O plano brasileiro reúne quatro frentes para proteger florestas, recuperar áreas degradadas, combater o desmatamento ilegal e os incêndios florestais e reduzir o corte autorizado de vegetação. Os resultados serão apresentados na COP31, na Turquia.
O Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima aprovou nesta sexta-feira (6), em Brasília, o Mapa do Caminho para interromper e reverter a perda de vegetação e a degradação florestal no Brasil.
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, o documento busca acelerar políticas ambientais já em vigor. O governo usou como referência a experiência com os planos de prevenção e controle do desmatamento em diferentes biomas brasileiros.
Plano mira corte autorizado de vegetação
Uma das quatro frentes prevê reduzir a retirada de vegetação mesmo quando ela é permitida por lei. O documento prevê o uso de instrumentos econômicos para apoiar essa redução.
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As outras frentes abrangem a conservação e o uso sustentável das florestas, a recuperação de áreas degradadas e o combate ao desmatamento ilegal e aos incêndios florestais.
O plano prevê reforçar o financiamento e a assistência técnica, além de ampliar o acesso a mercados. O governo também quer fortalecer as instituições que executam essas políticas e incentivar o uso de novas tecnologias.
Taxa de desmatamento caiu na Amazônia e no Cerrado
O ministério cita a queda das taxas anuais de desmatamento entre 2022 e 2026 como resultado das políticas já adotadas. A redução foi de 71,2% na Amazônia Legal e de 48,4% no Cerrado.
Dois documentos climáticos validados na reunião apontam redução de cerca de 560 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente nas emissões líquidas do país entre 2022 e 2024, sobretudo pela diminuição do desmatamento.
