Governo de Goiás busca R$ 7,5 milhões para eficiência energética em prédios públicos. Veja os projetos, prazos e economias previstas.
Doze secretarias do Governo de Goiás já convocaram empresas especializadas para preparar projetos de redução do consumo elétrico em instalações estaduais. A iniciativa faz parte da participação na Chamada Pública de Eficiência Energética 2026, promovida pelo Grupo Equatorial, na qual o Estado pretende obter R$ 7,5 milhões em recursos não reembolsáveis. As propostas precisam ser encaminhadas até 9 de novembro e serão avaliadas na categoria Poder Público.
Os investimentos pretendidos incluem medidas para diminuir o desperdício de eletricidade e melhorar o funcionamento dos edifícios. Entre as possibilidades estão a adoção de iluminação LED, a atualização de equipamentos de climatização e a expansão de sistemas de geração solar.
Prédios contemplados em 2025 têm economia anual estimada em R$ 1,3 milhão
Parte dos resultados esperados pelo Estado depende de intervenções que já estão sendo executadas em três instalações públicas. O conjunto reúne o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, o Palácio Pedro Ludovico Teixeira e o Complexo Esportivo Estádio Olímpico, contemplados na seleção realizada em 2025.
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Quando consideradas as melhorias previstas para esses locais, a redução potencial do consumo alcança 2.239 MWh anuais. Nas despesas com fornecimento de eletricidade, isso representa uma economia estimada de R$ 1,3 milhão por ano, valor que ainda depende dos resultados das intervenções em andamento.
Na edição anterior da chamada, o governo conseguiu captar R$ 6,1 milhões por meio de três projetos aprovados. O processo começou com a avaliação de 11 iniciativas, das quais seis passaram pela pré-seleção e foram submetidas à etapa seguinte.
A experiência de 2025 serve de referência para a preparação das novas propostas, embora a liberação dos recursos pretendidos para 2026 ainda dependa da seleção.
Secretarias recebem apoio técnico para disputar novos recursos
A elaboração dos projetos envolve as próprias secretarias estaduais e empresas credenciadas na área de conservação de energia. Essas prestadoras especializadas, conhecidas como ESCOs, auxiliam na preparação das propostas sem gerar despesas para os órgãos interessados.
A coordenação institucional fica sob responsabilidade da Secretaria-Geral de Governo (SGG), que conduz a governança do Programa Estadual de Eficiência Energética (PEE). Conforme o superintendente de Energia, Cássio Vieira, a secretaria também oferece assistência técnica às pastas que desejam participar.

Com 12 secretarias envolvidas na preparação de propostas, o Estado busca ampliar o número de instalações públicas atendidas por medidas de eficiência energética. A obtenção dos R$ 7,5 milhões, entretanto, está condicionada à aprovação dos projetos.
Energia solar atende unidades públicas de baixa tensão
A modernização dos edifícios não é a única medida adotada para diminuir as despesas com eletricidade. Uma das frentes do programa utiliza energia gerada por usinas fotovoltaicas para atender órgãos classificados no Grupo B, composto por unidades consumidoras de baixa tensão.
Nessa modalidade, sete lotes passaram por licitação, e três instituições estaduais já formalizaram contratos: Polícia Militar, Polícia Civil e Secretaria de Estado da Educação (Seduc).
O funcionamento está baseado na locação de energia produzida por empreendimentos solares. A geração vinculada aos contratos permite abater valores das faturas mensais de consumo, reduzindo os gastos dos órgãos atendidos.
Essa alternativa integra a estratégia estadual de ampliar o uso de fontes renováveis sem depender exclusivamente de intervenções físicas nos edifícios públicos.
Mercado livre de energia já reúne contratos de 114 unidades consumidoras
Outra mudança em andamento envolve instalações públicas conectadas em alta tensão, classificadas no Grupo A. Para essas unidades, o governo adotou a compra de eletricidade no mercado livre, permitindo que órgãos estaduais contratem fornecedores diferentes da distribuidora local.
Nesse formato, a infraestrutura de distribuição da Equatorial continua sendo utilizada. O que muda é a contratação do fornecimento de energia, realizada com uma empresa escolhida por meio de processo competitivo.
Os contratos relativos a 114 unidades consumidoras foram firmados durante o primeiro semestre de 2026 e já estão sendo executados. A empresa contratada oferece uma tarifa 26% inferior ao preço praticado pela Equatorial, conforme os dados apresentados pelo governo estadual.
Cássio Vieira também informou que o contrato estabelece o fornecimento a partir de fontes renováveis. Essa condição deve ser comprovada por certificações internacionais.
Saúde tem a maior redução de despesas prevista entre os órgãos
A migração para o mercado livre poderá representar uma economia de R$ 60 milhões em cinco anos para dez secretarias estaduais, de acordo com as estimativas apresentadas pelo Governo de Goiás.
Entre os órgãos beneficiados, a Secretaria de Estado da Educação possui uma redução projetada de R$ 6,7 milhões. A Diretoria Geral da Polícia Penal aparece com previsão de R$ 6,4 milhões no mesmo horizonte de cinco anos.

O maior valor individual, porém, está relacionado à Secretaria de Estado da Saúde. Para essa pasta, a projeção alcança R$ 32 milhões, concentrando a maior parcela das economias estimadas entre os órgãos mencionados.
Esses números correspondem às expectativas financeiras associadas aos contratos e não devem ser confundidos com valores já efetivamente economizados.
Programa estadual projeta redução de R$ 100 milhões nas despesas com energia
As diferentes modalidades de contratação e modernização fazem parte de uma política instituída em março de 2024. O Programa Estadual de Eficiência Energética foi criado pelo Decreto nº 10.417, de 1º de março daquele ano, com o objetivo de aperfeiçoar o uso de eletricidade nas instalações públicas.
Atualmente, a iniciativa alcança mais de dez secretarias estaduais com contratos em execução. Considerando o conjunto de medidas previstas pelo programa, o governo trabalha com uma projeção de economia de R$ 100 milhões em cinco anos.
O PEE também recebeu reconhecimento nacional da Fundação Getúlio Vargas (FGV) durante o 2º Congresso Brasileiro de Minas e Energia, realizado em 2026.
A próxima etapa da estratégia depende dos resultados da chamada pública do Grupo Equatorial. Depois do encerramento do prazo para apresentação das propostas, em 9 de novembro, a divulgação preliminar está marcada para 18 de dezembro de 2026, enquanto o resultado definitivo está previsto para 22 de janeiro de 2027.
