Meta do Mapa prevê ampliar mercados com foco em Ásia, África e América Central, e só na primeira quinzena de abril houve avanço para 29 produtos em 9 países
Em abril de 2026, o Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou que quer fechar o mandato com cerca de 700 mercados abertos para produtos agropecuários brasileiros. A meta foi apresentada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, que conduz as negociações a partir de Brasília com prioridade para Ásia, África e América Central.
No Brasil, o ritmo atual já levou o país a 594 mercados abertos para o agronegócio desde o início de 2023. Só na primeira quinzena de abril, as tratativas resultaram em acesso para 29 produtos em 9 países, reforçando a estratégia de acelerar novos mercados ao longo das próximas semanas.
Meta de 700 mercados e o que já foi alcançado
O plano do Mapa é encerrar o período de governo com aproximadamente 700 mercados abertos para o agro. Até agora, o acumulado desde 2023 chegou a 594 mercados, número que sustenta a leitura de avanço acelerado nas negociações internacionais.
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Desde o início deste ano, o Brasil fechou acordo para atender 59 novos parceiros, com uma lista recente de países que inclui Arábia Saudita, Etiópia, Vietnã, El Salvador, Azerbaijão, Jordânia, Angola, Peru e Filipinas.
Ritmo atual supera o ciclo anterior
A velocidade das aberturas é destacada pelo próprio balanço comparativo. O ritmo é descrito como quase três vezes superior ao período entre 2019 e 2022, quando foram registrados 239 acessos em quatro anos.
No recorte mais recente, o texto aponta que no último ano e meio foram 346 aberturas, saindo de 248 quando Luis Rua assumiu e chegando ao patamar atual de quase 600 mercados.
Ásia vira eixo central da expansão de mercados
A estratégia coloca a Ásia como eixo central da expansão, pela demanda por proteína e pela capacidade de absorver diferentes produtos, inclusive itens de menor consumo no mercado interno. A lógica é abrir mercados com volume e diversidade, ampliando o leque de destinos e categorias.
Nesse contexto, a abertura do Vietnã para miúdos bovinos e suínos, como coração, fígado e rins, é tratada como uma das negociações mais relevantes do momento, pela dificuldade técnica e pelo potencial de mercado.
Vietnã, miúdos e o avanço em mercados de proteína
O avanço com o Vietnã ocorreu após um histórico recente em que o país asiático já havia autorizado carne bovina, mas não havia liberado os miúdos. Com a priorização de informações e a continuidade das tratativas, o Vietnã passou a permitir miúdos bovinos e miúdos suínos.
A movimentação segue a autorização para carne bovina in natura concedida em março do ano passado, durante visita do presidente Lula. O texto também informa que o Vietnã importou mais de US$ 3,5 bilhões em produtos agropecuários do Brasil em 2025, dado que reforça a relevância do destino na estratégia de mercados.
Etiópia e El Salvador entram na sequência
Além do Vietnã, o Brasil avançou com a Etiópia, com abertura para carne bovina, suína e de aves, e com El Salvador, ampliando o acesso para carne de frango processada. A ofensiva comercial deve continuar nas próximas semanas, com negociações voltadas a novos produtos e destinos.
Entre os próximos passos citados, aparecem mercados para castanhas e a ampliação do acesso para frutas.
Filipinas concentram as novidades mais relevantes da semana
As Filipinas reuniram o pacote mais expressivo do período. O país autorizou a exportação de carne bovina resfriada do Brasil, produto que antes não podia ser enviado, e concluiu a reabertura do mercado de carne com osso, que havia sido suspensa temporariamente por pendência documental.
A nota oficial filipina foi publicada na quarta-feira (16), com prazo de 14 dias para a medida entrar em vigor. Além disso, as Filipinas reduziram em mais da metade a tarifa sobre a gordura bovina brasileira, insumo descrito como de forte demanda local.
Agenda internacional para consolidar mercados
Paralelamente às negociações, Luis Rua cumpre agenda internacional voltada à abertura e consolidação de mercados na semana seguinte.
O roteiro inclui participação em uma feira de pescados em Barcelona e reuniões em Paris com organismos multilaterais, como a Organização Mundial de Saúde Animal e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.
Também estão previstos encontros bilaterais com países como o Canadá, com foco em temas sanitários e em feira de agro no país norte-americano.
Você acha que o Brasil chega aos 700 mercados ainda este ano ou a meta vai esbarrar em exigências sanitárias e prazos de negociação?

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