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9 comentários 5 min de leitura

Goiaba gigante de 1,412 kg em Goiás, nasce de uma goiabeira que brotou de rachadura no quintal, rende lanche para mais de 20 pessoas, viraliza em vídeo e fica a apenas 88 gramas do recorde mundial

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 20/02/2026 às 20:32 Atualizado em 20/02/2026 às 20:37
goiaba gigante de Vianópolis no quintal cimentado: adubo orgânico, Guinness Book e quase recorde mundial.
goiaba gigante de Vianópolis no quintal cimentado: adubo orgânico, Guinness Book e quase recorde mundial.
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A goiaba gigante colhida por Rísia Maria de Souza e Fernando Carrijo pesou 1,412 kg, tinha polpa branca e veio de uma goiabeira nascida numa rachadura do piso do quintal; com manejo orgânico, virou lanche para mais de 20 pessoas e chamou atenção do Guinness por ficar perto do recorde.

A goiaba gigante encontrada em Vianópolis, no sudeste de Goiás, não impressiona só pelo peso de 1,412 quilos, mas pelo caminho improvável até chegar ali: ela nasceu em uma goiabeira que brotou de uma rachadura no quintal cimentado de um casal que não esperava colher nada fora do comum.

Segundo o portal globorural, no dia 12 de fevereiro, a confeiteira Rísia Maria de Souza e o marido, Fernando Carrijo, registraram a colheita em vídeo e viram a história ganhar tração nas redes, enquanto a fruta acabava virando um lanche compartilhado com mais de 20 pessoas durante um passeio no Carnaval.

Quando a fruta “normal” vira exceção

A goiaba é uma fruta tropical originária da América do Sul e, para a maioria das pessoas, seu tamanho é familiar: cabe na palma da mão e costuma pesar entre 100 e 400 gramas, segundo parâmetros divulgados pela Embrapa.

Esse padrão faz com que qualquer desvio chame atenção rapidamente, porque o contraste é visual e imediato.

No caso de Vianópolis, a diferença foi tão grande que a comparação ficou inevitável: 1,412 quilos em um único fruto.

Não é apenas “uma goiaba grande”; é uma unidade que foge do intervalo mais comum, mesmo para quem já tem o hábito de colher frutas no quintal e acompanhar o comportamento da planta ao longo dos anos.

A rachadura no cimento e a goiabeira que “insistiu” em nascer

@risiams

O cenário por trás da colheita ajuda a explicar por que tanta gente ficou curiosa: a goiabeira não veio de um canteiro planejado, nem de um pomar estruturado.

Ela se desenvolveu a partir de uma rachadura no chão de um quintal cimentado, um ponto improvável para uma árvore frutífera se estabelecer e, mais ainda, produzir frutos.

Fernando relata que o pé tem cerca de cinco anos e começou a produzir dois anos depois de nascer.

Até então, a produção já chamava atenção dentro do próprio quintal: o peso médio das goiabas girava em torno de 600 gramas, e a maior colhida antes dessa tinha chegado a 766 gramas.

A nova colheita, porém, elevou o caso de “surpresa doméstica” para conversa de cidade e, depois, para assunto nacional.

O que o manejo tem a ver com uma goiaba gigante

Ao falar sobre o que pode ter puxado o fruto para fora do padrão, Fernando atribui o resultado ao manejo adotado na árvore e em outras frutíferas do quintal.

O ponto central está na criação de minhocas vermelhas da Califórnia (Eusenia foetida), usadas na produção de húmus, um adubo orgânico associado à vermicompostagem.

Além do húmus, ele menciona o chorume produzido no processo e aplicado diretamente no pé de goiaba.

O detalhe que costuma prender a atenção é a lógica circular do cuidado: resíduos que iriam para o lixo, como cascas de frutas e restos de comida, viram alimento para as minhocas, que se multiplicam, e o resultado volta para a planta como nutrição.

É um ciclo simples de entender e difícil de ignorar quando aparece ligado a um fruto de 1,412 quilos.

O lanche de mais de 20 pessoas e o “teste do ponto”

A história não ficou só no número da balança. Rísia levou a goiaba em um passeio programado no feriado de Carnaval, e o desfecho foi compartilhado com amigos: mais de 20 pessoas provaram a fruta.

Essa etapa, na prática, funciona como um tipo de validação social espontânea, porque transforma a curiosidade em experiência coletiva.

Segundo o relato registrado, a goiaba estava no ponto ideal, com textura crocante e casca doce e suculenta.

Isso muda o caso, porque evita que a conversa fique restrita ao tamanho: não se tratava apenas de um fruto enorme “por fora”, mas de uma goiaba que, ao ser aberta e dividida, manteve qualidades sensoriais que as pessoas associam a frescor e maturação adequada.

A conta do recorde e os 88 gramas que viraram manchete

O caso ganhou outra camada quando entrou no radar do Guinness Book, organização conhecida por registrar recordes mundiais.

A executiva-sênior de relações públicas Kylie Galloway afirmou que a instituição está monitorando o recorde da goiaba mais pesada do mundo, mas que ninguém conseguiu conquistá-lo ainda.

O critério mencionado é direto: para garantir o registro, a fruta precisa pesar pelo menos 1,5 quilo. A goiaba gigante de Vianópolis ficou a apenas 88 gramas desse patamar, um detalhe que costuma ser pequeno em qualquer cozinha, mas que vira enorme quando se trata de “quase recorde”.

É justamente essa proximidade que mantém a história viva: ela fica no limite entre o extraordinário já comprovado e o marco que ainda escapou por pouco.

Um quintal com outras “gigantes” e o padrão que se repete

A goiaba de 1,412 quilos não foi um evento isolado na propriedade. Fernando relata que também colheu uma romã de 1 quilo e outras frutas menores, mas acima da média, ao longo de 2026, sugerindo que o quintal vem produzindo unidades fora do padrão com alguma frequência.

Esse dado adiciona contexto sem transformar a história em promessa: não significa que toda colheita será extrema, mas indica que há um ambiente de cultivo que vem favorecendo frutos grandes.

Para quem acompanha frutíferas em casa, a combinação de constância no cuidado, reaproveitamento de resíduos orgânicos e aplicação direta de adubos produzidos no próprio local ajuda a entender por que um quintal pode, às vezes, surpreender tanto quanto um pomar.

Uma goiaba gigante que brota de uma rachadura no cimento, alimenta mais de 20 pessoas e quase alcança um recorde mundial mistura acaso, manejo e narrativa visual no ponto exato para viralizar: tem surpresa, tem explicação possível, tem comparação clara e tem um “quase” que provoca debate.

E no seu caso: você já colheu alguma fruta ou legume que saiu completamente do padrão e mudou a forma como você olha para o próprio quintal? Se você pudesse escolher, preferiria colher poucas unidades gigantes ou muitas frutas menores e mais regulares e por quê?

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Andrew
Andrew
26/02/2026 18:24

The article was written in Portuguese where . and , are used the opposite way for numbers in English. For example, $1,25 there instead of $1.25 for English. The translation was not done for the number 🙂

Nhel ong
Nhel ong
25/02/2026 19:18

This should be 1.412 kg not 1,412 kg. The person who published this report doesn’t know how to used the , and .

Emmlee
Emmlee
23/02/2026 01:42

I don’t believed it is 1,412 kg which is 1.4tonnes. must be a mistake shld be 1.412kg

Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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