Cresce a pressão contra a taxa das blusinhas, e governo avalia encerrar imposto sobre compras internacionais para conter desgaste político e reaquecer o consumo
A polêmica “taxa das blusinhas”, que aplica uma cobrança de 20% sobre importações de até US$ 50, voltou ao centro do debate econômico e político do país. Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelam que 29% dos brasileiros desistiram de comprar em sites internacionais por causa do custo do Imposto de Importação, e esse percentual salta para 38% entre os consumidores que realizaram compras nos últimos 12 meses. Em maio de 2024, o índice era de apenas 13%, o que mostra o impacto direto da medida sobre o comportamento de consumo.
O levantamento foi divulgado pela CNI em 27 de outubro e evidencia o efeito imediato da política sobre o comércio eletrônico internacional. Para a entidade, o imposto é positivo para a indústria nacional, mas ainda insuficiente para equilibrar a competitividade frente ao mercado global.
“A implementação do Imposto de Importação é o início de um processo que busca trazer mais justiça e competitividade para a indústria nacional”, afirmou o superintendente de Economia da CNI, Marcio Guerra. Segundo ele, a carga tributária de outros países ainda é “muito menor” que a brasileira, o que mantém a produção nacional em desvantagem.
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A reação do governo e o cálculo político por trás da medida
Enquanto a CNI comemora o avanço da cobrança como instrumento de proteção industrial, o governo federal estuda revogar a taxa. Segundo fontes ouvidas pela revista Veja, o Palácio do Planalto avalia encerrar o imposto de 20% sobre compras internacionais abaixo de US$ 50, diante do desgaste crescente nas redes sociais e da pressão de parlamentares.
A medida, que ficou conhecida como “taxa das blusinhas”, nasceu dentro do Programa Remessa Conforme, criado em 2023 para regular o comércio eletrônico internacional e certificar empresas que operam dentro da lei. Entretanto, a reação popular surpreendeu o governo, especialmente por ocorrer em um momento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca melhorar seus índices de aprovação antes do ciclo eleitoral de 2026.
Fontes da Secretaria de Comunicação Social (Secom) confirmam que o tema vem sendo monitorado de perto, pois o fim da taxação poderia ser usado como gesto político de aproximação com o eleitorado de classe média e jovens consumidores de plataformas internacionais.
O impacto da taxa das blusinhas no comportamento do consumidor brasileiro
Desde a criação da cobrança, o comportamento de compra mudou significativamente. Conforme o estudo da CNI, 32% dos consumidores passaram a buscar produtos similares com entrega nacional, ante 22% em maio de 2024. Além disso, 14% procuraram alternativas em lojas físicas, enquanto o número de pessoas que migraram para outros sites internacionais subiu de 6% para 11%.
A chamada “desistência definitiva” de compra também caiu de 58% para 42%, o que sugere uma tentativa de adaptação do consumidor às novas regras. Ainda assim, o custo do imposto e o frete internacional continuam sendo fatores decisivos para a rejeição das compras.
O levantamento mostra que 45% dos compradores abandonaram pedidos ao descobrir o custo do frete, cinco pontos acima do levantamento anterior. Outros 32% desistiram ao saber do prazo de entrega, ainda que o percentual tenha recuado ligeiramente em relação aos 34% observados em 2024.
Para Marcio Guerra, os números revelam uma transformação importante no perfil de consumo. “A taxa da blusinha trouxe reflexões que antes desapareciam por conta do tamanho da diferença dos preços”, explica.
O fenômeno também se reflete nas buscas por produtos nacionais, impulsionando o comércio interno. O percentual de brasileiros que deixaram de importar por causa do ICMS estadual subiu de 32% para 36%, enquanto aqueles que procuraram um similar nacional aumentaram de 26% para 34%.
O que está em jogo na possível revogação do imposto
Nos bastidores de Brasília, deputados e senadores já protocolaram diversos projetos de lei pedindo a revogação total da taxa das blusinhas. Alguns ainda aguardam análise na Câmara dos Deputados, mas outros já motivam audiências públicas e discussões nas comissões de economia.
De acordo com a apuração da Veja, o governo prefere que a decisão final parta do próprio Executivo, evitando que o mérito da medida seja atribuído ao Parlamento. A lógica é simples: se a revogação é popular, Lula quer o crédito político pela decisão.
Ainda assim, há entraves jurídicos. Mesmo que o imposto federal de 20% seja extinto, o ICMS estadual de 17% a 20% continuaria incidindo sobre as remessas internacionais, pois não depende de autorização da União. Assim, mesmo em caso de flexibilização, o consumidor ainda arcaria com parte da tributação.
