Recursos a serem cedidos aos estados viriam dos Bônus de assinatura dos Megaleilões do Pré-sal onde o governo espera arrecadar R$ 106 bilhões
O governo, através de seu ministro da economia, Paulo Guedes, sinalizou aos estados que aceita distribuir entre eles uma parcela, que deve ser de 20%, dos bônus de assinatura que o governo tem a receber dos vencedores dos megaleilão do Pré-sal no ato da assinatura do contrato de concessão.
Em contra partida o governo espera o apoio, dos governadores e de suas bases, na votação da reforma da previdência que o governo está promovendo.
O governo tem a pagar também à Petrobras, US$ 9 bilhões (R$ 33,6 bilhões), pela revisão do contrato da chamada cessão onerosa de exploração do pré-sal, mas para isso precisa de aprovar a emenda que muda o teto de gastos.
O mega leilão do excedente da cessão onerosa vai acontecer no final de outubro e é com esses recursos que o governo conta para conseguir o apoio dos estados.
-
Homem cria martelo de R$ 50 mil com ouro 24 quilates e diamantes
-
Brasileiros sofrem em Portugal após consulado alertar para andar com documentos enquanto polícia intensifica operações e brasileira há 23 anos relata aumento das abordagens e turista é interrogado no Porto..
-
Rússia pede a palavra no BRICS e surpreende com proposta ousada para mudar a transição energética após cálculo revelar custo de até US$ 8 trilhões por ano para meta global de 2050
-
Ponte de R$ 712 milhões financiada pelo Brasil só recebe caminhões vazios e à noite, enquanto 43 mil veículos enfrentam filas de até 2 horas e prejuízo anual pode chegar a R$ 3 bilhões na fronteira.
A negociação
Paulo Guedes chegou a cogitar distribuir até 70% das receitas do Fundo Social do pré-sal, mas foi demovido da ideia devido a atual situação do endividamento dos cofres públicos.
O bônus de assinatura e o fundo social do pré-sal são receitas diferentes, portanto o governo vai precisar incluir o pagamento à Petrobrás na lista de exceções de despesas no limite do teto.
As únicas despesas que hoje ficam fora do teto são as transferências constitucionais, créditos extraordinários, capitalização de empresas estatais e gastos da Justiça com as eleições.
Por todas estas razões não é uma negociação fácil, mas é essencial para que o governo precise conseguir distribuir as receitas do Pré-sal com os estados.
