemente em território americano.

Essa revisão pode ter efeitos profundos sobre famílias que construíram vida nos EUA ao longo de anos. Embora o governo argumente que a medida reforça a segurança nacional, grupos de direitos civis alertam para o risco de caça administrativa a imigrantes com base em critérios pouco transparentes, especialmente se a lista de países considerados problemáticos continuar se expandindo.

Noem também mencionou o envio de equipes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) para diferentes regiões do país, como parte de um pacote maior de ações de reforço das leis migratórias. Na prática, isso sinaliza aumento de operações de fiscalização, detenções e possíveis deportações, com forte impacto nas comunidades de imigrantes.

Nova fase da política migratória dos EUA sob Trump

O conjunto de medidas descrito por Kristi Noem indica que os EUA caminham para uma nova fase da política migratória, baseada em três frentes principais: proibição de viagens de determinados países, endurecimento das condições para concessão de vistos e revisão de autorizações permanentes já concedidas.

A linguagem adotada pelo presidente e por sua equipe, chamando estrangeiros de “assassinos”, “sanguessugas” e “viciados em privilégios”, ajuda a consolidar uma narrativa de que o imigrante é, antes de tudo, um risco.

Para críticos, esse enquadramento reforça estigmas, incentiva preconceitos e pode legitimar políticas cada vez mais duras, com pouco espaço para debate sobre impactos humanitários e econômicos.

Enquanto o governo evita revelar quais países estão na mira da nova rodada de proibições, milhões de pessoas em todo o mundo acompanham com preocupação cada nova declaração vinda de Washington e tentam entender se, e quando, serão diretamente afetadas pelas barreiras de entrada nos EUA.

Na sua opinião, essa ofensiva migratória dos EUA realmente aumenta a segurança ou só aprofunda o medo e a insegurança entre estrangeiros e comunidades de imigrantes?

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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