Programa Remessa Conforme e o futuro das compras internacionais no Brasil
O Programa Remessa Conforme, criado em 2023, foi o ponto de partida da atual política tributária sobre compras internacionais. O sistema certifica empresas de comércio eletrônico que seguem normas alfandegárias e tributárias específicas, estabelecendo regras diferenciadas conforme o valor das encomendas.
Veja como o programa funciona hoje:
- Compras de até US$ 50: pagam 20% de Imposto de Importação (federal) e 17% de ICMS (estadual);
- Compras acima de US$ 50: são taxadas em 60% de imposto federal, além do 17% de ICMS estadual.
Na prática, a chamada “taxa das blusinhas” unificou a cobrança e reduziu brechas que antes permitiam a entrada de produtos sem tributação. No entanto, o impacto político e econômico acabou sendo maior que o esperado.
Enquanto parte da indústria nacional celebra o aumento da competitividade, plataformas estrangeiras e consumidores acusam o governo de frear o e-commerce transnacional e restringir o acesso a produtos mais baratos.
De acordo com analistas ouvidos pela CNN Brasil, o impasse deve continuar até o início de 2026, quando o Palácio do Planalto precisará decidir entre manter a arrecadação ou adotar uma medida populista e revogar o imposto para conter o desgaste da imagem presidencial.
Uma decisão entre arrecadar e agradar o eleitorado
Seja qual for o desfecho, a taxa das blusinhas se tornou símbolo da disputa entre arrecadação e popularidade. De um lado, o governo precisa de recursos e da defesa da indústria nacional; do outro, enfrenta um público jovem, digital e acostumado com os preços baixos de plataformas internacionais.
A pesquisa Retratos do Brasil, conduzida pela Nexus a pedido da CNI, entrevistou 2.008 pessoas em todos os estados brasileiros entre os dias 10 e 15 de outubro de 2025. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. Os resultados confirmam que a tributação modificou hábitos de consumo e acendeu um debate político que vai muito além das fronteiras do comércio eletrônico.
Com ou sem imposto, o episódio da “taxa das blusinhas” mostra que o comportamento de compra do brasileiro está amadurecendo — e que decisões econômicas podem, cada vez mais, definir o rumo de campanhas políticas.
Diante da forte reação popular contra a chamada “taxa das blusinhas”, que impõe um imposto de 20% sobre importações de até US$ 50 e já fez 29% dos brasileiros desistirem de comprar em sites internacionais, como o governo federal pode equilibrar a necessidade de arrecadação e proteção à indústria nacional com a pressão política por medidas mais populares? Além disso, quais seriam os impactos econômicos e sociais de uma possível revogação dessa taxação — tanto para a competitividade do comércio eletrônico nacional quanto para a imagem do presidente Lula às vésperas das eleições de 2026?

Esse desgoverno faz uma ***** atrás da outra, gasta igual piriguete rica e administra o dinheiro igual um drogado. O incrível nesse filme de terror é ver pobre defendendo aumento de impostos, como se isso fosse aumentar o poder de compra dele, mas na vida real o efeito é contrário, quando mais alto os impostos, mais caros os produtos ficam e menor é o poder de compra. Ninguém diz pro povo, e a imprensa abandonou seu papel de informar, que ele perdeu poder de compra quando uma grande fatia do seu salário vai para a conta do governo, que dá um jeito de sumir com ele. É por isso que a esquerda gosta tanto de pobre, porque o pobre sai barato para manter!
Caso você nao saiba a taxa das blusinhas é um projeto do **** Alexandre Frota e que foi votada pela maioria dos incompetentes do PL… Nao culpe o governo por **** que Os seus ladinos favoritos fez….
Não esperava muito desse governo, mas fazer isso no final da vida pra conseguir voto é **** .
Eles não assumem a burrice que fizeram. Com essa taxa, só aumentou o rombo do correio o qual era o que mais lucrava com as vendas internacionais. Essa medida visa salvar os correios da ação desastrada do nosso economista fajuto, só que muitas plataformas já se consolidaram no país com depósito s e agora até já têm meio de transporte próprio. Tiro nos dois pés. Resta ao desgoverno chorar.
Deixa de ser alienado… Procura saber de quem é o projeto da taxa das blusinhas e quem foi os incompetentes que votaram no projeto… Mas é claro que vc nao vai procurar… Ser **** e padecer com falta de inteligência e carater