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Governo de SP coloca R$ 315 milhões na mesa para criar a maior ciclovia do Brasil em trilhos centenários com trens históricos e corredor turístico inédito

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 27/01/2026 às 22:33
Assista o vídeoGoverno de SP prevê R$ 315 milhões para criar ciclovia em trilhos históricos entre Campos do Jordão e Pindamonhangaba, com trens e turismo integrado.
Governo de SP prevê R$ 315 milhões para criar ciclovia em trilhos históricos entre Campos do Jordão e Pindamonhangaba, com trens e turismo integrado.
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Edital reúne concessão ferroviária, ciclovia integrada e recuperação de trens históricos em projeto turístico no Vale do Paraíba, com investimento bilionário do Estado e foco em mobilidade ativa, patrimônio e lazer ao ar livre.

O Governo de São Paulo publicou em 19 de janeiro de 2026 o edital para conceder à iniciativa privada, por 24 anos, o Complexo Turístico Ferroviário da Estrada de Ferro Campos do Jordão, reunindo em um único contrato intervenções na ferrovia turística e novos equipamentos voltados ao lazer.

Entre os principais eixos do projeto estão a modernização da linha, a recuperação de trens históricos e a implantação de uma ciclovia no modelo rail-trail ao longo da faixa de domínio da ferrovia, com investimento estimado em R$ 315 milhões.

Prevista para acompanhar o traçado ferroviário, a ciclovia deve ligar o distrito de Eugênio Lefèvre ao centro de Pindamonhangaba, criando um corredor contínuo no Vale do Paraíba associado à operação do trem turístico.

Com essa configuração, a proposta busca integrar mobilidade ativa, lazer e turismo em um mesmo percurso, conectando áreas naturais, equipamentos culturais e pontos de visitação ao longo do trajeto.

Ciclovia paralela à ferrovia integra pacote da concessão

Na modelagem apresentada pelo governo estadual, a ciclovia aparece como parte central do conjunto de intervenções previstas no entorno da Estrada de Ferro Campos do Jordão.

O corredor para bicicletas será implantado ao longo da faixa operacional da ferrovia, aproveitando a continuidade do caminho já definido pelo traçado histórico e reduzindo a necessidade de novas desapropriações.

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O conceito de rail-trail adotado no projeto consiste em adaptar, na mesma área do corredor ferroviário, uma trilha destinada ao uso de bicicletas e a deslocamentos recreativos, mantendo a convivência com a operação turística do trem.

Ao ampliar as opções de lazer ao ar livre, o governo aposta em fortalecer a atratividade turística de municípios que já recebem visitantes por causa do clima, da paisagem e dos equipamentos associados à serra.

De acordo com o edital, o trecho da ciclovia conecta Eugênio Lefèvre a Pindamonhangaba, acompanhando o percurso da ferrovia e organizando o fluxo de ciclistas em um trajeto dedicado.

Na prática, a iniciativa associa a experiência do pedal à visitação ferroviária, com pontos de parada e áreas de apoio distribuídas ao longo do caminho.

Passagens elevadas e travessias reforçam segurança do trajeto

Para garantir a segurança dos usuários, o projeto incorpora uma série de intervenções ao longo do percurso, com atenção especial aos pontos de travessia.

Estão previstas passagens sobre cursos d’água e travessias em trechos com interferência rodoviária, com o objetivo de reduzir riscos em áreas de conflito entre ciclistas e veículos.

Além disso, o plano inclui a adaptação de estruturas existentes sobre os trilhos para assegurar a continuidade da ciclovia, evitando interrupções que forcem o ciclista a deixar o corredor protegido.

Nos pontos considerados mais sensíveis, o projeto prevê a instalação de guarda-corpos, sobretudo em áreas de transposição e passagens elevadas.

Essas intervenções fazem parte do esforço para entregar uma trilha acessível, com padrões de segurança compatíveis com a circulação turística e o uso recreativo.

A execução das obras e a manutenção da infraestrutura ficam vinculadas às obrigações do futuro concessionário ao longo do contrato.

Investimento de R$ 315 milhões inclui trens e equipamentos turísticos

O pacote de investimentos estimado em R$ 315 milhões vai além da implantação da ciclovia e contempla diferentes frentes ligadas ao complexo ferroviário.

Entre os itens previstos estão a modernização e a manutenção da infraestrutura da ferrovia, com intervenções na linha, em estações e em áreas operacionais associadas ao trem turístico.

Outro eixo relevante do projeto é a recuperação de composições históricas, consideradas parte essencial da identidade da Estrada de Ferro Campos do Jordão e do seu apelo turístico.

Também está prevista a revitalização de equipamentos associados ao complexo, incluindo o Parque Reino das Águas Claras, que integra o conjunto de atrações da região.

Ao reunir ferrovia turística, patrimônio histórico e atividades ao ar livre, a proposta concentra em um único contrato a operação de estruturas existentes e a criação de novas opções de visitação.

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Com isso, a expectativa do governo é ampliar o uso do corredor ao longo do ano e estimular a economia local ligada a serviços, turismo e lazer.

Leilão da concessão será realizado na B3

Segundo o edital, o leilão para definir o parceiro privado ocorrerá em 29 de abril de 2026, na B3, em São Paulo.

As propostas deverão ser apresentadas até 24 de abril de 2026, e a disputa será vencida pelo proponente que oferecer o maior valor ao Governo do Estado, conforme as regras estabelecidas.

A partir da concessão, o Estado transfere ao operador privado a responsabilidade de executar as intervenções previstas, gerir a operação do complexo e cumprir as metas contratuais.

O contrato também define parâmetros de manutenção, prestação de serviços e exploração de atividades econômicas associadas ao complexo turístico ferroviário.

Maior ciclovia do Brasil aparece em outro projeto estadual

A informação de que São Paulo terá a maior ciclovia do Brasil está associada à concessão das rodovias do Lote Litoral, que ligam o Alto Tietê ao litoral sul paulista.

Nesse pacote rodoviário, a previsão divulgada é de uma ciclovia com 73,1 quilômetros ao longo da SP-055, em trechos das rodovias Padre Manoel da Nóbrega e Manoel Hipólito do Rego.

No caso da Estrada de Ferro Campos do Jordão, o projeto cria uma ciclovia integrada ao corredor ferroviário e insere a iniciativa em uma política mais ampla de mobilidade ativa e turismo.

Ao colocar em andamento concessões com componentes cicloviários, o governo estadual indica a intenção de atrelar novos investimentos de infraestrutura a usos múltiplos e ao aproveitamento turístico dos corredores existentes.

De que forma a implantação dessa ciclovia ferroviária pode alterar o fluxo de visitantes e a dinâmica do turismo no Vale do Paraíba?

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Sebastião Matheus de Andrade
Sebastião Matheus de Andrade
29/01/2026 18:42

Tarcísio transformando São Paulo em um lugar de progresso e oportunidades.

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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